Política / Congresso Nacional
Tereza Cristina mantém disputa pelo comando do Senado e descarta divisão na oposição
Senadora de Mato Grosso do Sul afirma que seguirá na corrida pela presidência da Casa, mesmo após indicação de Rogério Marinho pelo PL
04/11/2026
14:00
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
A senadora Tereza Cristina (PP-MS) reafirmou nesta quarta-feira (4) que continua na disputa pela presidência do Senado Federal, apesar do anúncio da candidatura de Rogério Marinho (PL-RJ). A parlamentar sul-mato-grossense também rejeitou a interpretação de que a presença dos dois nomes represente um rompimento entre partidos de oposição.
Tereza pretende se tornar a primeira mulher a presidir o Senado em seus mais de 200 anos de história. A eleição da Mesa Diretora está prevista para 1º de fevereiro de 2027, quando também tomarão posse os senadores eleitos em outubro.
Em nota encaminhada ao Jornal Midiamax, a senadora afirmou que o momento ainda é de articulação e diálogo, sem uma definição sobre quem reunirá as melhores condições para representar a oposição na disputa.
“Estamos a quase três meses das eleições da Mesa do Senado, e este é um momento importante para ouvir os senadores que já estão na Casa e também os que estão chegando, além de cada candidato buscar convencer os colegas”, informou.
A indicação de Rogério Marinho pelo Partido Liberal levantou especulações sobre uma possível divisão entre os grupos políticos que pretendem impedir a reeleição do atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP).
Entretanto, Tereza Cristina sustenta que existe entendimento entre os dois parlamentares para avaliar o cenário político antes da eleição.
“A senadora sempre esteve em diálogo com Rogério Marinho, seu colega de oposição. O combinado entre eles é avaliar, mais adiante, quem estará em melhores condições de vencer a disputa. Não há divisão”, esclarece a nota.
A manifestação indica que ambos poderão manter suas pré-candidaturas durante a fase de negociação, sem descartar uma composição futura.
Um dos caminhos considerados pela senadora sul-mato-grossense é ampliar o diálogo com as mulheres que integrarão o Senado a partir de 2027.
Com o crescimento da representação feminina na próxima legislatura, Tereza pretende apresentar sua candidatura também como uma oportunidade de mudança histórica no comando da instituição.
A parlamentar já manifestou publicamente, em outras ocasiões, o desejo de ocupar a presidência da Casa e abrir espaço para a primeira mulher exercer a função.
A disputa também envolve a nova composição política do Senado, que receberá parlamentares eleitos em outubro.
Em Mato Grosso do Sul, os eleitos Reinaldo Azambuja (PL) e Capitão Contar (PL), apoiados por Tereza durante a campanha, passarão a integrar a bancada do partido de Rogério Marinho.
A posição dos novos senadores poderá ter importância nas articulações, mas o apoio eleitoral recebido por eles não representa, necessariamente, compromisso com uma candidatura específica à presidência da Casa.
Enquanto Tereza Cristina e Rogério Marinho articulam suas candidaturas, Davi Alcolumbre trabalha pela permanência na presidência do Senado.
Segundo o cenário político descrito, o atual presidente conta com apoio de setores do governo federal, partidos do centro e dirigentes nacionais do próprio Progressistas (PP), legenda de Tereza.
Esse alinhamento evidencia que a disputa não se limita à divisão entre governo e oposição, envolvendo também interesses e negociações internas das bancadas.
Para aliados de Alcolumbre, a manutenção de duas candidaturas oposicionistas poderia favorecer sua reeleição caso os votos fossem divididos.
Tereza, porém, rejeita essa avaliação e afirma que o diálogo com Marinho permanece aberto.
A eleição para a presidência do Senado será decidida pelos próprios senadores, e não diretamente pelo eleitorado.
Até fevereiro, os candidatos terão de buscar apoio entre os parlamentares que permanecem na Casa e os que iniciarão seus mandatos em 2027.
Embora o PL tenha oficializado o nome de Rogério Marinho, Tereza Cristina não anunciou desistência nem adesão a outra candidatura.
A definição sobre uma eventual candidatura única da oposição deverá ocorrer conforme avancem as conversas e fique mais claro o apoio de cada postulante.
Por enquanto, a senadora de Mato Grosso do Sul mantém seu projeto de disputar o comando do Senado e tentar alcançar um feito inédito na história da instituição.
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