Política / Senado Federal
Tereza Cristina mantém articulações pelo comando do Senado após apoio do PP a Alcolumbre
Senadora de Mato Grosso do Sul ainda não desistiu da disputa e busca diálogo com parlamentares de diferentes partidos; PL articula candidatura de Rogério Marinho
03/11/2026
11:45
DA REDAÇÃO
©ARQUIVO
A senadora Tereza Cristina (PP-MS) continua nas articulações para disputar a Presidência do Senado Federal, mesmo após a Federação União Progressista anunciar apoio a Davi Alcolumbre. A parlamentar sul-mato-grossense ainda não formalizou sua desistência e mantém conversas com integrantes de diferentes bancadas, enquanto o PL trabalha em torno do nome de Rogério Marinho.
O cenário coloca Tereza diante de um desafio político: construir uma candidatura capaz de reunir senadores que não pretendem apoiar Alcolumbre, mas que também não chegaram a um consenso em torno de Marinho.
A possibilidade de uma terceira candidatura permanece em discussão, embora não exista, até o momento, confirmação de que a senadora contará com os votos necessários para viabilizar sua eleição.
A decisão da Federação União Progressista, formada por PP e União Brasil, de apoiar Alcolumbre representou um obstáculo para a candidatura de Tereza Cristina, que integra o Progressistas.
Apesar disso, a parlamentar sinalizou que não considera encerradas as articulações.
A senadora aposta na possibilidade de conquistar apoio individual de integrantes de diferentes partidos, inclusive de parlamentares que não acompanhem a orientação anunciada por suas legendas.
Entre os nomes mencionados nesse cenário está Guilherme Derrite (PP-SP), apontado como contrário à candidatura de Alcolumbre.
O posicionamento de parte dos senadores poderá influenciar a formação de novas alianças, mas ainda não há definição sobre a composição de uma candidatura alternativa.
Durante o período eleitoral, Tereza Cristina e Rogério Marinho (PL) haviam sinalizado que buscariam evitar uma disputa direta pela Presidência do Senado.
Entretanto, as articulações posteriores não produziram um acordo definitivo sobre qual dos dois poderia representar o campo político mais próximo da oposição.
Enquanto Marinho conta com a movimentação de seu partido, Tereza mantém a possibilidade de apresentar seu nome como alternativa para parlamentares de diferentes correntes.
A ausência de entendimento entre os dois prolonga as negociações e deixa em aberto a configuração final da disputa.
Após a decisão da União Progressista, Tereza Cristina ressaltou que a escolha do presidente do Senado não depende exclusivamente dos acordos entre dirigentes partidários.
Segundo ela, a eleição será realizada em fevereiro, mediante votação secreta, com participação dos 81 senadores.
A parlamentar também destacou que os 54 senadores eleitos ainda não haviam sido diplomados e deveriam ter a oportunidade de participar das discussões sobre a futura direção da Casa.
“Como líder veterana, estarei aqui para receber meus colegas, especialmente as 12 novas integrantes da bancada feminina. Quero ouvir todos, como sempre fiz, pois o diálogo no Parlamento é tudo”, declarou.
A manifestação reforça a intenção da senadora de conversar com os novos integrantes do Senado antes de tomar uma decisão definitiva sobre sua candidatura.
A escolha do próximo presidente do Senado dependerá da formação de maioria entre os parlamentares, em uma votação na qual acordos partidários e decisões individuais podem influenciar o resultado.
Para Tereza Cristina, o principal desafio será transformar as conversas políticas em apoios concretos, especialmente após a orientação de sua federação em favor de Alcolumbre.
Por enquanto, não há anúncio de desistência da senadora nem acordo definitivo com Rogério Marinho.
As próximas negociações deverão indicar se a parlamentar de Mato Grosso do Sul apresentará sua candidatura ou participará de uma composição em torno de outro nome.
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