Política / Eleições
Eduardo Bolsonaro diz que Jair terá influência na escolha de ministros de eventual governo Flávio
Ex-deputado afirma que indicações passarão pelo ex-presidente e admite assumir um ministério, inclusive o Itamaraty, caso seja convidado pelo irmão
11/10/2026
16:00
DA REDAÇÃO
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O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro terá participação na escolha dos ministros de um eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República no segundo turno das eleições de 2026. A declaração foi feita em entrevista ao SBT News, exibida no sábado (10 de outubro), quando Eduardo também comentou a possibilidade de integrar a equipe ministerial do irmão.
Segundo o ex-parlamentar, as indicações para os principais cargos do Executivo deverão passar pela avaliação de Jair Bolsonaro, embora o momento seja de concentração na disputa eleitoral.
“As nomeações de ministros vão passar pelo presidente Jair Bolsonaro. Neste momento há uma dificuldade muito grande de ter contato com ele. No momento estamos preocupados com a eleição do Flávio”, declarou.
A manifestação indica que, na avaliação de Eduardo, o ex-presidente continuará exercendo influência sobre as decisões políticas do grupo familiar caso Flávio vença a eleição. Não há, entretanto, anúncio de composição ministerial ou confirmação de nomes para um eventual governo.
Entre os cargos para os quais Eduardo Bolsonaro é mencionado está o de ministro das Relações Exteriores, responsável pela condução da diplomacia brasileira e pela representação dos interesses do país nas relações internacionais.
O ex-deputado mantém interlocução com lideranças conservadoras estrangeiras, incluindo integrantes de grupos políticos ligados ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e ao presidente da Argentina, Javier Milei.
Uma eventual indicação para o Itamaraty poderia representar uma aproximação diplomática com esses governos, mas não existe confirmação de que Eduardo será escolhido nem de quais diretrizes de política externa seriam adotadas.
Questionado sobre a possibilidade de assumir um ministério, ele afirmou que a discussão deverá ocorrer somente depois da eleição.
“Isso é assunto pra depois da eleição, mas se for da vontade de Flávio me ter em um Ministério, estou à disposição”, respondeu.
As declarações ocorrem durante a campanha para o segundo turno presidencial, marcado para 25 de outubro, quando Flávio Bolsonaro enfrentará o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição.
Embora Eduardo tenha mencionado a participação de Jair Bolsonaro na definição de nomes, a escolha e a nomeação dos ministros de Estado são atribuições constitucionais do presidente da República.
Assim, caso Flávio seja eleito, caberá a ele formalizar as nomeações, independentemente das consultas políticas realizadas durante a formação de sua equipe.
Até o momento, as declarações de Eduardo representam uma indicação sobre a possível influência do ex-presidente nas decisões de um futuro governo, sem constituir anúncio oficial de ministérios ou de seus ocupantes.
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