Eleições / Pesquisa
Lula tem 44,2% e Flávio Bolsonaro 42,7% em pesquisa Vox Brasil para o segundo turno
Levantamento divulgado nesta sexta-feira aponta empate técnico entre os presidenciáveis
09/10/2026
08:30
DA REDAÇÃO
©REPRODUÇÃO
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 44,2% das intenções de voto, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) registra 42,7%, segundo pesquisa do Instituto Vox Brasil, divulgada nesta sexta-feira (9). A diferença de 1,5 ponto percentual está dentro da margem de erro de 2,15 pontos percentuais, caracterizando empate técnico na disputa pelo segundo turno da eleição presidencial.
O levantamento ouviu 2.100 eleitores em todo o Brasil, entre 5 e 7 de outubro de 2026, por meio de entrevistas presenciais domiciliares. A pesquisa tem nível de confiança de 95% e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-09623/2026.
Na simulação estimulada, 3,4% dos entrevistados declararam intenção de votar em branco, anular ou não escolher nenhum dos candidatos. Outros 9,7% não souberam responder ou preferiram não opinar.
Considerando apenas os votos válidos, que excluem brancos, nulos e indecisos, Lula registra aproximadamente 50,9%, contra 49,1% de Flávio Bolsonaro. A diferença também não permite apontar uma liderança estatisticamente consolidada.
A pesquisa mostra que 76,2% dos entrevistados dizem estar totalmente decididos sobre o candidato em quem votarão no segundo turno, marcado para 25 de outubro.
Outros 13,4% afirmam já ter uma escolha, mas admitem a possibilidade de mudança até a eleição.
O levantamento também investigou a influência dos candidatos derrotados no primeiro turno sobre a decisão dos eleitores.
Para 63,4%, a declaração de apoio de um candidato eliminado não mudaria sua escolha. Já 17,2% afirmaram que seguiriam a orientação do político em quem votaram anteriormente.
Outros 15,2% responderam que a decisão dependeria de qual dos dois presidenciáveis recebesse o apoio.
Os números indicam que as alianças políticas não se traduzem automaticamente em transferência de votos, embora possam influenciar parte do eleitorado.
A rejeição também foi medida pelo Vox Brasil. Segundo o levantamento, 45,2% dos entrevistados afirmaram que não votariam em Lula de maneira alguma, enquanto 44,2% disseram o mesmo sobre Flávio Bolsonaro.
Outros 7% declararam rejeitar os dois candidatos.
A proximidade dos indicadores mostra que ambos enfrentam resistência entre parcelas expressivas do eleitorado, além da disputa pelas intenções de voto.
A avaliação da administração federal também integra a pesquisa.
De acordo com os resultados, 51,6% dos entrevistados desaprovam o governo Lula, enquanto 43,2% aprovam a gestão.
Os que não souberam avaliar ou não responderam representam 5,2%.
A diferença entre desaprovação e aprovação é de 8,4 pontos percentuais. Os indicadores medem a percepção dos entrevistados sobre o governo e não devem ser confundidos com as intenções de voto para a Presidência.
Na autodeclaração ideológica, 39,8% dos participantes se identificaram com a direita e 33,4% com a esquerda. Outros 25% afirmaram não se identificar com nenhuma dessas posições.
Quanto à renda, 83,9% dos entrevistados foram classificados na faixa de até dois salários mínimos.
No perfil religioso, 56,2% se declararam católicos e 31,4%, evangélicos.
A distribuição regional da amostra apresenta 41,7% de participantes do Sudeste e 26,9% do Nordeste.
Esses percentuais descrevem a composição dos entrevistados e devem ser considerados na interpretação dos resultados.
O levantamento foi realizado pelo Instituto Vox Brasil Opinião e Pesquisas, com recursos próprios, conforme as informações divulgadas sobre o estudo.
Entrevistados: 2.100 eleitores.
Período: 5 a 7 de outubro de 2026.
Abrangência: nacional.
Método: entrevistas presenciais domiciliares.
Margem de erro: 2,15 pontos percentuais, para mais ou para menos.
Nível de confiança: 95%.
Registro no TSE: BR-09623/2026.
A pesquisa representa um retrato das opiniões coletadas durante o período de entrevistas, não uma previsão do resultado das urnas. Como a diferença entre os candidatos está dentro da margem de erro, o levantamento não permite estabelecer vantagem estatisticamente segura para nenhum dos dois presidenciáveis.
Os dados centrais e a metodologia foram conferidos em publicações de 9 de outubro de 2026.
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