Eleições / Presidência
União Progressista apoia Flávio e amplia articulação do PL para o segundo turno
Federação formada por União Brasil e PP deixa neutralidade do primeiro turno e se alinha ao candidato que terminou à frente de Lula nas urnas
07/10/2026
07:00
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
A disputa pela Presidência da República entrou em uma nova fase de articulações partidárias após o primeiro turno. A Federação União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas (PP), declarou apoio a Flávio Bolsonaro (PL) na corrida contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), marcada para 25 de outubro.
A decisão representa uma mudança em relação ao primeiro turno, quando a federação havia optado pela neutralidade na disputa presidencial. O movimento ocorre depois de Flávio Bolsonaro terminar a primeira etapa da eleição na liderança, com 56.104.268 votos, equivalentes a 47,03% dos votos válidos. Lula recebeu 53.876.617 votos, ou 45,16%.
A adesão foi anunciada na terça-feira (6). A decisão da federação foi tomada por unanimidade, segundo comunicado divulgado após reunião das legendas.
Nos bastidores, integrantes de partidos do Centrão citados pela imprensa passaram a demonstrar confiança em uma vitória do candidato do PL. Essa avaliação, porém, é uma leitura política dessas lideranças e não uma definição do cenário eleitoral. Novas pesquisas de intenção de voto específicas para o segundo turno começam a ser divulgadas nesta semana.
Além da União Progressista, Flávio Bolsonaro recebeu o apoio de dois adversários derrotados no primeiro turno.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) anunciou sua posição na segunda-feira (5). No dia seguinte, foi a vez do ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) aderir à candidatura do PL durante ato realizado em Goiânia.
O apoio de Caiado ocorreu mesmo com o PSD adotando posição de neutralidade nacional e liberando seus integrantes para escolherem quem apoiar no segundo turno.
A campanha de Flávio também mantém conversas com outras legendas. O Republicanos está entre os partidos envolvidos nas negociações, enquanto dirigentes partidários discutem a posição que será adotada na etapa final da eleição.
As articulações não envolvem apenas a disputa presidencial. A composição do Congresso Nacional eleito para 2027 também passou a fazer parte das negociações entre as legendas.
O PL ampliou sua representação no Senado e terá 28 parlamentares na Casa a partir do próximo ano, após conquistar 19 cadeiras na eleição deste domingo. A bancada aumenta o peso político do partido nas discussões sobre projetos, reformas e composição de um eventual governo.
Partidos de centro e centro-direita também terão papel relevante na formação de maiorias no Congresso, independentemente de quem vencer a eleição presidencial. Por isso, as negociações abertas depois do primeiro turno incluem tanto o apoio eleitoral quanto a relação das legendas com o próximo governo.
A eleição presidencial será decidida no domingo, 25 de outubro, entre Flávio Bolsonaro e Lula.
A diferença entre os dois candidatos no primeiro turno foi de aproximadamente 2,23 milhões de votos, equivalente a 1,87 ponto percentual dos votos válidos. Como nenhum deles alcançou a maioria absoluta, a decisão ficou para o segundo turno.
Com as novas alianças partidárias, as duas campanhas entram agora em uma etapa de busca pelos eleitores que escolheram outros candidatos no primeiro turno, além daqueles que não compareceram às urnas ou votaram em branco ou nulo.
Também corrigi duas inconsistências do original: o apoio de Ronaldo Caiado ocorreu na terça-feira, 6 de outubro, e 7 de outubro é quarta-feira. Além disso, evitei afirmar que o Republicanos “tende” a apoiar Flávio como fato consumado, porque a decisão partidária ainda estava em negociação nas fontes consultadas.
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