Eleições / Relações Internacionais
Lula diz que pediu a Trump para não interferir nas eleições brasileiras
Presidente afirmou a líderes evangélicos que decisão sobre o próximo governo cabe aos brasileiros e voltou a defender a segurança das urnas eletrônicas
16/09/2026
17:00
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira (16) que pediu diretamente ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para não interferir nas eleições brasileiras. A declaração foi feita durante encontro com pastores e outras lideranças evangélicas do Brasil, Estados Unidos e Cuba, no Palácio do Planalto, em Brasília.
Candidato à reeleição, Lula disse que os brasileiros irão às urnas em 19 dias para escolher o próximo governo e definir os rumos políticos do país. Ao abordar o processo eleitoral, afirmou que decisões sobre a eleição devem permanecer sob responsabilidade dos eleitores brasileiros.
“O povo brasileiro é soberano. Eu já disse inclusive ao meu amigo Trump: não se meta nas eleições brasileiras, que as eleições brasileiras são um problema do povo brasileiro”, declarou Lula.
O presidente também pediu que Trump não coloque em dúvida o sistema eletrônico de votação do Brasil. Lula usou suas próprias vitórias eleitorais para sustentar seu argumento sobre a confiabilidade das urnas.
“Não duvide da urna brasileira. A prova mais contundente que eu tenho de que a urna brasileira é a urna mais séria do mundo é que, se ela pudesse roubar, o Lula não seria presidente da República três vezes”, afirmou.
A reunião desta quarta-feira contou com pastores brasileiros, americanos e cubanos e foi articulada pela Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito, em conjunto com a primeira-dama Janja Lula da Silva. O advogado-geral da União, Jorge Messias, também participou.
No encontro, Lula afirmou ainda que evita participar de atos políticos dentro de igrejas por considerar que os espaços religiosos devem ser preservados para manifestações de fé.
“Eu me recuso toda vez que alguém pede para eu ir numa igreja falar de política. Eu não vou porque eu respeito muito a fé das pessoas”, declarou.
Ao tratar das eleições, o presidente também afirmou que a população de menor renda ganha maior atenção dos políticos durante os períodos eleitorais e perde espaço no debate público depois das votações. A avaliação foi apresentada por Lula durante seu discurso e reflete a interpretação política do próprio candidato.
Segundo ele, o voto representa um instrumento de poder para parcelas da população que, em sua avaliação, não recebem a mesma atenção fora das campanhas.
“Só tem um dia que o pobre tem muito valor: o dia da eleição”, afirmou.
Lula acrescentou que, depois da votação, políticos voltariam a priorizar relações com setores economicamente mais influentes. Ao defender maior participação política das camadas populares, citou a África do Sul como referência em seu discurso.
A manifestação acontece na reta final da disputa presidencial de 2026 e em meio a discussões sobre soberania nacional e possíveis interferências estrangeiras no processo político brasileiro. Durante a reunião, Lula apresentou sua fala como um recado para que decisões sobre o governo brasileiro permaneçam restritas aos eleitores do país.
O presidente também relatou ter conversado recentemente com Trump e outros líderes internacionais sobre conflitos em andamento. Segundo Lula, o telefonema com o presidente americano durou cerca de uma hora e vinte minutos, ocasião em que defendeu negociações para reduzir tensões internacionais.
Os comentários abaixo são opiniões de leitores e não representam a opinião deste veículo.
Leia Também
Leia Mais
Copom corta Selic pela quinta vez seguida e juros caem para 13,75% ao ano
Leia Mais
Veja quais presidentes indicaram cada um dos atuais ministros do STF
Leia Mais
Ana Maria Braga relata lesão na córnea após dormir com ar-condicionado ligado
Leia Mais
Celular de Vorcaro revela contatos com Mendonça e cita filhos de Fux e Nunes Marques
Municípios