Justiça / Supremo Tribunal
Veja quais presidentes indicaram cada um dos atuais ministros do STF
Supremo funciona atualmente com dez ministros e uma cadeira vaga; composição reúne escolhas feitas por cinco presidentes desde 2002
16/09/2026
16:00
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
O Supremo Tribunal Federal (STF) tem atualmente dez ministros em exercício e uma cadeira vaga. A composição da Corte reúne magistrados indicados por Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff, Michel Temer e Jair Bolsonaro. A vaga mais recente foi aberta com a aposentadoria antecipada de Luís Roberto Barroso, anunciada em outubro de 2025. (Supremo Tribunal Federal)
O tema voltou ao debate nesta quarta-feira (16) depois que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, rebateu o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, sobre a indicação de Alexandre de Moraes.
Moraes não foi indicado por Lula. A escolha foi feita pelo então presidente Michel Temer, em 2017, após a morte do ministro Teori Zavascki. O Senado aprovou a indicação por 55 votos a 13, em 22 de fevereiro de 2017, e Moraes tomou posse em 22 de março daquele ano.
Ao responder a Flávio, entretanto, Lula também cometeu uma imprecisão ao afirmar que o adversário já era senador na época da votação de Moraes. Flávio Bolsonaro somente assumiu o mandato no Senado em 2019 e, portanto, não participou daquela votação.
O ministro mais antigo na atual composição é Gilmar Mendes, indicado pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) em 2002.
Gilmar tomou posse em 20 de junho de 2002 e hoje é o decano do STF, denominação dada ao integrante com mais tempo de atuação na Corte.
Indicação: Fernando Henrique Cardoso
Ministro: Gilmar Mendes
Posse: 20 de junho de 2002
Durante seus dois primeiros governos, Lula fez indicações que ainda permanecem no Supremo.
Cármen Lúcia foi indicada em 2006 e tomou posse em 21 de junho daquele ano.
Três anos depois, Lula escolheu Dias Toffoli, que exercia o cargo de advogado-geral da União. Ele tomou posse no STF em 23 de outubro de 2009.
Indicação: Luiz Inácio Lula da Silva
Ministros: Cármen Lúcia e Dias Toffoli
Posse: 2006 e 2009
A ex-presidente Dilma Rousseff (PT) é responsável pela indicação de dois ministros que continuam no Tribunal.
Luiz Fux, que anteriormente integrava o Superior Tribunal de Justiça (STJ), tomou posse no Supremo em 3 de março de 2011.
Edson Fachin foi indicado em 2015 e assumiu em 16 de junho daquele ano. Atualmente, Fachin ocupa a Presidência do STF.
Indicação: Dilma Rousseff
Ministros: Luiz Fux e Edson Fachin
Posse: 2011 e 2015
O ex-presidente Michel Temer (MDB) fez uma indicação que permanece na atual composição: Alexandre de Moraes.
A vaga surgiu após a morte de Teori Zavascki, em janeiro de 2017. Naquele momento, Moraes ocupava o Ministério da Justiça no governo Temer.
Após sabatina e aprovação pelo Senado, tomou posse em 22 de março de 2017. Atualmente, Moraes é vice-presidente do STF.
Indicação: Michel Temer
Ministro: Alexandre de Moraes
Posse: 22 de março de 2017
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) fez duas indicações para o Supremo durante seu mandato.
A primeira foi Nunes Marques, escolhido em 2020 para ocupar a vaga aberta pela aposentadoria de Celso de Mello. A indicação foi aprovada no Senado por 57 votos favoráveis, dez contrários e uma abstenção. Nunes Marques tomou posse em 5 de novembro de 2020.
A segunda escolha foi André Mendonça, ex-ministro da Justiça e ex-advogado-geral da União. Ele assumiu uma cadeira no Supremo em 16 de dezembro de 2021.
Indicação: Jair Bolsonaro
Ministros: Nunes Marques e André Mendonça
Posse: 2020 e 2021
Ao retornar ao Palácio do Planalto em 2023, Lula ganhou outras duas oportunidades de indicar integrantes para o Supremo.
A primeira escolha foi Cristiano Zanin, que havia atuado como advogado de Lula. Zanin tomou posse em 3 de agosto de 2023.
A segunda foi Flávio Dino, ex-governador do Maranhão, ex-senador e então ministro da Justiça e Segurança Pública. Dino tomou posse no STF em 22 de fevereiro de 2024.
Somadas as diferentes passagens de Lula pela Presidência, são, portanto, quatro ministros da composição atual indicados por ele: Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Cristiano Zanin e Flávio Dino.
Com a saída de Luís Roberto Barroso, o Supremo passou a funcionar com dez integrantes. A composição atual é formada por Edson Fachin, Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Nunes Marques, André Mendonça, Cristiano Zanin e Flávio Dino. O próprio STF confirma essa formação em registros atualizados de 2026. STF)
Por presidente, a distribuição das indicações dos atuais ministros fica assim: Lula, quatro; Dilma Rousseff, dois; Jair Bolsonaro, dois; Fernando Henrique Cardoso, um; e Michel Temer, um.
A Constituição estabelece que o STF é formado por 11 ministros. Para preencher uma vaga, cabe ao presidente da República indicar um nome, que precisa passar por sabatina e obter aprovação da maioria absoluta do Senado Federal antes da nomeação. A cadeira aberta com a aposentadoria de Barroso mantém o Tribunal, neste momento, com um integrante a menos.
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