POLÍTICA
PGR autoriza prisão do general Braga Netto em investigação de golpe
Manifestação enviada ao STF após determinação do ministro Alexandre de Moraes
14/12/2024
08:13
G1
DA REDAÇÃO
Paulo Gonet durante sabatina no Senado — Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado
O Procurador-Geral da República (PGR), Paulo Gonet, deu aval para a prisão do general Walter Souza Braga Netto, investigado por obstruir as investigações sobre uma suposta tentativa de golpe de Estado para manter o ex-presidente Jair Bolsonaro no poder. A manifestação da PGR foi encaminhada ao Supremo Tribunal Federal (STF) após a determinação do relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, que autorizou a ação realizada neste sábado (14).
Braga Netto já estava sob monitoramento da Polícia Federal. Sua prisão ocorreu neste sábado (14) no Rio de Janeiro, após ele retornar de uma viagem a Alagoas. A ação foi estrategicamente planejada para coincidir com seu retorno, facilitando a detenção sem maiores complicações.
A nova operação da Polícia Federal contou com depoimentos de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, que implicam diretamente o general. Braga Netto, que foi candidato a vice-presidente na chapa de Bolsonaro derrotada nas eleições de 2022, enfrenta acusações de:
A prisão de Braga Netto marca um avanço significativo nas investigações que apuram a tentativa de golpe de Estado apoiada por membros do governo anterior. A atuação do general é considerada crucial para entender a extensão das ações ilegais destinadas a manter Bolsonaro no poder, mesmo após sua derrota eleitoral.
Com a autorização do STF e o aval da PGR, a prisão de Braga Netto reforça o compromisso das autoridades em combater tentativas de subversão democrática. As investigações continuarão a desvendar possíveis conexões entre Braga Netto e outros indivíduos envolvidos nas ações golpistas, bem como a origem e a logística dos financiamentos ilícitos.
A Polícia Federal segue empenhada em desmantelar a rede de apoio ao golpe, garantindo a estabilidade política e a ordem democrática no país. A cooperação entre diferentes órgãos de segurança e a utilização de delações premiadas serão fundamentais para o andamento das investigações e a responsabilização dos envolvidos.
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