Política / Eleições 2026
Kassab diz que Centrão está com Lula e vê chance “zero” de vitória de Flávio Bolsonaro
Presidente do PSD afirma que partidos não estão neutros e aposta que maior tempo de TV fortalecerá Ronaldo Caiado durante a campanha presidencial.
14/08/2026
08:00
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
O presidente nacional do PSD e candidato a vice-presidente, Gilberto Kassab, afirmou que os partidos do Centrão estão, na prática, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição de 2026 e descartou uma vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL) na corrida pelo Palácio do Planalto.
A declaração foi feita nesta quinta-feira (13), durante encontro em São Paulo que reuniu Kassab e o candidato à Presidência pelo PSD, Ronaldo Caiado, com mais de 200 empresários e aliados de diferentes setores da economia.
Ao avaliar a situação de Flávio Bolsonaro na disputa, Kassab foi categórico.
“Não tem a menor chance”, afirmou.
Na avaliação do dirigente do PSD, o candidato do PL ainda não enfrentou o desgaste que poderá surgir com o início efetivo da campanha eleitoral e a intensificação dos ataques entre os adversários.
“Na hora em que o jogo começar, em que o PT mostrar quem é o Flávio, as pessoas no entorno dele, ele vai desabar”, declarou Kassab.
A afirmação representa uma avaliação política do presidente do PSD sobre a campanha e não uma projeção objetiva do resultado da eleição, que dependerá do comportamento do eleitorado até a votação.
Outro ponto da manifestação foi o posicionamento dos partidos tradicionalmente identificados com o Centrão. Para Kassab, essas legendas não podem ser consideradas neutras na eleição presidencial.
Na avaliação dele, apesar de algumas siglas terem decidido não lançar candidato próprio ou evitarem uma adesão formal a determinados presidenciáveis, o movimento político favorece Lula.
A leitura de Kassab ocorre em um cenário no qual alianças nacionais e estaduais nem sempre seguem a mesma composição. Partidos podem adotar uma posição na eleição presidencial e, ao mesmo tempo, construir palanques diferentes nos estados.
O presidente do PSD também avaliou que a ausência de candidaturas presidenciais de partidos do Centrão acabou beneficiando Ronaldo Caiado em outro componente importante da campanha: o tempo de propaganda eleitoral.
Segundo Kassab, o candidato do PSD teria inicialmente cerca de 50 segundos de propaganda, mas passou a contar com aproximadamente dois minutos e 20 segundos.
“Caiado tinha 50 segundos, agora tem dois minutos e quase 20 segundos. É uma eternidade, quase uma novela no horário gratuito. Podem ter certeza de que isso vai fazer a diferença”, disse.
O aumento do espaço será utilizado pela campanha para apresentar Caiado a um eleitorado nacional mais amplo e divulgar suas propostas durante o horário eleitoral.
Para Kassab, a decisão de outras forças políticas de não apresentarem candidatos próprios acabou oferecendo uma oportunidade ao PSD para aumentar a exposição de sua chapa.
As declarações foram feitas durante encontro realizado em Higienópolis, na região central de São Paulo. A reunião teve como objetivo apresentar a empresários as propostas da candidatura de Ronaldo Caiado e Gilberto Kassab para o governo federal.
O evento foi promovido por Andrea Matarazzo e reuniu mais de 200 participantes, incluindo representantes dos setores de agronegócio, indústria e mineração.
Caiado e Kassab dividiram o palco com Aldo Rebelo, que atua como coordenador político da campanha.
Entre os participantes estavam a socialite Narcisa Tamborindeguy, o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, o ex-ministro da Justiça Nelson Jobim e o secretário estadual da Saúde de São Paulo, Eleuses Paiva.
Durante sua participação, Ronaldo Caiado procurou destacar sua trajetória política e sua experiência no comando de Goiás. O candidato mencionou seus índices de aprovação no estado e recebeu aplausos dos participantes.
Caiado também fez críticas tanto a Lula quanto a Flávio Bolsonaro, buscando marcar uma posição própria na disputa entre os dois adversários.
Ao apresentar sua candidatura, afirmou que pretende trabalhar pela “pacificação do Brasil”, discurso que integra a estratégia do PSD de se apresentar como uma alternativa aos polos representados pelo PT e pelo PL.
O encontro com empresários também sinaliza uma tentativa da chapa de ampliar interlocução com setores econômicos antes do período mais intenso da campanha.
Com a reorganização das alianças partidárias e o aumento do tempo disponível na propaganda eleitoral, Caiado e Kassab apostam em maior exposição nacional para ampliar a competitividade da candidatura. Ao mesmo tempo, as declarações de Kassab contra Lula, Flávio Bolsonaro e o posicionamento do Centrão mostram que a disputa política tende a ganhar intensidade com o avanço da campanha.
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