Política / Eleições 2026
Lula terá foto com chapéu na urna eletrônica nas eleições de 2026
Presidente adotou acessório após retirar lesão de câncer de pele no couro cabeludo; decisão do TSE de 2022 abriu precedente para uso em foto eleitoral
11/08/2026
17:00
DA REDAÇÃO
Fotos de Lula nas eleições presidenciais de 2006, 2022 e 2026 — Foto: Reprodução/TSE
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparecerá usando chapéu na fotografia que será exibida na urna eletrônica nas eleições presidenciais de 2026. Será a primeira vez que o petista utilizará um acessório na cabeça em sua identificação eleitoral desde que começou a disputar a Presidência da República, em 1989.
Lula passou a usar o chapéu com frequência desde maio deste ano, depois de retirar uma lesão de câncer de pele no couro cabeludo. O acessório foi adotado como forma de proteger a região durante e após o processo de cicatrização.
A recomendação médica também passou a ser seguida durante a campanha eleitoral. O presidente já apareceu de chapéu em compromissos oficiais e políticos, inclusive no lançamento de sua chapa presidencial, realizado no início de agosto, em São Paulo.
O modelo utilizado por Lula é um chapéu Panamá, produzido com fibras da palha toquilla, material tradicional do Equador. Apesar do nome, a origem desse tipo de chapéu está relacionada à produção artesanal equatoriana.
Durante anos, as regras eleitorais restringiram o uso de chapéus, bonés e outros acessórios nas fotografias apresentadas pelos candidatos para exibição na urna.
A regulamentação buscava evitar elementos cênicos ou adornos que tivessem conotação de propaganda eleitoral ou que dificultassem a identificação do candidato pelo eleitor.
Essa interpretação sofreu uma mudança importante nas eleições de 2022, após uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) envolvendo o então candidato a deputado federal Douglas Belchior (PT-SP).
Belchior havia sido impedido pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de utilizar um boné na fotografia destinada à urna eletrônica e recorreu ao TSE.
Ao analisar o caso, o então ministro Sérgio Banhos autorizou a utilização do acessório. O magistrado considerou que o boné estava associado à identidade sociocultural do candidato e à imagem pela qual ele era reconhecido pelo eleitorado.
Na decisão, Banhos observou que o acessório estava relacionado à origem afrodescendente de Belchior e à sua atuação ligada à cultura rapper, podendo ser compreendido como elemento étnico e cultural admitido pelas regras eleitorais.
Desde a retirada da lesão no couro cabeludo, o chapéu passou a aparecer de maneira recorrente nas agendas públicas do presidente. A utilização do acessório na fotografia eleitoral consolida essa nova característica visual também durante a disputa presidencial.
Será uma mudança perceptível em relação às imagens utilizadas pelo petista nas eleições anteriores, quando Lula apareceu na urna sem qualquer acessório na cabeça.
Outros candidatos à Presidência da República também já definiram as fotografias que serão apresentadas aos eleitores em outubro, entre eles Romeu Zema, que disputou a reeleição ao Governo de Minas Gerais em 2022, e Hertz Dias, candidato ao Governo do Maranhão naquele mesmo ano.
Com a autorização para utilização do chapéu, a imagem de Lula na urna em 2026 será diferente das fotografias apresentadas pelo presidente ao longo de suas anteriores campanhas presidenciais.
Os comentários abaixo são opiniões de leitores e não representam a opinião deste veículo.
Leia Também
Leia Mais
Ninguém mais quer trabalhar
Leia Mais
PF pede a Moraes decisão sobre destino de 10 armas apreendidas de Bolsonaro
Leia Mais
EUA afirmam que domínio nas Américas “nunca mais será questionado” e citam captura de Maduro
Leia Mais
Itaú abre trainee com salário de R$ 9,3 mil para candidatos de todo o Brasil
Municípios