Economia / Negócios
SIMPI alerta pequenos negócios para débitos, reforma tributária e pressão de juros
Coluna chega a 700 semanas com orientações sobre Simples Nacional, reforma tributária, inflação e pré-natal; vídeos aprofundam os temas abordados
11/08/2026
20:00
SIMPI
DA REDAÇÃO
A situação fiscal das empresas, as incertezas na implementação da reforma tributária, os reflexos da guerra no Oriente Médio sobre inflação e juros e a necessidade de prevenção durante a gravidez estão entre os assuntos abordados nesta semana pelo Sindicato da Micro e Pequena Indústria (SIMPI). A edição também marca as 700 semanas da Coluna SIMPI, que atualmente circula em 36 jornais de quatro estados e mantém contato direto com milhares de empreendedores.
Um dos principais alertas é direcionado aos Microempreendedores Individuais (MEIs) e às empresas optantes pelo Simples Nacional que possuem débitos fiscais. A orientação é verificar imediatamente a situação junto à Receita Federal e à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), especialmente nos casos em que houve recebimento de Termo de Exclusão.
Embora existam programas de negociação com prazos que chegam a 30 de setembro, o SIMPI recomenda que os empresários não deixem a regularização para o último momento. A preocupação ocorre porque a Receita já realiza, em agosto, procedimentos relacionados às empresas notificadas e que podem ficar fora do regime simplificado em 2027.
A exclusão do Simples Nacional não significa automaticamente cancelamento ou perda do CNPJ, mas pode alterar significativamente a operação financeira da empresa.
Ao deixar o regime, o negócio pode ficar sujeito a uma carga tributária maior, aumento das obrigações acessórias, necessidade de acompanhamento contábil mais complexo e crescimento dos custos administrativos.
Quem recebeu o Termo de Exclusão deve conferir quais pendências foram apontadas, observar os prazos específicos da notificação e analisar as possibilidades de pagamento ou negociação.
A recomendação é buscar orientação contábil antes de tomar uma decisão, já que cada empresa pode apresentar uma situação fiscal diferente. Antecipar a análise também reduz o risco de o empresário considerar apenas o prazo final de uma negociação e perder uma data prevista especificamente em sua notificação.
Assista: SIMPI explica o alerta sobre débitos e exclusão do Simples Nacional
A edição desta semana também registra uma marca da comunicação voltada aos pequenos negócios. Produzida pelo SIMPI-RO, a Coluna SIMPI completou 700 semanas acompanhando assuntos ligados à economia, tributação, legislação, gestão, direitos e outras questões relacionadas à rotina empresarial.
Atualmente, a coluna está presente em 36 jornais distribuídos por quatro estados, com publicações realizadas às terças e quartas-feiras.
O conteúdo também é distribuído diretamente aos empreendedores. Segundo os números apresentados pela entidade, a base reúne aproximadamente 17 mil contatos pelo WhatsApp e mais de 105 mil endereços de e-mail, além da presença diária nas redes sociais.
Outro canal adotado foi o Minuto SIMPI, que apresenta informações empresariais em vídeos curtos. A proposta é abordar assuntos como tributos, legislação, economia, gestão e direitos em um formato mais direto.
A North Content também participa desse trabalho, contribuindo para a comunicação e produção de conteúdo da entidade.
A marca de 700 semanas ocorre em um período de mudanças relevantes para os pequenos negócios, especialmente com a transição tributária e a permanência de juros elevados.
Assista: Coluna SIMPI celebra 700 semanas de informação aos pequenos negócios
Outro tema analisado é o impacto econômico da continuidade da guerra no Oriente Médio. O petróleo voltou ao centro das preocupações porque uma elevação persistente das cotações pode atingir combustíveis, indústria e fertilizantes, além de interferir nas perspectivas para inflação e juros.
De acordo com o economista Roberto Dumas, o barril chegou a US$ 83, após uma valorização entre 8% e 15% no cenário analisado. O impacto pode alcançar derivados como diesel, gasolina e plásticos, além de cadeias que dependem de fertilizantes.
O Oriente Médio também possui importância estratégica para a produção e circulação de produtos fosfatados, nitrogenados, amônia e cloreto de potássio.
Um dos pontos mais sensíveis é o Estreito de Ormuz. Conforme a análise apresentada, entre 20% e 25% do petróleo produzido no mundo passa pela região. Qualquer restrição relevante nesse corredor pode reduzir a oferta internacional e pressionar os preços.
Nos Estados Unidos, o CPI, índice de preços ao consumidor, chegou a 3,5%. Na avaliação de Dumas, uma nova pressão provocada pelo petróleo poderia interromper a desaceleração da inflação e diminuir o espaço para redução dos juros.
Nesse cenário, a taxa poderia permanecer entre 3,5% e 3,75% ou sofrer uma elevação de 0,25 ponto percentual, segundo a análise apresentada.
No Brasil, o IPCA passou de 4,72% em maio para 4,64% em junho. Apesar da desaceleração naquele período, a alta de energia e outros insumos provocada pelo conflito poderia voltar a pressionar os preços.
O economista também chama atenção para o tempo necessário para que uma decisão de política monetária produza seus efeitos sobre a atividade econômica, estimado em aproximadamente 18 meses.
Para as micro e pequenas empresas, a combinação de inflação e juros elevados tem impacto direto sobre custos operacionais, financiamentos, capital de giro e capacidade de investimento.
Assista: Roberto Dumas analisa os efeitos da guerra sobre petróleo, inflação e juros
A reforma tributária é outro ponto de atenção para as empresas. A fase de testes avança em meio a alterações de cronograma e dúvidas relacionadas ao destaque da CBS e do IBS, além dos procedimentos para emissão de documentos fiscais.
Segundo o advogado Piraci Oliveira, as indefinições dificultam decisões de empresas e profissionais responsáveis pela área tributária.
A reforma aprovada entre 2024 e 2025 estabeleceu 2026 como período de testes. Nessa etapa, foram previstas alíquotas de 0,9% para a CBS e 0,1% para o IBS, dentro do processo de calibragem do novo sistema.
O cronograma, porém, passou por alterações. De acordo com Oliveira, o Ato Conjunto nº 1, editado na última semana de janeiro, suspendeu os efeitos da obrigatoriedade até três meses e um dia após a publicação da regulamentação.
Depois da regulamentação da CBS, em 29 de abril, e posteriormente do IBS, a nova etapa caminhava para começar no primeiro dia útil de agosto. Antes disso, surgiram questionamentos sobre os sistemas de emissão de notas fiscais e operações envolvendo serviços, venda e locação de imóveis.
Em 27 de julho, foi apresentado novo cronograma. A programação posterior manteve 3 de agosto para determinadas regras relacionadas às prestadoras de serviços e documentos destinados ao consumidor, enquanto outras etapas foram deslocadas para outubro, dezembro e janeiro.
Outra mudança ocorreu em 1º de agosto, quando uma orientação governamental informou que notas fiscais emitidas a partir de 3 de agosto, sem destaque de CBS e IBS, não seriam rejeitadas.
Para Oliveira, ainda permanecem dúvidas sobre os efeitos jurídicos dessa orientação, eventual obrigatoriedade de destaque dos tributos durante a fase de testes e possibilidade de penalidades.
Também existem questionamentos relacionados às notas emitidas por pessoas físicas e às operações de locação.
Enquanto não houver uma definição formal sobre todos os procedimentos, a orientação apresentada é que empresas acompanhem as atualizações e avaliem cuidadosamente os procedimentos fiscais adotados, preferencialmente com suporte contábil e jurídico.
Assista: Piraci Oliveira analisa as dúvidas da fase de testes da reforma tributária
A edição também abre espaço para um tema de saúde pública: a importância do pré-natal. O acompanhamento deve começar após a confirmação da gravidez e continuar regularmente durante toda a gestação.
Mesmo quando a gestante não apresenta sintomas ou se sente bem, algumas alterações podem ocorrer silenciosamente. As consultas permitem acompanhar a saúde da mulher, observar o desenvolvimento do bebê, solicitar exames e fornecer orientações específicas para cada fase.
O pré-natal também funciona como espaço para esclarecimento de dúvidas e preparação para o nascimento. A orientação é comparecer às consultas, realizar os exames solicitados e seguir as recomendações da equipe responsável pelo atendimento.
A família também possui papel importante nesse processo, seja acompanhando consultas, ajudando nas tarefas cotidianas ou oferecendo suporte durante a gravidez.
Outro cuidado é evitar substituir acompanhamento profissional por informações obtidas exclusivamente nas redes sociais ou pela experiência de outras pessoas. Cada gestação apresenta características próprias e precisa ser avaliada individualmente.
A prevenção e o diagnóstico precoce de alterações podem fazer diferença para a segurança da mãe e do bebê, tornando a continuidade do acompanhamento tão importante quanto seu início.
Assista: Vídeo aborda a importância do pré-natal durante a gestação
Com a combinação de mudanças tributárias, pressão de custos, juros elevados e novas exigências regulatórias, a edição das 700 semanas da Coluna SIMPI reforça a importância de pequenos empresários acompanharem de perto as decisões que podem afetar seus negócios. Ao mesmo tempo, a inclusão do pré-natal amplia a pauta para um tema de prevenção diretamente relacionado à saúde e à qualidade de vida.
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