Campo Grande (MS), Quarta-feira, 12 de Agosto de 2026

Economia / Negócios

SIMPI alerta pequenos negócios para débitos, reforma tributária e pressão de juros

Coluna chega a 700 semanas com orientações sobre Simples Nacional, reforma tributária, inflação e pré-natal; vídeos aprofundam os temas abordados

11/08/2026

20:00

SIMPI

DA REDAÇÃO

A situação fiscal das empresas, as incertezas na implementação da reforma tributária, os reflexos da guerra no Oriente Médio sobre inflação e juros e a necessidade de prevenção durante a gravidez estão entre os assuntos abordados nesta semana pelo Sindicato da Micro e Pequena Indústria (SIMPI). A edição também marca as 700 semanas da Coluna SIMPI, que atualmente circula em 36 jornais de quatro estados e mantém contato direto com milhares de empreendedores.

Um dos principais alertas é direcionado aos Microempreendedores Individuais (MEIs) e às empresas optantes pelo Simples Nacional que possuem débitos fiscais. A orientação é verificar imediatamente a situação junto à Receita Federal e à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), especialmente nos casos em que houve recebimento de Termo de Exclusão.

Débitos podem retirar empresas do Simples Nacional em 2027

Embora existam programas de negociação com prazos que chegam a 30 de setembro, o SIMPI recomenda que os empresários não deixem a regularização para o último momento. A preocupação ocorre porque a Receita já realiza, em agosto, procedimentos relacionados às empresas notificadas e que podem ficar fora do regime simplificado em 2027.

A exclusão do Simples Nacional não significa automaticamente cancelamento ou perda do CNPJ, mas pode alterar significativamente a operação financeira da empresa.

Ao deixar o regime, o negócio pode ficar sujeito a uma carga tributária maior, aumento das obrigações acessórias, necessidade de acompanhamento contábil mais complexo e crescimento dos custos administrativos.

Quem recebeu o Termo de Exclusão deve conferir quais pendências foram apontadas, observar os prazos específicos da notificação e analisar as possibilidades de pagamento ou negociação.

A recomendação é buscar orientação contábil antes de tomar uma decisão, já que cada empresa pode apresentar uma situação fiscal diferente. Antecipar a análise também reduz o risco de o empresário considerar apenas o prazo final de uma negociação e perder uma data prevista especificamente em sua notificação.

Assista: SIMPI explica o alerta sobre débitos e exclusão do Simples Nacional

Coluna SIMPI completa 700 semanas

A edição desta semana também registra uma marca da comunicação voltada aos pequenos negócios. Produzida pelo SIMPI-RO, a Coluna SIMPI completou 700 semanas acompanhando assuntos ligados à economia, tributação, legislação, gestão, direitos e outras questões relacionadas à rotina empresarial.

Atualmente, a coluna está presente em 36 jornais distribuídos por quatro estados, com publicações realizadas às terças e quartas-feiras.

O conteúdo também é distribuído diretamente aos empreendedores. Segundo os números apresentados pela entidade, a base reúne aproximadamente 17 mil contatos pelo WhatsApp e mais de 105 mil endereços de e-mail, além da presença diária nas redes sociais.

Outro canal adotado foi o Minuto SIMPI, que apresenta informações empresariais em vídeos curtos. A proposta é abordar assuntos como tributos, legislação, economia, gestão e direitos em um formato mais direto.

A North Content também participa desse trabalho, contribuindo para a comunicação e produção de conteúdo da entidade.

A marca de 700 semanas ocorre em um período de mudanças relevantes para os pequenos negócios, especialmente com a transição tributária e a permanência de juros elevados.

Assista: Coluna SIMPI celebra 700 semanas de informação aos pequenos negócios

Guerra pressiona petróleo, inflação e juros

Outro tema analisado é o impacto econômico da continuidade da guerra no Oriente Médio. O petróleo voltou ao centro das preocupações porque uma elevação persistente das cotações pode atingir combustíveis, indústria e fertilizantes, além de interferir nas perspectivas para inflação e juros.

De acordo com o economista Roberto Dumas, o barril chegou a US$ 83, após uma valorização entre 8% e 15% no cenário analisado. O impacto pode alcançar derivados como diesel, gasolina e plásticos, além de cadeias que dependem de fertilizantes.

O Oriente Médio também possui importância estratégica para a produção e circulação de produtos fosfatados, nitrogenados, amônia e cloreto de potássio.

Um dos pontos mais sensíveis é o Estreito de Ormuz. Conforme a análise apresentada, entre 20% e 25% do petróleo produzido no mundo passa pela região. Qualquer restrição relevante nesse corredor pode reduzir a oferta internacional e pressionar os preços.

Nos Estados Unidos, o CPI, índice de preços ao consumidor, chegou a 3,5%. Na avaliação de Dumas, uma nova pressão provocada pelo petróleo poderia interromper a desaceleração da inflação e diminuir o espaço para redução dos juros.

Nesse cenário, a taxa poderia permanecer entre 3,5% e 3,75% ou sofrer uma elevação de 0,25 ponto percentual, segundo a análise apresentada.

No Brasil, o IPCA passou de 4,72% em maio para 4,64% em junho. Apesar da desaceleração naquele período, a alta de energia e outros insumos provocada pelo conflito poderia voltar a pressionar os preços.

O economista também chama atenção para o tempo necessário para que uma decisão de política monetária produza seus efeitos sobre a atividade econômica, estimado em aproximadamente 18 meses.

Para as micro e pequenas empresas, a combinação de inflação e juros elevados tem impacto direto sobre custos operacionais, financiamentos, capital de giro e capacidade de investimento.

Assista: Roberto Dumas analisa os efeitos da guerra sobre petróleo, inflação e juros

Reforma tributária entra em testes com dúvidas sobre notas fiscais

A reforma tributária é outro ponto de atenção para as empresas. A fase de testes avança em meio a alterações de cronograma e dúvidas relacionadas ao destaque da CBS e do IBS, além dos procedimentos para emissão de documentos fiscais.

Segundo o advogado Piraci Oliveira, as indefinições dificultam decisões de empresas e profissionais responsáveis pela área tributária.

A reforma aprovada entre 2024 e 2025 estabeleceu 2026 como período de testes. Nessa etapa, foram previstas alíquotas de 0,9% para a CBS e 0,1% para o IBS, dentro do processo de calibragem do novo sistema.

O cronograma, porém, passou por alterações. De acordo com Oliveira, o Ato Conjunto nº 1, editado na última semana de janeiro, suspendeu os efeitos da obrigatoriedade até três meses e um dia após a publicação da regulamentação.

Depois da regulamentação da CBS, em 29 de abril, e posteriormente do IBS, a nova etapa caminhava para começar no primeiro dia útil de agosto. Antes disso, surgiram questionamentos sobre os sistemas de emissão de notas fiscais e operações envolvendo serviços, venda e locação de imóveis.

Em 27 de julho, foi apresentado novo cronograma. A programação posterior manteve 3 de agosto para determinadas regras relacionadas às prestadoras de serviços e documentos destinados ao consumidor, enquanto outras etapas foram deslocadas para outubro, dezembro e janeiro.

Outra mudança ocorreu em 1º de agosto, quando uma orientação governamental informou que notas fiscais emitidas a partir de 3 de agosto, sem destaque de CBS e IBS, não seriam rejeitadas.

Para Oliveira, ainda permanecem dúvidas sobre os efeitos jurídicos dessa orientação, eventual obrigatoriedade de destaque dos tributos durante a fase de testes e possibilidade de penalidades.

Também existem questionamentos relacionados às notas emitidas por pessoas físicas e às operações de locação.

Enquanto não houver uma definição formal sobre todos os procedimentos, a orientação apresentada é que empresas acompanhem as atualizações e avaliem cuidadosamente os procedimentos fiscais adotados, preferencialmente com suporte contábil e jurídico.

Assista: Piraci Oliveira analisa as dúvidas da fase de testes da reforma tributária

Pré-natal reforça prevenção e acompanhamento desde o início da gravidez

A edição também abre espaço para um tema de saúde pública: a importância do pré-natal. O acompanhamento deve começar após a confirmação da gravidez e continuar regularmente durante toda a gestação.

Mesmo quando a gestante não apresenta sintomas ou se sente bem, algumas alterações podem ocorrer silenciosamente. As consultas permitem acompanhar a saúde da mulher, observar o desenvolvimento do bebê, solicitar exames e fornecer orientações específicas para cada fase.

O pré-natal também funciona como espaço para esclarecimento de dúvidas e preparação para o nascimento. A orientação é comparecer às consultas, realizar os exames solicitados e seguir as recomendações da equipe responsável pelo atendimento.

A família também possui papel importante nesse processo, seja acompanhando consultas, ajudando nas tarefas cotidianas ou oferecendo suporte durante a gravidez.

Outro cuidado é evitar substituir acompanhamento profissional por informações obtidas exclusivamente nas redes sociais ou pela experiência de outras pessoas. Cada gestação apresenta características próprias e precisa ser avaliada individualmente.

A prevenção e o diagnóstico precoce de alterações podem fazer diferença para a segurança da mãe e do bebê, tornando a continuidade do acompanhamento tão importante quanto seu início.

Assista: Vídeo aborda a importância do pré-natal durante a gestação

Com a combinação de mudanças tributárias, pressão de custos, juros elevados e novas exigências regulatórias, a edição das 700 semanas da Coluna SIMPI reforça a importância de pequenos empresários acompanharem de perto as decisões que podem afetar seus negócios. Ao mesmo tempo, a inclusão do pré-natal amplia a pauta para um tema de prevenção diretamente relacionado à saúde e à qualidade de vida.


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