Política / Eleições
Do “Animal” ao “Pofexô”, nomes do futebol entram na disputa das eleições de 2026
Edmundo, Luís Fabiano, Marcelinho Carioca, Washington, Kalil e Luxemburgo estão entre esportistas que buscam cargos políticos em diferentes estados.
10/08/2026
09:00
DA REDAÇÃO
©REPRODUÇÃO
Figuras conhecidas do futebol brasileiro decidiram trocar os gramados e os bastidores dos clubes pela disputa eleitoral em 2026. Ex-jogadores, dirigentes e treinador aparecem entre os candidatos a cargos como deputado federal, deputado distrital, governador e senador em diferentes regiões do país.
No Rio de Janeiro, o ex-atacante Edmundo, conhecido como “Animal”, concorre a deputado federal pelo PSDB. Campeão brasileiro pelo Palmeiras em 1993 e 1994 e pelo Vasco em 1997, quando também terminou como artilheiro da competição, ele construiu uma das carreiras mais conhecidas do futebol nacional nos anos 1990.
Edmundo também vestiu a camisa do Flamengo, onde integrou, em 1995, o ataque que reuniu Romário e Sávio. Na campanha eleitoral, o ex-jogador afirma que pretende atuar em Brasília também na defesa de interesses relacionados ao Vasco da Gama.
Outro nome de destaque é Luís Fabiano, ex-atacante do São Paulo e integrante da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2010. Ele disputa uma cadeira de deputado federal pelo MDB de São Paulo.
O ex-jogador apresenta como bandeiras de campanha temas relacionados ao esporte, saúde preventiva e inclusão digital de jovens.
O cadastro eleitoral de Luís Fabiano chegou a chamar atenção nas redes sociais depois de registrar sua orientação sexual como “assexual”. Segundo o MDB, a informação foi resultado de erro durante o registro e posteriormente foi alterada pelo partido.
Também conhecido pelos torcedores brasileiros, Washington “Coração Valente” entrou na corrida eleitoral. O ex-atacante teve passagens de destaque por clubes como Athletico Paranaense, Fluminense e São Paulo.
Em 2004, Washington marcou 34 gols pelo Athletico Paranaense no Campeonato Brasileiro, então recorde de uma edição da competição. Voltou a terminar como artilheiro do Brasileiro em 2008, defendendo o Fluminense.
Depois de deixar os gramados, atuou como secretário nacional de Esporte e exerceu mandato como deputado federal suplente pelo Rio Grande do Sul. Em sua plataforma eleitoral, aponta o esporte como instrumento para ampliar oportunidades destinadas aos jovens.
No Distrito Federal, Marcelinho Carioca, o “Pé de Anjo”, concorre a deputado distrital pelo Republicanos. Ídolo do Corinthians, o ex-meia direciona sua campanha para propostas relacionadas ao esporte, projetos sociais e fiscalização do poder público.
Em São Paulo, outro ex-atacante tenta chegar à Câmara dos Deputados. Alexandre Finazzi disputa uma vaga de deputado federal pelo MDB.
Com passagens por Corinthians, Ponte Preta, Athletico Paranaense e Fortaleza, Finazzi também trabalhou com gestão esportiva e integrou comissões técnicas depois de encerrar a carreira como jogador.
A lista não se limita a ex-atletas. O ex-presidente do Atlético Mineiro Alexandre Kalil disputa o governo de Minas Gerais pelo PDT.
Kalil presidiu o clube durante a conquista da Copa Libertadores de 2013, primeira da história do Atlético, em uma equipe que tinha Ronaldinho Gaúcho como principal estrela.
Após deixar a administração do clube, ingressou diretamente na política e foi eleito prefeito de Belo Horizonte. Em 2026, busca chegar ao comando do governo mineiro.
No Rio de Janeiro, o ex-vice-presidente de futebol do Flamengo Marcos Braz concorre a deputado federal pelo PSDB. Ele participou da direção rubro-negra durante um dos períodos mais vitoriosos da história recente do clube, incluindo as conquistas das Libertadores de 2019 e 2022.
Braz assumiu mandato na Câmara dos Deputados em maio de 2026 e agora busca uma vaga nas urnas.
Entre os nomes mais conhecidos da lista está o treinador Vanderlei Luxemburgo, o “Pofexô”. Campeão por diferentes clubes e ex-técnico da Seleção Brasileira, ele concorre ao Senado pelo Podemos no Tocantins, Estado onde também mantém atividades empresariais.
Luxemburgo já havia tentado viabilizar uma candidatura ao Senado em 2022, naquela ocasião pelo PSB, mas não chegou à disputa eleitoral.
Em 2026, a candidatura foi oficializada pelo Podemos, comandado nacionalmente pela deputada federal Renata Abreu. Ao confirmar sua entrada na eleição, Luxemburgo afirmou receber a missão com “profundo senso de responsabilidade”.
A presença de personagens conhecidos do futebol adiciona nomes de forte reconhecimento público às eleições de 2026. A partir da campanha, porém, a popularidade construída no esporte será submetida a um teste diferente: a capacidade de transformar projeção nacional e identificação com torcedores em votos nas urnas.
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