Artigo / Opinião
Crucificamos inocentes na Pandemia
09/08/2026
08:30
WILSON AQUINO
WILSON AQUINO*
Em 2021, centenas de médicos brasileiros e o então presidente na época, Jair Bolsonaro, foram ‘crucificados’ por autoridades e boa parte da opinião pública por discordarem do protocolo de saúde estabelecido para o combate à contaminação do vírus Covid-19, que consistia no lockdown, no isolamento das pessoas em casa, no uso de máscaras etc.
Também foram condenados por indicar os medicamentos Ivermectina, Cloroquina e até a Vitamina D, como agentes aptos no combate ao vírus, uma vez que nenhuma outra alternativa medicamentosa oficialmente oferecida. Hoje, em 2026, a verdade veio à tona para confirmar que os médicos e o presidente estavam certos e que milhares de vidas perdidas poderiam ter sido salvas se essas autoridades brasileiras não fizessem política em cima dos conceitos médicos.
E essa verdade que muda a história da pandemia no Brasil e no mundo está vindo à tona agora depois que o FBI (polícia federal americana) descobriu que uma das maiores autoridades médicas da época da pandemia, o infectologista, assessor do presidente Biden, Anthony Fauci, não só mentiu sobre os falsos protocolos como também foi um dos principais responsáveis pelo financiamento do laboratório chinês, da cidade de Wuhan, de onde já se sabe que o vírus saiu.
O que o Senado americano testemunhou em 29 de julho de 2026 não foi apenas o depoimento de um burocrata, mas o desmoronamento de uma aura de infalibilidade que governou o mundo por três anos. Anthony Fauci, o homem que por décadas personificou a autoridade médica máxima dos Estados Unidos e cujas diretrizes ecoaram em cada decreto municipal no Brasil, compareceu à Comissão de Segurança Interna e Assuntos Governamentais para enfrentar o que restou de sua própria narrativa.
Diante de questionamentos incisivos sobre a gestão da crise e a origem do patógeno, Fauci escolheu o refúgio jurídico da Quinta Emenda. Foram mais de 100 recusas em responder, um silêncio que, embora seja um direito constitucional, ressoa como um grito de incerteza para as milhões de famílias que tiveram suas vidas alteradas por suas recomendações.
No Brasil, essa rigidez informativa foi importada sem qualquer filtro crítico. O debate sobre a origem do vírus foi sufocado em prol de uma narrativa de “transbordamento natural” que servia perfeitamente para blindar certas alianças geopolíticas e atacar adversários internos.
Aqueles que, como o então presidente Jair Bolsonaro, levantaram dúvidas sobre a conduta chinesa ou sobre a transparência da OMS, foram imediatamente rotulados de ignorantes ou perigosos. Hoje, ao vermos o FBI e o Senado americano debruçados sobre as mesmas dúvidas, fica claro que o Brasil não estava combatendo o obscurantismo, mas sim participando de uma operação global de interdição do pensamento crítico.
Enquanto o mundo olhava para Washington e Genebra, o Brasil vivia sua própria inquisição. Em 2021, centenas de médicos brasileiros foram submetidos a um processo de linchamento público e profissional sem precedentes.
Profissionais renomados, com décadas de prática clínica, viram seus registros ameaçados e suas reputações destruídas por um único “crime”: o exercício da autonomia médica.
Ao defenderem o uso de medicamentos como Ivermectina, Cloroquina e a suplementação de Vitamina D, esses doutores estavam aplicando o princípio milenar da medicina de buscar alternativas diante de uma doença desconhecida para a qual não havia protocolo estabelecido.
Nomes como Roberto Zeballos, José Nasser e Edimilson Migowski tornaram-se alvos preferenciais de uma imprensa que, da noite para o dia, decidiu que o jornalismo consistia em policiar prescrições médicas. A defesa da Vitamina D como modulador do sistema imunológico, algo amplamente fundamentado na fisiologia humana, foi tratada como charlatanismo.
O uso off-label de medicamentos reposicionados, uma prática comum e legal em toda a história da medicina, foi transformado em um ato criminoso. O resultado foi um clima de terror nos consultórios, onde médicos tinham medo de tratar seus pacientes de acordo com sua consciência e experiência clínica.
O então presidente Jair Bolsonaro foi o para-raios dessa perseguição. Ao dar voz a esses médicos e defender que a decisão sobre o tratamento deveria ser um acordo entre doutor e paciente, ele foi chamado de “assassino” e “genocida” por autoridades que hoje, diante dos fatos de 2026, preferem o silêncio ou a amnésia seletiva.
A perseguição foi tamanha que o acesso a medicamentos baratos e seguros foi dificultado por burocratas, deixando milhares de cidadãos acuados e sem opções. O que se viu foi a politização da medicina em sua forma mais cruel: preferiu-se o risco da inação ao risco de dar razão a um adversário político.
Não podemos falar de inocentes crucificados sem mencionar os milhões de brasileiros cujas vidas foram destroçadas pelos lockdowns. Sob o pretexto de “salvar vidas”, impôs-se uma política de confinamento que ignorou as realidades sociais do Brasil. Empresas familiares que levaram décadas para serem construídas foram dizimadas em semanas.
A pergunta que fica em 2026, diante das revelações do Senado americano e do silêncio de Fauci, é: quem será responsabilizado? Quem responderá pelas falências, pelas depressões e pelas vidas que poderiam ter sido salvas se a política não tivesse atropelado a autonomia médica? Quem?
Jornalista, Professor e Escritor
Autor do livro: Reflexões e Memória
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