Eleições / Seguros
Adesivo eleitoral pode afetar cobertura do seguro de veículos durante campanha
Motoristas que usarem carros com propaganda eleitoral em 2026 devem comunicar mudanças à seguradora para evitar problemas na indenização em caso de sinistro
10/08/2026
12:45
DA REDAÇÃO
©REPRODUÇÃO
Motoristas que pretendem colocar adesivos ou envelopamentos de propaganda eleitoral em veículos durante as eleições de 2026 precisam ficar atentos às condições estabelecidas nas apólices de seguro. Dependendo da utilização do automóvel durante a campanha, mudanças não comunicadas à seguradora podem provocar problemas na cobertura em caso de acidente, roubo, furto ou outros sinistros.
O alerta é da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg). A orientação é que o proprietário informe previamente à seguradora tanto a instalação de material de campanha quanto eventual mudança na finalidade de utilização do veículo.
Segundo a vice-presidente da Comissão de Seguro Auto da FenSeg, Keila Farias, a adesivação eleitoral e, principalmente, o uso do automóvel em atividades de campanha podem representar alteração do risco originalmente considerado na contratação do seguro.
Isso pode ocorrer porque veículos utilizados regularmente em campanhas tendem a apresentar condições diferentes de circulação, com maior exposição em eventos, carreatas, deslocamentos de equipes e locais com grande concentração de pessoas.
As seguradoras consideram uma série de informações para calcular o risco e estabelecer as condições da apólice. Quando o automóvel passa a transportar material eleitoral, integrantes de equipes ou prestar apoio frequente a atividades de campanha, seu perfil de utilização pode deixar de ser o mesmo informado inicialmente.
Se houver alteração relevante e ela não for comunicada, a seguradora poderá analisar se houve agravamento do risco no momento de avaliar eventual pedido de indenização.
Por isso, a recomendação é procurar a seguradora ou o corretor antes de transformar o veículo em instrumento de apoio à campanha.
Quando necessário, a mudança poderá ser formalizada por meio de um endosso da apólice, documento utilizado para registrar alterações nas condições originalmente contratadas.
Outro ponto de atenção envolve o próprio material instalado no automóvel. Adesivos, plotagens e envelopamentos geralmente não integram automaticamente as coberturas convencionais do seguro.
Assim, mesmo que determinado dano ao veículo esteja coberto, isso não significa necessariamente que a seguradora também indenizará os prejuízos causados ao material de propaganda instalado na carroceria.
O motorista também deve verificar as exclusões previstas na própria apólice, especialmente para situações relacionadas a tumultos, motins, vandalismo ou outros eventos que possam ocorrer durante manifestações e atividades públicas.
Antes de adesivar ou utilizar o automóvel em uma campanha eleitoral, o proprietário deve comunicar a seguradora sobre a alteração, informar eventual mudança na utilização do veículo e consultar o corretor sobre a necessidade de modificar a apólice.
Também é importante verificar se será necessário algum procedimento relacionado à documentação do veículo em razão do envelopamento e conferir previamente quais situações, acessórios e danos estão efetivamente cobertos pelo contrato.
A principal orientação é evitar mudanças relevantes no perfil de utilização do automóvel sem informar a seguradora. A comunicação prévia permite avaliar se será necessário alterar as condições da apólice e reduz o risco de divergências na análise de um eventual sinistro.
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