Cultura / Documentário
Documentário resgata trajetória de Helena Meirelles e legado da “Dama da Viola”
Produção reúne imagens de arquivo, música e depoimentos para contar a história da artista sul-mato-grossense; lançamento será nesta quarta-feira (12), no MIS, em Campo Grande
10/08/2026
18:00
DA REDAÇÃO
©REPRODUÇÃO
A trajetória de Helena Meirelles, uma das principais referências culturais de Mato Grosso do Sul, volta às telas no documentário de longa-metragem “Helena Meirelles: Som & Cor do Pantanal”, que será lançado nesta quarta-feira (12), às 18h, no Museu da Imagem e do Som de Mato Grosso do Sul (MIS-MS), em Campo Grande. A entrada será gratuita.
Conhecida como a “Dama da Viola”, Helena construiu uma história marcada pelo talento autodidata, pela ligação com a cultura de fronteira e pela resistência aos preconceitos enfrentados por uma mulher que escolheu a música em uma época na qual esse caminho era ainda mais difícil.
O documentário percorre diferentes momentos dessa trajetória, desde a infância e o aprendizado musical de ouvido até o reconhecimento que chegou tardiamente, mas projetou seu nome para além das fronteiras de Mato Grosso do Sul.
A produção combina imagens de arquivo, registros musicais e depoimentos de familiares, músicos, pesquisadores, amigos e artistas influenciados pela obra da violeira.
Mais do que apresentar uma biografia cronológica, o filme busca mostrar como Helena transformou a viola em uma linguagem própria, associada à liberdade, resistência e identidade cultural.
Sua maneira singular de tocar e interpretar os ritmos da região tornou-se uma das características mais reconhecidas de sua obra.
No documentário, Joaquim Ferreira, filho da artista, destaca que o legado da mãe permanece vivo mesmo depois de sua morte.
“Dona Helena foi uma personalidade que não morreu. Está viva no coração e na memória do mundo”, afirma.
Para Lenilde Ramos, a força de Helena estava justamente na autenticidade de sua expressão artística.
“Helena é força. Helena é raiz. É o natural elevado à milionésima potência”, define.
O longa também acompanha a permanência da imagem e da música de Helena Meirelles na cultura contemporânea.
Essa presença aparece nas ruas, na arte urbana e principalmente entre músicos que encontraram em sua trajetória uma referência para novas produções.
Como parte do projeto, foi produzido um mural artístico em homenagem à violeira, ampliando a presença de Helena no espaço urbano.
O músico Jerry Espíndola também participa dessa celebração com a composição “Dona Helena”, criada especialmente para homenagear a artista e seu legado.
A iniciativa reforça a proposta do documentário de não apenas recuperar episódios do passado, mas mostrar como a obra da instrumentista continua dialogando com diferentes gerações.
A história de Helena Meirelles tornou-se singular também pela forma como o reconhecimento público chegou depois de décadas dedicadas à música.
Sua trajetória rompeu barreiras sociais e culturais e transformou uma mulher autodidata, profundamente ligada à música regional e à vida de fronteira, em uma personagem fundamental da identidade musical de Mato Grosso do Sul.
“Helena Meirelles: Som & Cor do Pantanal” busca justamente conectar essas diferentes dimensões: a mulher, a instrumentista, a cultura fronteiriça e a influência que permaneceu após sua morte.
O projeto foi integralmente contemplado pela Lei Paulo Gustavo, com apoio do Governo de Mato Grosso do Sul e da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul.
Evento: lançamento do documentário “Helena Meirelles: Som & Cor do Pantanal”
Data: 12 de agosto
Horário: 18h
Local: Museu da Imagem e do Som de Mato Grosso do Sul (MIS-MS)
Endereço: Avenida Fernando Corrêa da Costa, 559, Vila Carvalho, Campo Grande
Entrada: gratuita
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