Segurança / Fraudes
Golpe do falso advogado usa dados de processos para cobrar pagamentos via Pix
TRF-3 alerta que criminosos utilizam informações reais e documentos falsificados para convencer vÃtimas de que precisam pagar taxas antes de receber valores judiciais
20/08/2026
19:00
DA REDAÇÃO
©REPRODUÇÃO
O Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) está alertando a população sobre o chamado golpe do falso advogado, fraude em que criminosos utilizam informações de processos judiciais para se passar por advogados ou funcionários de escritórios e exigir pagamentos antecipados das vítimas.
A estratégia explora dados verdadeiros sobre ações judiciais para aumentar a credibilidade da abordagem. Os golpistas podem apresentar nomes de partes, informações do processo e outros dados, além de utilizar perfis falsos e documentos produzidos para aparentar legitimidade.
Segundo o TRF-3, normalmente o primeiro contato ocorre por telefone ou aplicativos de mensagens. O criminoso informa que existe dinheiro disponível para recebimento decorrente de processo judicial, precatório, indenização ou revisão previdenciária.
Para convencer a vítima, podem ser encaminhadas supostas decisões judiciais, planilhas de cálculos, ofícios de liberação e outros documentos com aparência oficial.
A fraude avança quando o criminoso afirma que é necessário fazer algum pagamento para que o valor judicial seja liberado.
As justificativas podem envolver supostas taxas, impostos, custas de cartório ou despesas administrativas. Geralmente, a vítima recebe uma chave Pix e é pressionada a realizar a transferência rapidamente.
Depois que o pagamento é efetuado, os criminosos podem interromper a comunicação ou apresentar novas cobranças na tentativa de retirar mais dinheiro da vítima.
O uso de informações verdadeiras sobre um processo não significa que a pessoa que entrou em contato seja realmente o advogado responsável pela ação.
A principal recomendação é não transferir dinheiro antes de confirmar a solicitação diretamente com o advogado ou escritório responsável pelo processo, utilizando telefone, endereço ou outro canal de contato que a pessoa já conheça.
Mensagens que exigem pagamento imediato ou tentam criar sensação de urgência também devem ser tratadas com cautela.
O cidadão deve ainda confirmar a identidade do profissional, evitar fornecer informações pessoais ou bancárias por telefone ou aplicativos de mensagens e utilizar preferencialmente os canais oficiais do advogado, escritório e do Poder Judiciário.
Também é importante desconfiar de mudanças repentinas no número de telefone, chave Pix ou conta bancária indicada para qualquer pagamento.
Quem receber uma mensagem suspeita deve evitar clicar em links, enviar documentos ou realizar transferências antes de verificar a autenticidade do contato.
Caso o pagamento já tenha sido realizado ou existam indícios de fraude, a orientação é procurar imediatamente a instituição financeira, comunicar o advogado verdadeiro e registrar boletim de ocorrência.
Mensagens, números telefônicos, comprovantes de transferências, chaves Pix, áudios, vídeos, imagens e documentos encaminhados pelos criminosos devem ser preservados, pois podem ajudar na identificação dos responsáveis e servir como prova durante a investigação.
A recomendação central do TRF-3 é simples: diante de qualquer cobrança inesperada relacionada a processo judicial, a confirmação deve ser feita diretamente com o profissional responsável antes de qualquer pagamento.
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