Eleições / Bastidores
PL pede à Justiça substituição de Michelle nos cuidados de Bolsonaro durante campanha
Valdemar Costa Neto afirma que partido quer ampliar participação da ex-primeira-dama nas campanhas de Flávio Bolsonaro à Presidência e dela própria ao Senado
20/08/2026
14:15
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
O PL pediu autorização à Justiça para que outra pessoa possa assumir os cuidados prestados ao ex-presidente Jair Bolsonaro, função atualmente atribuída à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL). A intenção do partido é permitir que ela tenha maior participação na campanha eleitoral de 2026, principalmente nas agendas do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).
A informação foi divulgada nesta quinta-feira (20) pelo presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto. Segundo ele, Michelle também precisa conciliar os cuidados ao marido com a própria candidatura ao Senado pelo Distrito Federal.
Em entrevista à CNN Brasil, Valdemar explicou que o partido depende de uma decisão judicial para modificar a atual situação.
“Temos de conseguir autorização do Poder Judiciário para que ela seja substituída, porque ela precisa participar da campanha, fazer a campanha dela para o Senado e precisa estar presente nos comícios principais do Flávio Bolsonaro”, declarou.
A direção do PL considera Michelle Bolsonaro uma figura eleitoral importante para a campanha presidencial de Flávio. Na avaliação de Valdemar, o carisma da ex-primeira-dama pode ajudar na mobilização de apoiadores durante os principais eventos da candidatura.
O presidente da legenda afirmou que a intenção não é incluir Michelle em toda a agenda nacional, mas concentrar sua presença nos compromissos considerados mais relevantes pela campanha.
Valdemar também atribuiu à recente reaproximação entre Michelle e Flávio um suposto crescimento do candidato nas pesquisas eleitorais. Segundo o dirigente partidário, a movimentação teria representado avanço de dois a três pontos percentuais. A declaração corresponde à avaliação política do presidente do PL e não foi acompanhada, no relato apresentado, da identificação de uma pesquisa específica que permita verificar essa relação.
Além de atuar como cabo eleitoral da candidatura presidencial do partido, Michelle Bolsonaro está envolvida diretamente na disputa eleitoral deste ano.
A ex-primeira-dama concorre a uma vaga no Senado pelo Distrito Federal, o que exige participação em compromissos próprios de campanha.
A necessidade de conciliar essa candidatura com os cuidados prestados ao ex-presidente levou o partido a buscar uma alternativa judicial para que outra pessoa possa assumir essa função durante determinados períodos.
A eventual mudança depende de autorização da Justiça, e Valdemar não informou prazo para uma decisão sobre o pedido.
Durante a entrevista, o presidente do PL também abordou a candidatura de Pablo Marçal (PRTB) à Presidência da República.
Valdemar afirmou ser favorável à possibilidade de Marçal participar da disputa, embora considere difícil que isso aconteça diante dos impedimentos discutidos atualmente na Justiça Eleitoral.
Nesta quinta-feira, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu, por unanimidade, impor restrições cautelares à campanha de Marçal enquanto o registro de sua candidatura não for julgado definitivamente.
Valdemar também comentou as mudanças observadas na comunicação de Flávio Bolsonaro durante a campanha presidencial.
Segundo o dirigente, as alterações ocorreram após mudanças na equipe de marketing. Na avaliação dele, Flávio passou a adotar um discurso mais direcionado ao eleitorado identificado com o bolsonarismo, depois de uma fase em que buscava ampliar os acenos ao centro político.
Com o calendário eleitoral avançando, o PL pretende utilizar Michelle principalmente nos grandes eventos nacionais da candidatura presidencial, enquanto ela mantém simultaneamente sua campanha ao Senado. A concretização dessa estratégia, porém, depende da decisão judicial sobre a substituição nos cuidados prestados a Jair Bolsonaro.
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