Eleições / Presidência
Caiado coloca Mandetta no centro do plano de saúde e cita mortalidade infantil indígena em MS
Candidato do PSD afirma que ex-ministro coordenou propostas para a saúde e menciona situação de comunidades indígenas de Mato Grosso do Sul entre os desafios nacionais
18/08/2026
19:00
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
O candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) apresentou nesta terça-feira (18), em São Paulo, propostas de seu plano de governo para a saúde e colocou o ex-ministro Luiz Henrique Mandetta entre os principais responsáveis pela formulação das medidas. Durante o evento, Caiado também citou a mortalidade infantil entre indígenas de Mato Grosso do Sul ao abordar problemas que pretende enfrentar caso seja eleito.
Segundo Caiado, Mandetta, médico e ex-ministro da Saúde, coordenou o planejamento apresentado pela candidatura. O sul-mato-grossense integrou o governo do então presidente Jair Bolsonaro, mas deixou o ministério em abril de 2020, em meio a divergências sobre a condução das ações federais durante a pandemia de Covid-19.
Ao justificar a participação do ex-ministro, Caiado destacou sua experiência tanto na medicina quanto na administração pública.
“Ele é uma das cabeças mais privilegiadas que tem conhecimento na área da saúde, tanto na parte da ciência quanto na gestão. Tem capacidade de analisar o plano como um todo”, afirmou.
Durante a apresentação, o candidato chamou atenção para a situação da saúde indígena e mencionou especificamente Mato Grosso do Sul, Estado que concentra uma das maiores populações indígenas do País.
Caiado citou o que classificou como elevados índices de mortalidade infantil “nas tribos do Mato Grosso do Sul” e em outros territórios indígenas brasileiros.
Na avaliação apresentada pelo candidato, situações dessa natureza não recebem a atenção proporcional à gravidade do problema.
A referência a Mato Grosso do Sul coloca a saúde materno-infantil e o atendimento às comunidades indígenas entre os temas mencionados durante a apresentação do programa.
Caiado afirmou que a escolha de Mandetta para participar da elaboração das propostas ocorreu em razão de sua experiência técnica e administrativa.
Além de ter comandado o Ministério da Saúde, Mandetta foi secretário municipal de Saúde de Campo Grande e exerceu mandato de deputado federal por Mato Grosso do Sul.
Ao comentar a atuação do ex-ministro durante a pandemia, Caiado afirmou que Mandetta “realmente puxou para o lado da ciência”.
A declaração procura destacar a orientação técnica que, segundo o candidato, deverá nortear as políticas de saúde apresentadas durante a campanha presidencial.
Caiado também utilizou o lançamento para abordar o cenário político nacional e defender sua candidatura como alternativa aos principais polos da disputa presidencial.
O candidato do PSD afirmou que um eventual governo precisará construir maioria política no Congresso Nacional para promover mudanças estruturais.
“Só um candidato fora dessa polarização poderá construir um novo Brasil com políticas de saúde, combate ao crime e educação de qualidade”, declarou.
A candidatura de Caiado tem Gilberto Kassab como companheiro de chapa na disputa pelo Palácio do Planalto.
A estratégia eleitoral ocorre em um cenário no qual Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) aparecem entre os principais nomes da corrida presidencial nas pesquisas divulgadas até agora.
Durante a apresentação, Caiado mencionou ainda iniciativas adotadas em Goiás relacionadas às políticas públicas destinadas às mulheres.
Entre os exemplos apresentados está a distribuição de absorventes em escolas públicas, política direcionada a estudantes que enfrentam dificuldades de acesso a produtos de higiene menstrual.
A iniciativa foi citada no contexto de medidas destinadas a reduzir faltas e abandono escolar relacionados à pobreza menstrual.
Com a apresentação desta terça-feira, a campanha de Ronaldo Caiado começa a detalhar a área da saúde tendo Luiz Henrique Mandetta como um dos responsáveis pela formulação técnica e trazendo questões diretamente relacionadas a Mato Grosso do Sul, especialmente a situação da população indígena, para o debate nacional da eleição de 2026.
Os comentários abaixo são opiniões de leitores e não representam a opinião deste veículo.
Leia Também
Leia Mais
Lula aposta no Congresso para acabar com “taxa das blusinhas” em compras de até US$ 50
Leia Mais
Reforma Tributária acende alerta para pequenas empresas com mudanças decisivas a partir de 2027
Leia Mais
Lula decreta luto oficial de três dias pelas mortes de Glória Menezes e Laura Cardoso
Leia Mais
Médicos estrangeiros poderão fazer treinamento no Brasil mesmo sem diploma revalidado
Municípios