Política / Eleições 2026
Zema abre campanha e promete superpresídio e redução da maioridade penal
Candidato do Novo iniciou corrida presidencial neste domingo em Montes Claros e colocou segurança, combate à corrupção e controle dos gastos entre as prioridades
16/08/2026
11:30
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
O candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) abriu oficialmente sua campanha eleitoral neste domingo (16), em Montes Claros, no Norte de Minas Gerais, colocando a segurança pública, o combate à corrupção e o controle dos gastos federais entre os principais temas de seu discurso. Entre as propostas apresentadas estão a construção de um “superpresídio” no Norte do Brasil e a redução da maioridade penal.
A primeira agenda do candidato foi uma missa na Igreja Matriz da Paróquia Nossa Senhora da Conceição e São José, no Centro da cidade. Zema também passou pelo mercado municipal e participou de um almoço com candidatos do Novo a deputado estadual e federal.
Após os compromissos em Minas Gerais, a previsão era de que o candidato seguisse para São Paulo, onde teria novas atividades eleitorais.
Ao explicar as linhas gerais da candidatura, Zema resumiu seu programa inicial em três áreas. O candidato utilizou a expressão “três choques” para defender mudanças na administração federal, na política fiscal e no enfrentamento às organizações criminosas.
“Nós temos três pilares. Vamos dar três choques no Brasil. Um choque ético e moral, para acabar com a corrupção. Um choque contra a gastança do Lula e do PT, para os juros cair e o dinheiro do brasileiro voltar a valer. E também um choque contra as facções e organizações criminosas”, afirmou.
O candidato também defendeu que facções criminosas sejam enquadradas como organizações terroristas.
Durante a entrevista, Zema afirmou que 60 milhões de brasileiros vivem em regiões controladas por grupos criminosos. O número foi apresentado pelo próprio candidato.
A segurança pública ocupou parte significativa da primeira agenda eleitoral. Zema defendeu medidas para elevar as punições e dificultar a atuação das organizações criminosas.
Entre as propostas mencionadas estão a redução da maioridade penal, ampliação do sistema penitenciário e construção de uma unidade de segurança máxima na Região Norte.
“Vou construir um superpresídio no Norte do Brasil, para onde nós vamos levar todos os líderes de organizações e facções criminosas”, declarou.
O candidato também apresentou medidas relacionadas à violência contra as mulheres. Ele defendeu a ampliação de delegacias especializadas de atendimento à mulher, utilização obrigatória de tornozeleira eletrônica por agressores e sistemas capazes de alertar a vítima sobre a aproximação do agressor.
Outra proposta mencionada foi ampliar a orientação de crianças para ajudar na identificação e comunicação de episódios de violência doméstica.
Zema relacionou a escolha de Montes Claros para a abertura da campanha aos investimentos realizados no Norte de Minas durante seus dois mandatos como governador.
Ele citou projetos envolvendo a Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), a adutora do Rio São Francisco, melhorias rodoviárias, o Vale do Lítio e a chegada de empreendimentos industriais.
“O Norte de Minas hoje, Montes Claros, é um exemplo do Brasil que dá certo”, afirmou.
A campanha também relacionou a escolha da cidade à admiração de Zema pelo ex-prefeito e ex-deputado Humberto Souto, que morreu em fevereiro de 2025.
A nacionalização da candidatura é outro desafio reconhecido por Zema. Questionado sobre seu nível de conhecimento entre eleitores de outros estados, ele afirmou que pretende ampliar as viagens pelo país durante a campanha.
O candidato utiliza os resultados de seus mandatos como governador de Minas Gerais para apresentar suas credenciais administrativas.
Na entrevista, Zema afirmou que Minas recebeu mais de R$ 330 bilhões em investimentos privados e registrou a criação de mais de 1 milhão de empregos durante sua gestão. Os números foram apresentados pelo próprio candidato.
Zema também apresentou sua visão para as relações internacionais. O candidato defendeu uma atuação voltada à atração de investimentos e afirmou que pretende levar para o governo federal uma estratégia semelhante à adotada em Minas Gerais.
Ele criticou a condução da relação do atual governo com os Estados Unidos e a aproximação brasileira com países como Cuba, Irã e Venezuela.
Também se posicionou contra movimentos que, na avaliação dele, possam criar conflitos comerciais desnecessários e defendeu uma atuação pragmática do Brasil no relacionamento com seus principais parceiros econômicos.
Ao comentar a existência de diferentes candidaturas ligadas à direita, Zema afirmou acreditar que esse campo político poderá se unir após o primeiro turno.
O candidato disse esperar estar entre os dois mais votados e declarou que apoiará um adversário do PT caso não avance para a etapa final.
“Estarei no segundo turno e, tal como aconteceu no Chile, toda a direita vai estar unida. Eu já disse que, no segundo turno, qualquer um que tiver contra o PT tem o meu voto”, afirmou.
Com o início oficial da campanha neste domingo (16), Zema passa a disputar maior projeção nacional enquanto apresenta sua experiência no Governo de Minas como referência para a candidatura. Segurança pública, redução de gastos, combate à corrupção e política econômica deverão ocupar espaço central em sua agenda até o primeiro turno.
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