Política / Eleições 2026
Flávio Bolsonaro abre campanha presidencial em Copacabana com mensagem gravada do pai
Senador iniciou corrida ao Planalto neste domingo ao lado da esposa e de aliados do PL; segurança pública e soberania entraram no primeiro discurso eleitoral
16/08/2026
11:00
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
O senador Flávio Bolsonaro (PL) iniciou oficialmente neste domingo (16) sua campanha à Presidência da República com um ato em Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro. Em cima de um trio elétrico e usando colete à prova de balas, o candidato recorreu à imagem política do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), cuja mensagem gravada foi reproduzida durante a manifestação.
A escolha do Rio de Janeiro para a largada reforçou a ligação de Flávio com a base política construída pela família Bolsonaro no Estado. O senador subiu ao trio elétrico por volta das 11h30, acompanhado da esposa, Fernanda Bolsonaro, e de integrantes da chapa e do partido.
Também participaram do ato o candidato a vice-presidente, deputado federal Alfredo Gaspar (PL), o candidato ao Governo do Rio de Janeiro Douglas Ruas (PL), o líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante, e o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto.
Em seu primeiro discurso da campanha, Flávio reconheceu diretamente o peso da imagem do ex-presidente em sua candidatura e afirmou ter recebido dele a missão de disputar o Palácio do Planalto.
“Eu sei que estão olhando para mim e lembrando de uma pessoa. Sei que pareço com ele, mas é difícil comparar o filho do Pelé com o Pelé. Estou com toda humildade aceitando essa missão que o presidente Bolsonaro me passou”, declarou.
O senador também defendeu o legado político do pai e rejeitou acusações de que Jair Bolsonaro tenha representado ameaça às instituições democráticas.
“Eu sempre disse que não precisa ter medo de Bolsonaro. Só precisa ter respeito. Bolsonaro nunca foi uma ameaça para a democracia”, afirmou.
Durante a mobilização, uma gravação com a voz do ex-presidente foi reproduzida para os apoiadores.
“Ah, se vocês soubessem o poder que vocês têm: o poder de mudar o mundo e transformar o nosso Brasil. O amor, o patriotismo e a entrega não têm preço”, dizia Jair Bolsonaro na mensagem.
Além das referências ao pai, Flávio Bolsonaro utilizou o primeiro ato para colocar a segurança pública entre os temas centrais da campanha.
O candidato relacionou o avanço de organizações criminosas ao debate sobre soberania nacional, tema que também vem sendo explorado na campanha do presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Flávio questionou a capacidade do poder público de controlar áreas onde há forte presença de facções criminosas e citou especificamente o Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro.
“Quem tem soberania aqui no Complexo do Alemão? O governo ou o Comando Vermelho?”, questionou.
Na sequência, responsabilizou a atual administração federal pela situação.
“Um governo que não tem a capacidade nem a vontade de defender a soberania de quem mora aqui no Brasil, que não tem condições de manter a soberania sobre o próprio território? Ou está fechado com o crime ou é muito incompetente”, declarou.
Flávio voltou a defender durante o ato a classificação de facções criminosas como organizações terroristas, proposta que deverá ocupar espaço em seu programa de segurança pública.
O senador também relacionou sua posição à política adotada pelo governo dos Estados Unidos, comandado pelo presidente Donald Trump, no tratamento de determinados grupos criminosos.
Ao atacar a política de segurança do governo Lula, Flávio afirmou que pretende priorizar o enfrentamento à criminalidade caso seja eleito.
“O atual governo é um governo que briga com todo mundo, mas briga com quem está longe. Com países que estão a milhares de quilômetros de distância, enquanto o governo não briga com bandido, com estuprador”, disse.
Com a largada em Copacabana, Flávio Bolsonaro inicia a campanha presidencial combinando a associação direta ao capital político de Jair Bolsonaro com pautas próprias, principalmente segurança pública, combate às facções criminosas e soberania.
A partir deste domingo (16), esses temas passam a integrar oficialmente a disputa eleitoral, na qual Flávio busca transformar o apoio político herdado do pai em votos para chegar ao Palácio do Planalto.
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