Saúde / Beleza
Transplante capilar: especialista esclarece mitos e verdades sobre o procedimento
Médico explica quando a cirurgia é indicada, como funciona a recuperação e por que o transplante não impede a evolução da calvÃcie.
28/07/2026
13:15
DA REDAÇÃO
©REPRODUÇÃO
A procura por tratamentos para combater a queda de cabelo tem aumentado nos últimos anos, impulsionando o interesse pelo transplante capilar. Apesar da popularidade da técnica, muitas dúvidas ainda cercam o procedimento, principalmente sobre a durabilidade dos resultados, o tempo de recuperação e quem pode se submeter à cirurgia.
De acordo com o médico especialista em transplante capilar e professor do curso de Medicina da Uniderp, Dr. Rafael de Cristo, boa parte dos pacientes chega ao consultório influenciada por informações incompletas ou equivocadas encontradas na internet e nas redes sociais.
"Embora o transplante capilar seja uma técnica consolidada e segura, ainda existem muitos mitos que geram insegurança. O primeiro passo é entender que cada caso deve ser avaliado individualmente, considerando a causa da perda capilar, a área doadora disponível e as expectativas do paciente", explica o especialista.
Segundo o médico, sinais como queda excessiva dos fios, aumento das áreas de rarefação e redução progressiva da densidade capilar devem ser avaliados por um profissional o quanto antes.
"O transplante capilar é uma ferramenta importante, mas não é a única solução. Em muitos casos, tratamentos clínicos iniciados precocemente podem retardar a evolução da perda capilar e melhorar significativamente a qualidade dos fios", afirma.
Mito e verdade.
Após a cirurgia, é comum que os fios transplantados caiam entre duas e oito semanas depois do procedimento. Essa queda faz parte do processo natural de adaptação dos folículos ao novo local.
O que cai é apenas a haste do cabelo, enquanto o folículo permanece implantado. Com isso, os fios voltam a crescer gradualmente nos meses seguintes e, na maioria dos casos, apresentam crescimento permanente.
Mito.
Embora a calvície masculina seja mais frequente, mulheres também podem realizar o procedimento.
O transplante pode ser indicado para pacientes com rarefação localizada, cicatrizes no couro cabeludo ou alguns tipos específicos de alopecia.
"As mulheres representam uma parcela crescente dos pacientes. A indicação depende de uma avaliação cuidadosa para identificar a causa da perda capilar e verificar se há uma área doadora adequada", explica o Dr. Rafael.
Mito.
O crescimento dos novos fios exige tempo.
Os primeiros sinais costumam surgir entre três e quatro meses após a cirurgia, enquanto o resultado definitivo normalmente é observado entre 12 e 18 meses.
Mito.
A cirurgia é realizada com anestesia local, reduzindo significativamente o desconforto durante o procedimento.
No período pós-operatório, é possível ocorrer leve sensibilidade, inchaço ou coceira temporária, sintomas considerados normais.
Mito.
Nem todos os pacientes precisam raspar completamente os cabelos.
Em casos selecionados, existem técnicas que permitem preservar boa parte dos fios. A escolha depende da extensão da área a ser tratada e da avaliação médica.
Verdade.
Pacientes que exercem atividades administrativas geralmente conseguem retornar ao trabalho entre três e sete dias após a cirurgia.
Já profissionais que realizam esforço físico intenso ou trabalham sob exposição constante ao sol costumam precisar de um período maior de recuperação.
"O retorno varia conforme a atividade exercida pelo paciente. O mais importante é seguir corretamente as orientações médicas para garantir a melhor cicatrização possível", orienta o especialista.
Mito.
A cirurgia redistribui os fios para regiões afetadas, mas não interrompe a evolução da calvície nas áreas que ainda possuem cabelos suscetíveis à queda.
Por isso, muitos pacientes precisam associar o transplante a tratamentos clínicos para preservar os fios naturais.
Depende.
A idade não é o principal critério para indicação da cirurgia.
Segundo o especialista, o fator mais importante é avaliar a estabilidade da queda de cabelo e o padrão da alopecia.
Em pacientes muito jovens, a indicação deve ser feita com cautela, já que a calvície pode continuar evoluindo ao longo dos anos, comprometendo o resultado estético futuro.
O Dr. Rafael de Cristo reforça que cada paciente apresenta características próprias e que a decisão pelo transplante capilar deve ser tomada após avaliação médica especializada.
Além de definir a indicação da cirurgia, a consulta permite identificar a causa da queda dos fios, estabelecer expectativas realistas e indicar tratamentos complementares que ajudam a preservar o cabelo natural e potencializar os resultados do procedimento.
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