Política / Eleições 2026
Daniella Marques rejeita submissão feminina e ganha espaço como possível vice de Flávio
Cotada para a chapa presidencial, ex-presidente da Caixa defendeu igualdade entre homens e mulheres e liberdade para cada família organizar sua rotina.
21/07/2026
09:00
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
A economista Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal, afirmou que mulheres conservadoras não são submissas e criticou a forma como, segundo ela, setores da esquerda tratam a participação feminina na direita. A declaração foi feita durante uma transmissão ao vivo, na noite de segunda-feira (20), ao lado do ex-deputado Eduardo Bolsonaro.
Filiada ao Republicanos, Daniella declarou que homens e mulheres são iguais perante Deus e complementares em suas vocações. Para ela, reconhecer diferenças biológicas entre os sexos não significa estabelecer uma relação de superioridade ou inferioridade.
“O PT rotulou a pauta das mulheres como se a mulher de direita fosse submissa. Não é. Somos iguais. Está na Bíblia: homens e mulheres são seres iguais perante Deus e complementares em suas vocações”, afirmou.
A economista também contestou a ideia de que uma mulher precisa competir permanentemente com os homens para demonstrar independência ou força. Segundo ela, cada família deve ter autonomia para distribuir responsabilidades profissionais, domésticas e familiares conforme sua realidade.
Ao abordar sua própria experiência, Daniella destacou as funções de mãe e esposa e afirmou que os casais devem construir seus arranjos sem imposições externas.
“Cada família tem liberdade de fazer a sua configuração. Se os dois querem trabalhar, os dois ajudam em casa. Cada família tem que ter liberdade para fazer o seu arranjo”, declarou.
Ela citou como exemplos as relações de Flávio Bolsonaro com Fernanda Bolsonaro e de Eduardo Bolsonaro com Heloísa Bolsonaro, classificando os casais como parceiros na organização da vida familiar.
As declarações ocorrem em meio às articulações para a definição da chapa presidencial de Flávio Bolsonaro. Daniella passou a atuar como conselheira econômica da pré-campanha e participa da formulação de propostas direcionadas ao eleitorado feminino. Seu nome é avaliado para a vaga de vice, mas enfrenta resistência dentro do PL e do próprio Republicanos.
A possibilidade de escolher uma mulher ganhou força enquanto a campanha tenta ampliar o diálogo com o eleitorado feminino, segmento no qual Flávio enfrenta maior dificuldade nas pesquisas. Daniella aparece nas articulações tanto como eventual companheira de chapa quanto como integrante de uma futura equipe econômica.
A indicação dependeria de um acordo político entre PL e Republicanos, envolvendo também alianças e candidaturas estaduais. O Republicanos ainda não confirmou apoio formal à candidatura presidencial do senador.
A definição poderá ocorrer na convenção nacional do PL, marcada para sábado, 25 de julho, em São Paulo. O encontro deverá oficializar a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República, além das chapas do partido para governos estaduais, Senado, Câmara dos Deputados e assembleias legislativas.
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