Política Internacional
Lula classifica ataque dos EUA à Venezuela como “inaceitável” e pede reação da ONU
Presidente brasileiro condena bombardeios, critica captura de Nicolás Maduro e alerta para risco à paz internacional
03/01/2026
09:20
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se manifestou neste sábado (3/1) sobre os ataques dos Estados Unidos à Venezuela e a captura do presidente Nicolás Maduro, classificando a ação como “inaceitável” e uma grave afronta à soberania venezuelana.
“Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional”, afirmou Lula.
Segundo o presidente brasileiro, o uso da força em violação ao direito internacional amplia riscos de violência, caos e instabilidade, enfraquecendo o multilateralismo.
“Atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo onde a lei do mais forte prevalece”, acrescentou.
Lula ressaltou que a posição do Brasil é coerente com condenações recentes ao uso da força em outras regiões e afirmou que a ofensiva remete a períodos de interferência externa na América Latina e no Caribe, colocando em risco a região como zona de paz.
O presidente brasileiro pediu uma resposta vigorosa da comunidade internacional, por meio da Organização das Nações Unidas, e reiterou que o Brasil permanece à disposição para promover o diálogo e a cooperação.
O presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou em publicação na rede Truth Social que forças americanas realizaram ataques em larga escala e que Maduro e a esposa, Cilia Flores, teriam sido capturados e retirados do país. Trump afirmou que a operação foi conduzida em conjunto com forças de segurança americanas e anunciou coletiva de imprensa às 13h (horário de Brasília).
As ações ocorreram após explosões em Caracas, e a Embaixada dos EUA em Bogotá emitiu alerta para que cidadãos americanos não viajem à Venezuela e evitem fronteiras com Colômbia, Brasil e Guiana.
A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou que o governo desconhece o paradeiro de Maduro e exigiu prova de vida imediata do presidente e da primeira-dama. Caracas declarou Estado de Comoção Exterior após os ataques à capital.
Desde o início da ofensiva americana — apresentada por Washington como parte do combate ao tráfico internacional de drogas — as tensões se intensificaram. Maduro é apontado pelos EUA como líder do “Cartel de los Soles”, grupo classificado recentemente como organização terrorista internacional.
Nota editorial: Apesar das declarações de autoridades americanas, não há confirmação independente sobre o paradeiro de Maduro. O caso segue em desenvolvimento e será atualizado conforme novas verificações oficiais.
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