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Gracindo Jr. morre aos 83 anos no Rio após mais de cinco décadas dedicadas à atuação
Ator e diretor participou da inauguração da TV Globo em 1965 e construiu carreira no teatro, televisão, rádio e cinema
02/09/2026
06:45
DA REDAÇÃO
©REPRODUÇÃO
O ator e diretor Gracindo Jr. morreu na manhã desta quarta-feira (2), aos 83 anos, em sua casa, no Rio de Janeiro. A informação foi confirmada pelo filho do artista, Pedro Gracindo. A causa da morte não foi divulgada.
Com mais de 50 anos de trajetória artística, Gracindo Jr. construiu uma carreira que passou pela televisão, teatro, rádio e cinema. Um dos momentos marcantes de sua história profissional ocorreu em 1965, quando participou da inauguração da TV Globo e integrou os primeiros anos da programação da emissora.
Nascido Epaminondas Xavier Gracindo, ele era filho do ator Paulo Gracindo, um dos nomes conhecidos da dramaturgia brasileira. Apesar da influência artística dentro da família, iniciou ainda adolescente sua própria trajetória profissional.
Em 1959, quando tinha apenas 15 anos, Gracindo Jr. fez um teste para trabalhar na Rádio Nacional. Na emissora, atuou como ator e também como redator, dando os primeiros passos em uma carreira que posteriormente se estenderia por diferentes áreas da produção artística.
O ator chegou a cursar Psicologia, mas não exerceu a profissão. A opção foi dedicar-se integralmente às artes, área na qual permaneceria durante as décadas seguintes.
Nos palcos, estreou na peça “A Escada”, de Oswald de Andrade. O teatro se tornaria uma das frentes de sua extensa atuação profissional.
A televisão ampliou a projeção de Gracindo Jr. a partir da década de 1960. Sua participação na inauguração da TV Globo, em 1965, colocou o artista entre os profissionais presentes no início da história da emissora.
Ao longo da carreira, integrou o elenco de produções como “Rosinha do Sobrado”, “Padre Tião”, “A Rainha Louca”, “A Próxima Atração”, “Os Ossos do Barão” e “Supermanoela”.
A atuação em diferentes formatos permitiu que Gracindo Jr. atravessasse várias fases da dramaturgia brasileira, mantendo trabalhos também fora da televisão.
Além de ator, desenvolveu atividades como diretor, somando experiências nos palcos, no rádio e no cinema à trajetória construída diante das câmeras.
Com a morte de Gracindo Jr., a dramaturgia brasileira perde um profissional ligado diretamente aos primeiros anos da televisão no país e a uma família que marcou presença na história artística nacional. As informações fornecidas não indicam detalhes sobre velório e sepultamento.
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