Política / Congresso
Senado aprova Rodrigo Pacheco para vaga no TCU por 63 votos
Indicação do ex-presidente do Senado recebeu amplo apoio dos parlamentares e agora segue para análise da Câmara dos Deputados
01/09/2026
17:00
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
O Senado Federal aprovou nesta terça-feira (1º) a indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para ocupar uma cadeira no Tribunal de Contas da União (TCU). O ex-presidente da Casa recebeu 63 votos favoráveis e quatro contrários, abrindo caminho para a próxima etapa da escolha, que será realizada pela Câmara dos Deputados.
Pacheco foi indicado para a vaga deixada por Bruno Dantas, que encerrou sua passagem pelo tribunal nesta semana. A escolha teve forte articulação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), aliado do parlamentar mineiro.
Alcolumbre trabalhou para garantir quórum na votação e pediu a presença dos senadores em Brasília. Com a aprovação expressiva, a indicação será encaminhada à Câmara dos Deputados, onde a expectativa é de análise nos próximos dias.
O parecer favorável à indicação ficou sob responsabilidade do senador Renan Calheiros (MDB-AL), também ex-presidente do Senado. Ao defender Pacheco, o relator afirmou que o parlamentar reúne “incontáveis atributos” para exercer a função de ministro do tribunal.
“Foi um verdadeiro democrata que soube nos conduzir para ancorarmos em um destino seguro”, declarou Calheiros.
O Tribunal de Contas da União é responsável por auxiliar o Congresso Nacional no controle externo da administração pública federal, fiscalizando, entre outras atribuições, a aplicação de recursos públicos.
A Corte é formada por nove ministros. Um terço das cadeiras é preenchido por indicação do presidente da República, observadas as regras constitucionais para auditores e integrantes do Ministério Público junto ao TCU, enquanto os outros dois terços são escolhidos pelo Congresso Nacional.
A eventual chegada de Pacheco ao tribunal também redefine uma trajetória política que permaneceu indefinida durante os últimos meses.
Após decidir não buscar a continuidade de sua carreira eleitoral, Rodrigo Pacheco chegou a ser apontado como possível candidato ao governo de Minas Gerais, alternativa defendida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O senador, porém, não levou o projeto adiante.
Posteriormente, Pacheco passou a ser cotado para uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF). Seu nome era defendido por Alcolumbre, mas Lula optou por indicar Jorge Messias, escolha que provocou um período de afastamento político entre o presidente da República e o presidente do Senado.
Depois desse episódio, Pacheco chegou a afirmar que pretendia encerrar a vida pública ao término do mandato e retornar à advocacia. A saída de Bruno Dantas do TCU, no entanto, abriu uma nova possibilidade.
Com os 63 votos obtidos no Senado, Pacheco superou uma das principais etapas para ingressar no Tribunal de Contas. A definição agora depende da votação na Câmara dos Deputados, necessária para concluir a escolha feita pelo Congresso.
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