Esportes / Seleção
Ancelotti comunica sondagem da Itália à CBF, mas descarta deixar o Brasil
Técnico renovou contrato até 2030, não recebeu proposta oficial e segue comprometido com o próximo ciclo da Seleção Brasileira
23/07/2026
17:00
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
O técnico Carlo Ancelotti informou à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) que foi procurado por representantes da seleção da Itália, mas não demonstrou intenção de deixar o comando da equipe brasileira.
A sondagem foi revelada nesta quinta-feira, 23 de julho, pelo diretor de seleções da Federação Italiana de Futebol (FIGC), o ex-jogador Paolo Maldini. Apesar do contato, não houve proposta formal nem negociação entre a entidade italiana e a CBF.
Ancelotti renovou seu contrato com a Seleção Brasileira até 2030, pouco antes do início da Copa do Mundo de 2026, e segue comprometido com o projeto para o próximo ciclo internacional.
Nos bastidores, a CBF interpretou o interesse italiano como um reconhecimento ao trabalho e à importância do treinador. A entidade também considera a sondagem natural devido à relação entre Ancelotti e Maldini, que trabalharam juntos no Milan.
A seleção italiana busca um novo comandante após não conseguir classificação para a Copa do Mundo. O resultado ampliou a pressão sobre a federação, que tenta reorganizar o projeto esportivo do país.
Além de Ancelotti, a Itália também colocou Pep Guardiola entre os nomes avaliados. O treinador está livre no mercado, mas o salário elevado pode dificultar um eventual acordo.
Durante entrevista coletiva, Maldini confirmou que manteve contato com os dois técnicos e afirmou que a federação decidiu começar as conversas pelos profissionais considerados mais qualificados.
“Guardiola? Não podemos dar notícias sobre o que está acontecendo. Vocês identificaram um dos alvos, mas também conversamos com Carlo Ancelotti. Parecia certo começar com os melhores do mundo, mas é preciso verificar a disponibilidade geral”, declarou.
O dirigente admitiu que esperava anunciar o novo treinador ainda nesta semana. Segundo ele, existe urgência na definição, embora a federação esteja disposta a aguardar pelo nome considerado ideal.
A vaga ficou aberta depois da saída de Gennaro Gattuso, que deixou o comando da seleção italiana após a derrota para a Bósnia na repescagem europeia.
O resultado confirmou a ausência da Itália em uma Copa do Mundo pela terceira edição consecutiva, aumentando a cobrança por uma reformulação técnica e administrativa.
Mesmo citado entre os principais alvos da federação italiana, Ancelotti não cogitou interromper o contrato com o Brasil. A CBF mantém a avaliação de que o treinador permanecerá à frente da Seleção Brasileira até o fim do vínculo firmado para 2030.
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