Política / Eleições 2026
Instituto ligado a Trump aponta empate entre Lula e Flávio no segundo turno
Sondagem não registrada na Justiça Eleitoral mostra o presidente com vantagem no primeiro turno e igualdade de 45% em confronto direto
20/07/2026
08:30
DA REDAÇÃO
©REPRODUÇÃO
Uma sondagem realizada no Brasil pelo instituto norte-americano McLaughlin & Associates, ligado ao círculo político do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aponta empate numérico entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) em uma eventual disputa de segundo turno.
O levantamento atribui 45% das intenções de voto a Lula e 45% a Flávio no confronto direto. A margem de erro informada é de 2,3 pontos percentuais, para mais ou para menos.
A pesquisa foi realizada nos dias 27 e 28 de junho e ouviu 1.831 eleitores considerados prováveis, classificados pelo instituto como pessoas que afirmam ter intenção efetiva de comparecer às urnas.
O estudo, entretanto, não foi registrado na Justiça Eleitoral. Desde 1º de janeiro de 2026, pesquisas relacionadas às eleições ou a possíveis candidatos devem ser cadastradas no sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) antes da divulgação pública, com informações sobre contratante, metodologia, amostra, financiamento, margem de erro e período de coleta.
No cenário de primeiro turno apresentado pelo instituto, Lula lidera com 40%, enquanto Flávio Bolsonaro registra 32%.
Na sequência aparecem o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), com 7%; o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), com 5%; e Renan Santos (Missão), com 3%.
A sondagem foi produzida pelo instituto fundado por John McLaughlin, pesquisador que atua há anos em campanhas eleitorais de Donald Trump. Segundo a publicação que revelou os números, os dados teriam sido encaminhados a integrantes do governo norte-americano. Essa informação, porém, foi atribuída a fontes não identificadas e não teve confirmação oficial da Casa Branca.
Além das intenções de voto, a pesquisa apresentou perguntas sobre o Supremo Tribunal Federal (STF), o sistema eleitoral brasileiro e organizações criminosas.
De acordo com os dados divulgados, 72% dos entrevistados afirmaram ser favoráveis ao impeachment de ministros do Supremo que tenham cometido crime ou má conduta. Outros 16% disseram ser contrários, enquanto 12% não souberam responder.
O questionário também perguntou sobre uma suposta decisão do STF de impedir Jair Bolsonaro de concorrer em 2026. Nesse item, 52% disseram ser contrários ao impedimento, 41% declararam apoio e 7% não responderam.
A formulação, no entanto, não corresponde ao fundamento jurídico da inelegibilidade. Jair Bolsonaro foi declarado inelegível pelo TSE, e não pelo STF, por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação durante uma reunião com embaixadores realizada em 2022.
A proposta de emissão de um comprovante impresso após o registro do voto na urna eletrônica recebeu apoio de 81% dos entrevistados. Outros 13% se posicionaram contra, enquanto 7% não souberam opinar.
A sondagem também perguntou sobre a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas pelos Estados Unidos.
Nesse ponto, 56% afirmaram apoiar a medida, 30% declararam oposição e 14% não apresentaram opinião.
Por não ter registro na Justiça Eleitoral e não disponibilizar publicamente todos os dados técnicos exigidos para pesquisas eleitorais, os resultados devem ser interpretados com cautela. A legislação prevê registro prévio para levantamentos destinados ao conhecimento público, e a divulgação de pesquisa sem cadastro pode configurar irregularidade eleitoral.
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