Famosos / Superação
Eduardo Costa revela que cheirava cola para suportar a fome durante a infância
Cantor sertanejo relatou que viveu nas ruas de Belo Horizonte, trabalhou desde criança e enfrentou dificuldades para conseguir alimentos antes de iniciar a carreira musical
23/10/2026
15:00
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
O cantor sertanejo Eduardo Costa revelou que chegou a cheirar cola de sapateiro para tentar diminuir a sensação de fome durante a infância. Em entrevista ao programa Jornal dos Famosos, da LeoDias TV, divulgada na quinta-feira (22), o artista relembrou o período de extrema pobreza em que precisou trabalhar nas ruas para ajudar no sustento da família.
Segundo o cantor, as dificuldades começaram ainda na infância, quando faltavam alimentos e condições básicas de higiene em casa. Aos 10 ou 11 anos, ele já vendia produtos para conseguir dinheiro e contribuir com as despesas familiares.
“Um inferno. [A ponto] de não ter a comida, o banho, o básico, direito. Não ter um pingo de dignidade”, declarou.
Eduardo contou que vendia picolés, coxinhas e pastéis. Nos fins de semana, também comercializava verduras para tentar aumentar a renda.
Mesmo com o trabalho, o dinheiro frequentemente era insuficiente para garantir uma alimentação adequada.
“Às vezes, dava para comprar o arroz, mas não sobrava para o feijão. Isso com dez ou 11 anos de idade”, relatou.
Durante a entrevista, Eduardo Costa também falou sobre o período em que viveu nas ruas de Belo Horizonte, em Minas Gerais.
Ele afirmou que, diante das dificuldades financeiras e familiares, passou por diferentes situações de vulnerabilidade, incluindo pequenos furtos e o uso de cola de sapateiro.
“Eu fui para a rua, acabei virando trombadinha de rua, fui morar com a minha avó. Eu cheirava cola de sapateiro, que era para poder não sentir fome”, contou.
O artista também revelou que chegou a morar nas ruas da capital mineira.
O relato expõe as condições de privação que, segundo ele, marcaram seus primeiros anos de vida, antes de conquistar espaço no mercado musical.
A inalação de cola de sapateiro é uma prática extremamente perigosa, capaz de provocar intoxicação grave, danos neurológicos e até morte. Embora Eduardo tenha associado o uso à tentativa de suportar a fome, a substância não constitui uma forma segura de reduzir a necessidade de alimentação.
De acordo com Eduardo Costa, sua trajetória começou a mudar quando passou a se dedicar à música, aos 15 anos.
O cantor iniciou a carreira artística em 1990, em Belo Horizonte, e posteriormente ganhou projeção nacional no sertanejo.
A música se tornou sua principal atividade profissional e abriu caminho para uma trajetória distante das dificuldades financeiras que descreveu na entrevista.
Ao compartilhar essas lembranças, Eduardo apresentou ao público uma parte de sua história anterior à fama, marcada pelo trabalho infantil, pela insegurança alimentar e pela experiência de viver nas ruas.
O depoimento também chamou atenção para a realidade de crianças e adolescentes que enfrentam situações de pobreza extrema e precisam trabalhar precocemente para contribuir com o sustento familiar.
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