Política / Eleições
Janaína Paschoal questiona eleitores após derrota para deputada federal: “Por que não recebi seu voto?”
Vereadora de São Paulo recebeu cerca de 46,7 mil votos, ficou na segunda suplência do PP e busca entender por que não conseguiu uma vaga na Câmara.
13/10/2026
09:45
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
A vereadora Janaína Paschoal (PP-SP) usou a tribuna da Câmara Municipal de São Paulo para questionar os motivos de sua derrota na disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados nas eleições de 2026. Com aproximadamente 46,7 mil votos, ela não conseguiu se eleger e pediu aos próprios eleitores que explicassem por que não apoiaram sua candidatura.
Conhecida nacionalmente por ter sido uma das autoras do pedido de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), Janaína era considerada pelo Progressistas (PP) uma candidata com potencial para atrair votos à legenda.
O resultado, porém, ficou abaixo da votação que havia recebido na eleição municipal de 2024, quando conquistou 48.893 votos e garantiu uma cadeira na Câmara paulistana.
A diferença entre as duas votações chamou a atenção da parlamentar, que decidiu abordar publicamente o desempenho eleitoral e pedir uma avaliação de seu trabalho político.
Durante o pronunciamento, Janaína Paschoal afirmou que procura compreender se a votação reflete uma dificuldade de comunicação com os eleitores ou uma avaliação negativa de sua atuação parlamentar.
A vereadora destacou que acompanha projetos legislativos, fiscaliza despesas públicas e procura direcionar emendas a instituições que considera responsáveis.
Também afirmou que apresenta propostas próprias e estuda as matérias submetidas à análise do Legislativo.
“Será que esse trabalho está sendo visto? Ou, se está sendo visto, e não é valorizado? Ou as pessoas entendem que esse perfil não é interessante nesse momento histórico na Câmara Federal?”, questionou.
Ao pedir explicações aos eleitores, Janaína demonstrou preocupação em compreender quais características de sua atuação política tiveram influência na decisão de voto.
A parlamentar não apresentou uma conclusão sobre as razões da derrota, mas indicou que pretende avaliar a percepção do público sobre seu mandato.
Com o resultado da eleição, Janaína Paschoal terminou a disputa na condição de segunda suplente do Progressistas, integrante da federação formada com o União Brasil.
A Federação União Progressista conquistou cinco cadeiras na Câmara dos Deputados por São Paulo.
Pelo PP, foram eleitos Sargento Nantes, Maurício Neves e Coronel Telhada. Pelo União Brasil, conquistaram vagas Sirlange Manga, esposa do prefeito de Sorocaba, e Milton Leite Filho, filho do ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo Milton Leite.
O desempenho da federação ficou abaixo da soma das bancadas que os dois partidos haviam conquistado separadamente na eleição de 2022.
Naquele pleito, o PP elegeu quatro deputados federais por São Paulo, enquanto o União Brasil conquistou seis cadeiras, totalizando dez parlamentares.
Em 2026, a federação garantiu cinco vagas, uma redução de cinco cadeiras em relação à soma anterior.
A derrota de Janaína também ocorreu em um cenário de mudanças na distribuição das cadeiras entre os partidos políticos.
O PL ampliou sua representação na Câmara dos Deputados, enquanto as legendas de centro-direita perderam espaço em parte da composição parlamentar.
Esse movimento ajuda a contextualizar a disputa enfrentada por candidatos de partidos como o Progressistas, embora não permita determinar isoladamente as razões da votação obtida por Janaína.
O sistema proporcional utilizado nas eleições para deputado federal também considera o desempenho dos partidos e federações, além da votação individual dos candidatos.
Por isso, a conquista de uma cadeira depende tanto dos votos recebidos pelo concorrente quanto da quantidade de vagas obtidas por sua legenda ou federação.
Janaína Paschoal ganhou projeção nacional ao participar da elaboração do pedido de impeachment da então presidente Dilma Rousseff, processo que resultou no afastamento definitivo da petista em 2016.
Posteriormente, ingressou na política eleitoral e exerceu mandato de deputada estadual em São Paulo, antes de conquistar uma vaga de vereadora na capital paulista em 2024.
Na eleição deste ano, tentou retornar ao Legislativo federal, mas não alcançou a votação necessária para garantir uma cadeira.
Apesar da derrota, permanece no exercício do mandato municipal.
O questionamento apresentado na tribuna mostra que a parlamentar pretende compreender a distância entre a avaliação que faz de seu trabalho e a resposta recebida nas urnas.
Como segunda suplente, Janaína poderá ser convocada para exercer mandato na Câmara dos Deputados caso ocorram afastamentos ou outras situações previstas na legislação eleitoral que permitam sua convocação, observada a ordem de suplência.
Enquanto isso, segue na Câmara Municipal de São Paulo, onde continuará seu mandato de vereadora.
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