Justiça / PolÃcia
Justiça mantém prisão preventiva de Deolane Bezerra em investigação sobre lavagem de dinheiro
Influenciadora está presa desde 21 de maio e é ré por organização criminosa e lavagem de dinheiro; defesa nega qualquer vÃnculo com o PCC
27/08/2026
14:00
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
A Justiça de São Paulo decidiu manter a prisão preventiva da empresária e influenciadora Deolane Bezerra, detida desde 21 de maio de 2026 no âmbito da Operação Vérnix. Ela é ré em processo que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro associado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A defesa nega as acusações e qualquer ligação da empresária com a organização criminosa.
Além de Deolane, outros cinco réus investigados na mesma operação tiveram as prisões preventivas mantidas. A decisão ocorreu durante a revisão periódica da necessidade das medidas cautelares, procedimento previsto para prisões preventivas.
Deolane completou três meses presa em 21 de agosto. Ao analisar novamente a situação dos acusados, o magistrado entendeu que permanecem presentes os fundamentos para a manutenção das prisões.
“A manutenção da prisão preventiva impõe-se como providência indeclinável e proporcional à gravidade concreta das condutas imputadas aos acusados”, afirmou o juiz na decisão.
A influenciadora foi detida em Barueri, na Grande São Paulo, durante a Operação Vérnix, conduzida pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo.
Após o avanço das investigações, Deolane foi denunciada e tornou-se ré sob acusações de organização criminosa e lavagem de dinheiro.
Segundo a linha investigativa apresentada pelas autoridades, ela teria desempenhado papel na movimentação financeira do grupo e suas contas bancárias teriam sido utilizadas em transações envolvendo valores provenientes de uma transportadora apontada na investigação como parte da estrutura financeira ligada à facção.
Essas imputações fazem parte da acusação e ainda estão sujeitas à análise judicial. A manutenção da prisão preventiva não representa condenação pelos crimes investigados.
A defesa de Deolane Bezerra, conduzida pelo advogado e professor Aury Lopes Jr., rejeita a versão apresentada pelos investigadores.
Os advogados sustentam que a empresária não possui vínculos com o crime organizado e negam que suas atividades empresariais tenham sido utilizadas para práticas ilícitas.
Com a nova decisão, Deolane permanece presa enquanto o processo segue em tramitação na Justiça paulista. Caberá ao Judiciário, após a produção e análise das provas e o exercício da defesa, decidir sobre a responsabilidade criminal dos acusados.
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