Política / Eleições 2026
Tebet liga avanço do Banco Master ao governo Bolsonaro e cobra investigação sem distinção partidária
Candidata ao Senado por São Paulo afirma que esquema ganhou força na gestão Bolsonaro e defende apuração de relações de Vorcaro com políticos de diferentes partidos
27/08/2026
10:45
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
A candidata ao Senado por São Paulo Simone Tebet (PSB) afirmou nesta quinta-feira, 27 de agosto, que o Banco Master ganhou força durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em sabatina à Jovem Pan, ela também defendeu que eventuais relações entre políticos e o empresário Daniel Vorcaro, controlador da instituição financeira, sejam investigadas independentemente da filiação partidária dos envolvidos.
Ao abordar as investigações sobre o banco, Tebet classificou o caso como um dos mais graves já registrados no sistema financeiro brasileiro e associou sua expansão ao período em que Bolsonaro ocupava a Presidência.
“O Banco Master, que é o maior esquema de corrupção do sistema financeiro da história do Brasil, criou raízes e se fortaleceu no governo do Bolsonaro”, declarou.
A afirmação é uma avaliação política feita por Tebet. As responsabilidades individuais e a eventual ocorrência de crimes relacionados ao caso dependem das investigações e das decisões das autoridades competentes.
Ex-integrante do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Tebet disse que sua posição sobre casos de corrupção não depende do grupo político envolvido. Durante a entrevista, mencionou também episódios investigados e julgados em governos anteriores, como Mensalão e Petrolão.
“Não mudo uma linha do que disse. Uma coisa é responsabilidade política, outra é responsabilidade civil e criminal”, afirmou.
Tebet disse que já havia apontado o Petrolão como o maior esquema de corrupção da história brasileira até então e lembrou que integrantes de diferentes legendas foram envolvidos nas investigações.
“Não me interessa se é MDB, se é o PSB, se é PT, se é PL. Até o momento, é do lado de lá. Mas nós temos que investigar”, declarou.
Ao falar especificamente sobre o Banco Master, a candidata mencionou informações surgidas no âmbito da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal.
Tebet citou o caso envolvendo o senador Ciro Nogueira (PP), ex-ministro-chefe da Casa Civil no governo Bolsonaro, e um cartão que, segundo informações da investigação mencionadas pela candidata, teria sido disponibilizado por Daniel Vorcaro para despesas pessoais do parlamentar.
Ela também questionou informações sobre a suposta distribuição de outros cartões a lideranças políticas e defendeu que todas as situações sejam esclarecidas pelas autoridades.
A sabatina também abordou a situação fiscal brasileira. Para Simone Tebet, o problema das contas públicas não está apenas na arrecadação, mas na forma como os recursos são distribuídos e utilizados.
A candidata apontou desperdícios, privilégios, corrupção, renúncias fiscais, supersalários e emendas parlamentares como questões que precisam ser enfrentadas.
“O grande problema são o desperdício, privilégios e corrupção. Isso significa um orçamento menor para atender as demandas do Brasil”, disse.
Tebet também afirmou que a sonegação representaria aproximadamente R$ 500 bilhões por ano e incluiu a chamada “taxa das blusinhas” na discussão sobre medidas tributárias e renúncias fiscais.
As declarações colocam o Banco Master e o combate à corrupção entre os temas explorados por Tebet na disputa eleitoral em São Paulo, ao mesmo tempo em que a candidata procura sustentar uma posição de cobrança de investigações sobre políticos de diferentes partidos.
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