Política / Internacional
Lula e Trump se reúnem na Casa Branca para discutir crime organizado, tarifas e minerais críticos
Após encontro privado de cerca de uma hora no Salão Oval, presidentes seguiram para almoço de trabalho em Washington
07/05/2026
12:10
DA REDAÇÃO
Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump, dos Estados Unidos, se reuniram nesta quinta-feira (7 de maio), na Casa Branca, em Washington, para uma agenda de trabalho voltada a temas estratégicos da relação bilateral entre os dois países. Entre os principais assuntos previstos estão combate ao crime organizado, questões comerciais, tarifas aplicadas a setores brasileiros, minerais críticos e outras áreas de cooperação.
O encontro privado entre os dois chefes de Estado durou cerca de uma hora e ocorreu no Salão Oval, após a recepção oficial feita por Trump na entrada da sede do governo norte-americano. Em seguida, Lula e Trump seguiram para um almoço de trabalho.
O presidente brasileiro deixou a residência oficial usada pela delegação do Brasil por volta das 12h, no horário de Brasília, e chegou à Casa Branca cerca de 15 minutos depois.
Na chegada, Lula foi recebido por Donald Trump com tapete vermelho. Após os cumprimentos iniciais, os dois presidentes seguiram para uma reunião reservada no Salão Oval, sem a presença imediata da imprensa.
Inicialmente, estava prevista uma declaração conjunta aos jornalistas antes do almoço. No entanto, ao fim do encontro privado, os presidentes seguiram diretamente para a refeição. Segundo fontes do governo brasileiro, a manifestação à imprensa ainda deve ocorrer após o almoço.
Ao chegar à Casa Branca, Lula pediu uma mudança no protocolo tradicional de visitas de líderes estrangeiros. Normalmente, jornalistas acompanham os primeiros minutos do encontro no Salão Oval, registrando imagens e declarações iniciais.
Desta vez, a pedido do presidente brasileiro, a imprensa só participaria depois da reunião privada. Donald Trump aceitou a alteração no protocolo.
Com isso, a conversa reservada entre os dois líderes ocorreu antes de qualquer manifestação pública conjunta.
Pelo lado brasileiro, uma das principais prioridades da agenda é a apresentação de uma proposta de cooperação no combate ao crime organizado. O tema ganhou relevância diante da atuação transnacional de facções, redes de lavagem de dinheiro, tráfico de drogas, contrabando, crimes financeiros e circulação ilegal de armas.
A expectativa do governo brasileiro é ampliar a cooperação com os Estados Unidos em áreas como inteligência, investigação financeira, controle de fronteiras, rastreamento de recursos ilícitos e enfrentamento de organizações criminosas com atuação internacional.
Outro ponto considerado sensível para o Brasil é a discussão sobre tarifas ainda pendentes que afetam setores da economia brasileira. O governo Lula pretende tratar da reversão ou flexibilização de barreiras comerciais impostas a produtos nacionais.
A pauta comercial é vista como estratégica para reduzir tensões, ampliar mercados e fortalecer o fluxo de exportações entre os dois países.
Além das tarifas, a agenda também inclui debates sobre minerais críticos, área considerada cada vez mais relevante para a indústria global, especialmente em cadeias ligadas à tecnologia, energia limpa, semicondutores, baterias e transição energética.
A reunião desta quinta-feira ocorre cerca de sete meses após o último encontro presencial entre Lula e Trump, realizado em outubro, na Malásia.
Desde então, os dois governos vinham mantendo articulações diplomáticas para uma nova conversa bilateral em Washington. O encontro na Casa Branca é tratado como uma oportunidade para reorganizar a relação entre Brasil e Estados Unidos em temas de interesse comum, apesar das diferenças políticas entre os dois presidentes.
A reunião entre Lula e Trump ocorre em um momento de atenção para as relações comerciais e diplomáticas entre os dois países. Para o Brasil, a pauta central envolve abrir espaço para acordos práticos em segurança, comércio e cooperação econômica.
Além do aspecto político, o encontro também tem peso simbólico. A recepção na Casa Branca, a reunião no Salão Oval e o almoço de trabalho indicam uma tentativa de manter canais de diálogo direto entre os dois governos.
A expectativa agora é pela manifestação conjunta dos presidentes após o almoço, quando deverão ser apresentados os principais pontos discutidos na reunião privada.
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