Política / Justiça
Testemunha relata ter visto técnica de enfermagem após suposta agressão atribuída a Magno Malta
Funcionário do Hospital DF Star disse à polícia que não presenciou o tapa, mas viu a profissional com os óculos tortos após o episódio
06/05/2026
14:00
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
Uma testemunha ouvida pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) nesta quarta-feira, 6 de maio, prestou depoimento sobre o caso envolvendo a técnica de enfermagem que acusa o senador Magno Malta (PL-ES) de agressão dentro do Hospital DF Star, em Brasília.
Segundo apuração divulgada pelo Metrópoles, a testemunha também é funcionária do hospital onde o episódio teria ocorrido. Em depoimento, o homem afirmou que não presenciou o suposto tapa no rosto, mas relatou ter visto a colega logo depois da situação. Ele disse ainda que os óculos da profissional estavam tortos, circunstância que, segundo a vítima, teria sido consequência da ação atribuída ao senador.
A técnica de enfermagem registrou boletim de ocorrência na última quinta-feira, 30 de abril, mesmo dia em que o caso teria acontecido. O hospital informou que abriu uma apuração administrativa interna para analisar a situação. A profissional está afastada do trabalho por orientação de seu médico particular, conforme informou a unidade de saúde.
De acordo com o relato da vítima, Magno Malta estava internado para a realização de uma angiotomografia de tórax e coronárias. A técnica era responsável por conduzi-lo até a sala de exames, realizar a monitorização e iniciar os procedimentos, incluindo o teste do acesso venoso com soro.
Durante o início da injeção de contraste, o equipamento teria identificado uma oclusão e interrompido automaticamente o procedimento. Ao verificar o acesso, a profissional constatou o extravasamento do líquido no braço do paciente.
Ainda segundo a técnica, ao explicar a necessidade de compressão no local, o senador teria reagido de forma agressiva. Ela afirma que, quando se aproximou para prestar assistência, Magno Malta teria desferido um tapa em seu rosto, entortado seus óculos e feito ofensas verbais, chamando-a de “imunda” e “incompetente”.
O senador nega as acusações.
O deputado distrital Jorge Vianna (Democrata), ex-vice-presidente do Sindicato dos Auxiliares e Técnicos em Enfermagem do Distrito Federal (Sindate-DF), acompanha o caso e criticou a situação relatada pela profissional.
“Ter uma profissional de enfermagem sendo agredida, seja verbal ou fisicamente, no seu local de trabalho só prova mais uma vez como a enfermagem é tratada em qualquer nível. Agora, partindo isso de um senador da República, deixa a gente mais indignado. E por mais que ele fale que não deu o tapa, por mais que ele não assuma isso, está claro que essa menina procurou a delegacia porque ela se sentiu de alguma forma agredida”, declarou.
O parlamentar afirmou ainda que, em sua avaliação, o caso não deve ser tratado como disputa política.
“Essa pauta é uma pauta de gênero, ou seja, um homem agredindo a mulher, essa é a motivação real”, disse Jorge Vianna.
Nas redes sociais, Magno Malta negou ter agredido a profissional. O senador afirmou que nunca encostou a mão em uma mulher e classificou a acusação como “falsa comunicação de crime”.
“Vocês me conhecem. Eu nunca encostei a mão em ninguém, nem nas minhas filhas, nem em nenhuma mulher. Isso é falsa comunicação de crime”, declarou.
A equipe jurídica do parlamentar também divulgou nota. No documento, a defesa afirma que o senador estava sob forte medicação, com a cognição comprometida, e que teria reagido ao sofrimento físico provocado pelo procedimento, não à técnica de enfermagem.
Ainda conforme a defesa, Magno Malta teria acionado imediatamente o médico responsável por seu acompanhamento após o episódio.
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