Sustentabilidade / Negócios
Natura desenvolve modelo próprio de carbono na Amazônia com impacto positivo em comunidade fornecedora
Estudo aponta maior renda, avanço educacional e fortalecimento produtivo entre famílias ligadas à cooperativa RECA, em Rondônia
04/05/2026
15:00
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
A Natura vem consolidando um modelo próprio de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) na Amazônia, integrando compensação de emissões à sua cadeia produtiva. A iniciativa é desenvolvida em parceria com a cooperativa RECA, em Rondônia, comunidade fornecedora de bioativos como cupuaçu e castanha-do-Brasil.
O projeto ocorre em um momento em que o mercado de carbono no Brasil ainda busca maior estruturação e credibilidade. Em vez de apenas comprar créditos de terceiros, a empresa adotou um modelo de insetting, no qual a compensação de emissões acontece dentro da própria cadeia de valor. Na prática, a comunidade fornecedora gera os créditos de carbono e recebe diretamente os recursos.
Parceira da Natura há mais de uma década, a RECA tornou-se referência na estratégia climática da companhia no território amazônico. O modelo combina conservação florestal, geração de renda, fortalecimento de fornecedores e previsibilidade de longo prazo para a cadeia produtiva.
Um estudo concluído em 2025, realizado em parceria com o Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (CEBRAP), avaliou os impactos socioeconômicos da iniciativa ao longo dos últimos anos. O levantamento, feito durante seis meses, identificou associações positivas entre a participação no projeto e a melhoria das condições de vida das famílias envolvidas.
Entre os principais resultados, produtores participantes apresentaram renda média anual 37% superior à de não participantes. O estudo também mostrou que 25% dos filhos das famílias envolvidas estão no ensino superior, enquanto no grupo de comparação esse índice é de 4%.
A análise ainda indicou maior capacidade de formação de reserva financeira e mais acesso a lazer entre os participantes. Para a Natura, os dados reforçam que a política de carbono pode ir além da compensação ambiental e produzir efeitos estruturais na comunidade.
“Optamos por estruturar um modelo de carbono que dialoga diretamente com nossa cadeia produtiva. O estudo reforça que é possível alinhar conservação da floresta, geração de renda e estratégia empresarial com impacto mensurável no território”, afirma Angela Pinhati, diretora de Sustentabilidade da Natura.
O modelo prevê a repartição dos benefícios entre pagamentos individuais às famílias e um fundo coletivo, cuja aplicação é decidida pela própria cooperativa. Segundo a companhia, essa governança local tem permitido investimentos estruturantes e ampliado oportunidades para novas gerações no território.
Para a Natura, a iniciativa também melhora a qualidade e a rastreabilidade dos créditos usados em sua estratégia de neutralização. Ao mesmo tempo, fortalece cadeias produtivas da sociobiodiversidade e contribui para tornar comunidades fornecedoras mais resilientes diante de desafios econômicos e climáticos.
O projeto integra o compromisso público da empresa de adquirir 50% dos créditos de carbono na Amazônia até 2030. A estratégia combina redução de emissões, compensação e fortalecimento de cadeias associadas à floresta em pé.
O caso da cooperativa RECA demonstra, segundo a companhia, que é possível estruturar uma política de carbono com integridade ambiental, impacto social e retorno econômico, transformando a conservação florestal em vetor de desenvolvimento local e resiliência empresarial.
Fundada em 1969, a Natura é uma multinacional brasileira de beleza e cuidados pessoais com liderança na América Latina. A empresa atua há mais de 25 anos com comunidades extrativistas na Amazônia e foi pioneira no uso cosmético de bioativos da sociobiodiversidade brasileira.
Atualmente, essa atuação gera benefícios para milhares de famílias e contribui para conservar 2,2 milhões de hectares de floresta. A Natura também foi a primeira companhia de capital aberto a receber, em 2014, a certificação de Empresa B, concedida pelo B Lab a negócios que combinam lucro e impacto socioambiental positivo.
A companhia opera em 14 países da América Latina e comercializa seus produtos por meio de mais de 3 milhões de consultoras, além de e-commerce, aplicativo próprio e mais de mil lojas.
Para mais informações, visite www.natura.com.br ou acesse os perfis da empresa nas redes sociais: LinkedIn, Facebook e Instagram.
Os comentários abaixo são opiniões de leitores e não representam a opinião deste veículo.
Leia Também
Leia Mais
Desenrola 2.0 terá descontos de até 90%, juros limitados e bloqueio a bets
Leia Mais
Desenrola 2.0 terá bloqueio automático de inscritos em sites de apostas
Leia Mais
Governo reforça vacinação contra gripe antes do inverno e alerta grupos prioritários
Leia Mais
Quando defender valores exige coragem
Municípios