Política Internacional
Maduro está detido em prisão de Nova York que já abrigou Jeffrey Epstein e Sean “Diddy” Combs
Ex-presidente venezuelano aguarda audiência no Centro de Detenção Metropolitano, alvo frequente de críticas por condições precárias e falhas de segurança
05/01/2026
08:00
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
O ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, está detido no Metropolitan Detention Center (MDC), em Nova York. A prisão federal já abrigou alguns dos criminosos mais notórios dos Estados Unidos, como Jeffrey Epstein, Ghislaine Maxwell, Sean Diddy Combs e o cantor R. Kelly.
Atualmente, também está custodiado no local Luigi Mangione, acusado do assassinato do CEO da UnitedHealthCare.
Após ser capturado em operação conduzida pelos Estados Unidos, Maduro e a esposa, Cilia Flores, foram levados para Nova York e encaminhados ao MDC, uma das maiores prisões federais do país, com capacidade aproximada para 1.600 detentos.
Segundo o The New York Times, embora o centro detenha pessoas acusadas de crimes graves — como narcotráfico e terrorismo — a maioria dos presos responde por delitos de menor gravidade e aguarda julgamento nos tribunais federais de Manhattan ou do Brooklyn.
Nos últimos anos, o Centro de Detenção Metropolitano tem sido alvo de críticas recorrentes relacionadas às condições estruturais, falhas de segurança e denúncias envolvendo funcionários.
Em 2019, durante o inverno, a unidade ficou mais de uma semana sem energia elétrica. Já em 2024, dois presos foram mortos por outros detentos, enquanto servidores passaram a responder a acusações de agressão sexual, contrabando e recebimento de propina.
Além de Epstein, R. Kelly e Sean “Diddy” Combs, o MDC abriga atualmente Ismael El Mayo Zambada García, um dos líderes do cartel de Sinaloa, no México.
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos divulgou denúncia formal contra Nicolás Maduro, acusando-o de participar, perpetuar e proteger uma cultura de corrupção que teria permitido o enriquecimento de elites venezuelanas por meio do narcotráfico.
A acusação também cita a participação de Cilia Flores, do ministro do Interior da Venezuela, Diosdado Cabello, e do filho do ex-presidente, Nicolás Maduro Guerra.
Segundo a denúncia, Maduro teria mantido vínculos com cartéis de drogas e grupos narcoterroristas, que operariam com apoio logístico e cobertura policial dentro da Venezuela, com conhecimento de que a cocaína seria destinada aos Estados Unidos.
Nicolás Maduro deverá ser ouvido nesta segunda-feira por um tribunal federal de Manhattan. Após a captura, ele e a esposa foram retirados da residência oficial e levados inicialmente para Guantánamo, a bordo do navio de guerra USS Iwo Jima.
O casal chegou a Nova York no fim da tarde de sábado, em um avião militar Boeing 757, que pousou no aeroporto internacional Stewart. No desembarque, agentes de diferentes agências federais, como o FBI e a DEA, participaram da operação de custódia.
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