Política Internacional
China cobra libertação imediata de Maduro e esposa e acusa EUA de subversão na Venezuela
Pequim pede garantia de segurança pessoal, condena “comportamento hegemônico” e alerta para precedente perigoso nas relações internacionais
04/01/2026
07:30
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
A China instou os Estados Unidos a garantirem a segurança pessoal do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, e a libertá-los “imediatamente”. A cobrança foi feita pelo Ministério das Relações Exteriores da China, após a captura do casal em ação militar americana contra a Venezuela.
Em nota, Pequim pediu o fim da “subversão do governo venezuelano” e que divergências sejam resolvidas por diálogo e negociação. A chancelaria afirmou estar “profundamente chocada” com a ofensiva e reiterou oposição ao que chamou de “comportamento hegemônico” dos EUA, por violar o Direito Internacional e a soberania venezuelana, além de ameaçar a paz e a segurança na América Latina e no Caribe.
A Venezuela detém as maiores reservas de petróleo do mundo e tem a China como um de seus principais compradores. Questionado sobre o impacto da operação nas relações com países interessados no petróleo venezuelano, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o petróleo será vendido e que a produção deve crescer com investimentos americanos.
Trump declarou ainda que Washington governará a Venezuela até uma transição, admitiu a possibilidade de envio de tropas ao solo venezuelano e disse negociar os próximos passos com a vice-presidente Delcy Rodríguez. O Brasil a reconheceu como interina na ausência de Maduro.
Em editorial publicado neste domingo (4), o China Daily afirmou que as ações do governo Trump estabelecem “um precedente perigoso” para as relações internacionais. Sem citar países específicos, o texto advertiu que aceitar tal lógica concederia “licença universal” para intervenções militares, em afronta à Carta das Nações Unidas.
“O uso da força injustificável mina a autoridade moral e enfraquece as normas internacionais quando os mais fortes optam por ignorar a lei”, diz o editorial.
Analistas apontam preocupação de que a captura de Maduro abra brecha para ações semelhantes em outras regiões. A China, por exemplo, sustenta que Taiwan é parte “inalienável” de seu território e não descarta o uso da força para a reunificação — cenário que ganha sensibilidade diante do precedente venezuelano.
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