Política / Internacional
Trump elogia Lula após reunião na Casa Branca e diz que encontro foi “muito produtivo”
Presidentes discutiram comércio, tarifas, segurança, minerais críticos e novas reuniões entre representantes dos dois países
07/05/2026
13:25
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elogiou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após a reunião realizada nesta quinta-feira (7 de maio), na Casa Branca, em Washington. Em publicação na rede Truth Social, o republicano chamou Lula de “dinâmico presidente do Brasil” e classificou o encontro como “muito produtivo”. A agenda entre os dois líderes durou cerca de três horas e incluiu reunião privada e almoço de trabalho.
Na mensagem, Trump afirmou que a conversa tratou de diferentes temas, com destaque para comércio e, especificamente, tarifas. O presidente norte-americano também informou que representantes dos dois países já têm novas reuniões agendadas para discutir pontos considerados estratégicos da relação bilateral.
“Acabei de concluir minha reunião com Luiz Inácio Lula da Silva, o dinâmico Presidente do Brasil. Discutimos diversos temas, incluindo comércio e, especificamente, tarifas. A reunião foi muito produtiva”, escreveu Trump, segundo a CNN Brasil.

Lula chegou à Casa Branca por volta das 12h, no horário de Brasília, e deixou o local por volta das 15h. O presidente brasileiro foi recebido por Donald Trump na entrada da sede do governo norte-americano, com tapete vermelho, antes de seguir para o Salão Oval, onde os dois tiveram uma reunião fechada.
Após a conversa reservada, os presidentes almoçaram juntos. Diferentemente do que estava previsto inicialmente, Lula e Trump não fizeram uma coletiva de imprensa conjunta ao fim do encontro. A Reuters informou que uma aparição conjunta à imprensa havia sido planejada, mas acabou cancelada.
A pauta comercial foi um dos principais pontos da agenda. O governo brasileiro buscava avançar nas tratativas sobre tarifas aplicadas a produtos nacionais e abrir caminho para uma relação econômica menos tensionada entre os dois países.
Segundo a Reuters, o encontro ocorreu em meio a esforços do Brasil para evitar novas tarifas dos Estados Unidos e tratar de pendências comerciais que ainda afetam setores da economia brasileira. A agência também apontou que as conversas envolveram comércio, segurança nacional e minerais críticos.
A discussão sobre tarifas tem peso especial para o governo brasileiro porque envolve exportações, competitividade de produtos nacionais e previsibilidade para empresas que atuam no comércio bilateral.
Além da agenda econômica, os dois presidentes trataram de temas ligados à segurança. Pelo lado brasileiro, uma das prioridades era apresentar uma proposta de cooperação no combate ao crime organizado, especialmente em áreas como inteligência, rastreamento financeiro, tráfico internacional, lavagem de dinheiro e atuação de facções transnacionais.
A reunião também incluiu discussões sobre minerais críticos, setor considerado estratégico para cadeias produtivas ligadas à tecnologia, energia, baterias, semicondutores e transição energética. A Reuters informou, porém, que autoridades demonstravam cautela sobre a possibilidade de avanço imediato em um acordo nessa área.
Na publicação feita após o encontro, Donald Trump afirmou que representantes de Brasil e Estados Unidos terão novas conversas para tratar de pontos-chave discutidos na reunião.
“Nossos representantes têm reuniões agendadas para discutir alguns pontos-chave. Outras reuniões serão agendadas nos próximos meses, conforme necessário”, escreveu o presidente norte-americano, conforme divulgado pela CNN Brasil.
A sinalização indica que a reunião desta quinta-feira pode abrir uma nova etapa de negociações entre os dois governos, com foco em resultados práticos nas áreas comercial, econômica e de segurança.
O encontro na Casa Branca ocorreu cerca de sete meses após a última reunião presencial entre Lula e Trump, realizada em outubro, na Malásia. Desde então, os dois governos vinham mantendo articulações diplomáticas para viabilizar uma nova agenda bilateral.
A Associated Press informou que a reunião em Washington foi organizada em meio a uma relação considerada complexa entre os dois líderes, marcada por diferenças políticas, disputas comerciais e tentativas recentes de reaproximação diplomática.
Apesar das divergências, o tom adotado por Trump após a reunião foi positivo. Ao chamar Lula de “presidente dinâmico” e classificar o encontro como produtivo, o norte-americano sinalizou disposição para manter o diálogo aberto com o Brasil.
A reunião também ocorreu em um contexto de maior atenção dos Estados Unidos à América Latina e ao papel do Brasil em temas econômicos, energéticos e geopolíticos.
Após o encontro, Lula afirmou que considera importante que os Estados Unidos voltem a demonstrar interesse pelo Brasil e pela América Latina. Segundo a CNN Brasil, o presidente brasileiro citou, por exemplo, a baixa participação de empresas norte-americanas em licitações internacionais para obras de infraestrutura no Brasil.
Com a reunião em Washington, os dois governos tentam reorganizar canais de diálogo em áreas sensíveis e estratégicas. A expectativa agora é que as próximas conversas entre representantes dos dois países indiquem se haverá avanços concretos em tarifas, cooperação em segurança e investimentos em setores considerados prioritários.
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