Política / Eleições 2026
Valdemar aposta em Michelle ao Senado pelo DF e prevê vitória em Brasília
Presidente do PL disse acreditar que ex-primeira-dama será candidata e que deve subir no palanque de Flávio Bolsonaro apesar da crise interna
12/07/2026
09:00
DA REDAÇÃO
©REPRODUÇÃO
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou neste sábado, 11 de julho, que acredita na candidatura da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro ao Senado pelo Distrito Federal nas eleições de 2026. Segundo ele, apesar das divergências recentes com Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República, Michelle deve permanecer no projeto eleitoral do partido.
Em entrevista à CNN Brasil, Valdemar disse que Michelle chegou a manifestar a ele a intenção de não disputar mais a eleição. O dirigente afirmou ter tentado convencê-la a manter o plano político.
“Eu falei: isso é um prejuízo muito grande para o partido”, declarou.
Segundo o presidente do PL, Michelle teria potencial eleitoral para conquistar uma das vagas ao Senado em Brasília. Para Valdemar, o mandato também serviria como base para a consolidação da ex-primeira-dama na política.
“A senhora se elege senadora, fica oito anos, vai aprender e terá uma boa base para seguir em frente na política, porque é nova”, afirmou.
Valdemar foi além e disse acreditar que Michelle pode liderar a disputa no Distrito Federal.
“Então, acho que ela será candidata e chegará em primeiro lugar em Brasília. Não tenho dúvida”, completou.
A declaração ocorre em meio ao desgaste público entre Michelle Bolsonaro e Flávio Bolsonaro. A crise ganhou força após divergências sobre articulações estaduais do PL, especialmente no Ceará, onde a ex-primeira-dama criticou a aproximação da legenda com Ciro Gomes (PSDB).
Mesmo com o atrito, Valdemar afirmou acreditar que Michelle subirá no palanque de Flávio durante a campanha presidencial. Para ele, a unidade do campo bolsonarista será necessária para evitar prejuízos eleitorais ao grupo.
“Eu acredito. Sempre digo o seguinte: não podemos brigar entre nós porque, se perdermos a eleição, o Bolsonaro fica mais dez anos preso. Não podemos perder isso, não podemos perder o trabalho dela nem o de ninguém”, disse o dirigente.
Ao comentar o impasse no Ceará, Valdemar defendeu a estratégia local do partido. Segundo ele, a aliança em torno de Ciro Gomes teria como objetivo enfrentar o PT no Estado.
“O Ciro briga até com o irmão. Ele é desse jeito. Mas acontece que é o único cidadão que pode vencer o PT no estado do Ceará. E o nosso presidente lá, André Fernandes, perdeu a eleição em Fortaleza por 10 mil votos”, afirmou.
A fala de Valdemar reforça a tentativa da direção nacional do PL de recompor pontes internas após semanas de tensão. Michelle deixou recentemente o comando do PL Mulher, mas segue sendo vista pela cúpula da sigla como um dos principais nomes do partido para mobilizar o eleitorado feminino, evangélico e conservador.
Caso confirme a candidatura ao Senado pelo Distrito Federal, Michelle entrará em uma disputa considerada estratégica para o PL. Ao mesmo tempo, sua eventual presença no palanque de Flávio Bolsonaro será observada como sinal de pacificação interna ou de continuidade das tensões dentro do grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
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