Política / Congresso
PL prepara candidatura de Rogério Marinho ao Senado e terá Tereza Cristina como adversária
Partido reúne parlamentares na quarta-feira para definir estratégia; disputa também envolve Davi Alcolumbre, que articula apoio para permanecer na presidência da Casa
30/10/2026
06:45
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
A disputa pela Presidência do Senado Federal começa a ganhar novos contornos com a movimentação do Partido Liberal (PL) para lançar o senador Rogério Marinho (RN) ao comando da Casa. A definição poderá ocorrer na próxima quarta-feira (4 de novembro), durante uma reunião da legenda com parlamentares em exercício e eleitos. A articulação coloca o partido em confronto com o atual presidente, Davi Alcolumbre (União-AP), e amplia a concorrência com a senadora sul-mato-grossense Tereza Cristina (PP-MS), que mantém sua candidatura.
A reunião convocada pelo PL pretende unificar o posicionamento da bancada nas eleições para as Mesas Diretoras do Congresso Nacional. A expectativa é de que o partido oficialize Marinho como seu representante na disputa pelo Senado, embora a decisão ainda dependa das conversas internas.
O movimento ocorre em um cenário de reorganização da oposição após a derrota de Flávio Bolsonaro (PL) na eleição presidencial e sua posterior viagem aos Estados Unidos.
Tereza Cristina mantém candidatura e aposta no diálogo
Enquanto o PL prepara seu próprio candidato, Tereza Cristina reafirmou nesta semana que pretende disputar a Presidência do Senado, mesmo diante das articulações de seu bloco partidário.
A senadora de Mato Grosso do Sul argumenta que a escolha da Mesa Diretora depende da decisão individual dos parlamentares e não está necessariamente condicionada aos acordos firmados pelas lideranças partidárias.
Em nota pública, destacou que o voto de cada um dos 81 senadores é “livre, soberano e secreto”.
A parlamentar pretende ampliar as conversas com integrantes de diferentes partidos, buscando construir apoio para sua candidatura.
Uma das frentes de articulação envolve a bancada feminina, especialmente as 12 novas senadoras eleitas para a próxima legislatura.
A presença de Tereza Cristina na disputa coloca Mato Grosso do Sul diretamente nas negociações pelo comando de uma das principais instituições do país.
Alcolumbre busca apoio para continuar no cargo
Atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre também intensificou as articulações para garantir sua permanência à frente da Casa.
Nos bastidores, o senador do Amapá negocia apoio com diferentes grupos políticos e procura atender demandas de parlamentares que poderão participar da escolha da próxima Mesa Diretora.
Entre os pontos mencionados nas negociações estão a distribuição de espaços físicos no Senado, incluindo gabinetes, e discussões sobre pautas de interesse de setores da oposição.
Conforme informações divulgadas pela jornalista Andreia Sadi, da GloboNews, Alcolumbre também teria sinalizado disposição para discutir uma eventual medida de indulto ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
A possibilidade, entretanto, depende de condições políticas e jurídicas e não representa a existência de um acordo concluído.
Candidatura de Marinho busca reorganizar oposição
A possível entrada de Rogério Marinho na disputa é interpretada por integrantes do PL como uma forma de fortalecer a atuação da legenda no Congresso.
Segundo informações da jornalista Bela Megale, de O Globo, a articulação também pretende mobilizar parlamentares e apoiadores do bolsonarismo após os acontecimentos políticos que se seguiram ao segundo turno presidencial.
Marinho é considerado um dos nomes de maior projeção do PL no Senado e poderá representar uma candidatura diretamente associada à oposição ao governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Sua eventual confirmação, porém, não significa que todos os parlamentares de oposição votarão necessariamente no mesmo candidato.
A presença de Tereza Cristina na disputa e as negociações conduzidas por Alcolumbre mostram que os apoios ainda estão em construção.
Eleição depende de acordos entre diferentes partidos
A Presidência do Senado é definida por votação entre os integrantes da própria Casa, o que torna fundamentais as negociações com bancadas de diferentes orientações políticas.
Além da escolha do presidente, os partidos também precisam negociar os demais cargos da Mesa Diretora e a distribuição de espaços de influência nas comissões.
Nesse cenário, o tamanho das bancadas representa um fator importante, mas não assegura, isoladamente, a vitória de qualquer candidatura.
A eleição exige a formação de uma maioria capaz de reunir votos além dos limites de cada partido ou bloco.
Quarta-feira poderá definir os próximos movimentos
A reunião do PL, marcada para 4 de novembro, deverá esclarecer se Rogério Marinho será oficialmente apresentado como candidato e qual estratégia a legenda adotará nas negociações com os demais partidos.
Até lá, Tereza Cristina mantém sua disposição de concorrer, enquanto Davi Alcolumbre trabalha para consolidar os apoios necessários à continuidade no comando do Senado.
Para Mato Grosso do Sul, a disputa ganha relevância pela participação direta de Tereza Cristina, que busca ampliar seu espaço político nacional e colocar uma representante do Estado na presidência da Casa.
Com três nomes em articulação, a definição do próximo presidente do Senado permanece aberta e dependerá das alianças construídas até a votação.
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