Política / Justiça
Richarlison acusa Flávio Bolsonaro de envolvimento em disputa por ilha e pede investigação
Jogador afirma ter investido cerca de R$ 10 milhões em imóvel de Angra dos Reis e questiona decisão judicial favorável a empresa ligada ao advogado Willer Tomaz.
18/10/2026
06:45
DA REDAÇÃO
©REPRODUÇÃO
O atacante Richarlison, jogador do Tottenham, voltou a questionar publicamente a disputa pela posse de uma ilha em Angra dos Reis, no litoral do Rio de Janeiro, e pediu que a Polícia Federal (PF) investigue as circunstâncias em que uma empresa ligada ao advogado Willer Tomaz obteve decisão judicial favorável sobre o imóvel. Em vídeo divulgado nas redes sociais neste sábado (17), o atleta acusou o senador Flávio Bolsonaro de envolvimento no caso e afirmou ter sofrido prejuízo de aproximadamente R$ 10 milhões.
Segundo Richarlison, a negociação ocorreu entre 2020 e 2021, durante a pandemia de Covid-19, quando ele teria adquirido direitos sobre o imóvel em parceria com Alencar da Silveira Júnior, então presidente do América-MG, e Renato Velasco.
O jogador relatou que recebeu propostas para vender a ilha, inclusive de Flávio Bolsonaro, mas decidiu não aceitar a negociação. Ele sustenta que, enquanto buscava regularizar a documentação, a posse acabou sendo reconhecida judicialmente em favor de outra empresa.
“Eu não quis vender a ilha para ele. Como não quis, os caras pegaram na mão grande lá na Justiça”, declarou Richarlison.
O atacante também questionou a rapidez com que, segundo sua versão, a situação teria sido resolvida em favor dos envolvidos.
“Flávio Bolsonaro e o tal do Willer Tomaz foram lá e, em 24 horas, pegaram a posse da ilha. Aí a Justiça falhou. Os caras tomaram a ilha sem gastar um tostão, até onde eu sei. Gastei em torno de R$ 10 milhões lá e não recebi nada”, afirmou.
O conflito teve início em 2020, quando uma empresa ligada ao jogador adquiriu direitos de ocupação sobre a ilha. Posteriormente, a posse passou a ser disputada com uma empresa vinculada ao advogado Willer Tomaz, apontado como próximo de Flávio Bolsonaro.
Em junho de 2025, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve entendimento favorável à empresa ligada ao advogado. Conforme as informações divulgadas sobre o processo, as ações foram encerradas após a desistência dos autores.
A existência de uma decisão judicial favorável à empresa de Tomaz não comprova, por si só, participação do senador na transferência dos direitos sobre o imóvel. Essa relação é uma das questões levantadas por Richarlison, que solicita esclarecimentos sobre o caso.
Na nova manifestação, Richarlison pediu que seus seguidores cobrem explicações de Flávio Bolsonaro, que tinha um compromisso público previsto no Espírito Santo neste domingo.
O atleta também defendeu a apuração das circunstâncias da disputa, especialmente em relação à documentação do imóvel e à atuação das pessoas mencionadas em suas declarações.
Até as informações apresentadas, não há confirmação de abertura de investigação pela Polícia Federal em decorrência desse pedido. Também não foram fornecidos posicionamentos de Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz sobre as acusações feitas no vídeo.
Além de cobrar esclarecimentos, o jogador afirmou que pretende destinar parte de uma eventual recuperação financeira ao hospital de Nova Venécia, município do Espírito Santo onde nasceu.
“Se eu recuperar esse dinheiro, parte do dinheiro eu estarei doando pro hospital lá da minha cidade, de Nova Venécia. Pra poder tá ajudando o hospital lá”, declarou.
A disputa envolve direitos de ocupação, decisões judiciais e alegações de prejuízo financeiro. O pedido de Richarlison busca uma apuração federal sobre as circunstâncias do caso, mas as acusações apresentadas pelo atleta ainda dependem de comprovação independente.
Atualização da apuração: após a publicação do vídeo, Willer Tomaz contestou as acusações e desafiou Richarlison a apresentar, em 72 horas, documentos anteriores a julho de 2022 que comprovem seus direitos sobre o imóvel e os pagamentos alegados. O advogado afirmou que a empresa ligada ao jogador perdeu as disputas judiciais e que um inquérito policial sobre o negócio foi
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