Eleições / Presidência
Debate da Band terá quatro presidenciáveis e púlpitos vazios para Lula e Flávio
Caiado, Zema, Renan Santos e Augusto Cury participam do debate neste domingo (23); líderes das pesquisas, Lula e Flávio Bolsonaro ficarão fora
23/08/2026
09:00
DA REDAÇÃO
©REPRODUÇÃO
O debate presidencial da Band terá apenas quatro candidatos no palco na noite deste domingo (23). Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante) confirmaram participação no encontro, marcado para começar às 20h, enquanto os dois nomes que lideram as pesquisas, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), não estarão presentes.
Mesmo com as ausências, a emissora decidiu manter no cenário os dois púlpitos reservados a Lula e Flávio. Dessa forma, os espaços vazios ficarão visíveis durante o programa e marcarão a ausência dos candidatos que atualmente concentram a maior parcela das intenções de voto.
A transmissão será feita pela Band, em televisão aberta, pela BandNews TV, pelas rádios do Grupo Bandeirantes, pelo portal da emissora e pelos canais oficiais na internet.
A distribuição dos participantes no estúdio foi definida por sorteio realizado pela emissora com representantes das campanhas.
Na perspectiva de quem acompanha pela televisão, a sequência começará com Renan Santos, seguido pelos púlpitos destinados a Lula e Flávio Bolsonaro. Depois estarão Ronaldo Caiado, Augusto Cury e Romeu Zema.
A utilização de um espaço vazio para registrar a ausência de candidato não é inédita em debates presidenciais. Na campanha de 2006, por exemplo, a TV Globo manteve no estúdio o lugar reservado a Lula, que naquele ano disputava a reeleição e não compareceu ao encontro.
As regras estabelecidas pela Band preveem momentos de confronto direto entre os presidenciáveis, com perguntas e respostas entre os próprios participantes.
Também haverá questionamentos feitos por jornalistas do Grupo Bandeirantes. O regulamento estabelece distribuição equilibrada de tempo e oportunidades de réplicas e tréplicas.
Com apenas quatro participantes efetivamente no estúdio, o debate tende a oferecer mais tempo de exposição individual aos candidatos presentes.
A segurança pública aparece entre os assuntos com potencial para ganhar destaque. Os quatro participantes têm defendido medidas mais rígidas de enfrentamento ao crime organizado, embora apresentem diferenças na maneira de abordar o tema.
Renan Santos, por exemplo, tem adotado discurso de forte endurecimento da ação policial e já afirmou que, caso eleito, sua orientação para o combate aos criminosos seria “prender ou matar”.
A declaração deverá ser um dos pontos sujeitos a questionamentos durante a campanha, especialmente pelas implicações jurídicas e pela discussão sobre os limites da atuação das forças de segurança.
Outro tema provável é a economia. Caiado, Zema, Renan e Cury apresentam propostas que incluem algum nível de redução ou controle dos gastos públicos, o que poderá abrir espaço para diferenças sobre quais despesas deveriam ser revistas e como equilibrar as contas federais.
Entre os participantes, Augusto Cury tem procurado estabelecer uma agenda própria ao colocar saúde mental e neurodivergência entre as prioridades da candidatura.
No lançamento de sua campanha, o escritor e psiquiatra apresentou o que classificou como um “projeto de nação” e defendeu políticas públicas específicas para pessoas neurodivergentes.
A participação no debate representa uma oportunidade para Cury ampliar o conhecimento de sua candidatura entre eleitores que ainda concentram as preferências nos dois primeiros colocados das pesquisas.
O desafio eleitoral é semelhante para os quatro candidatos presentes. Pesquisa Datafolha divulgada na sexta-feira (21) mostrou Caiado, Zema, Renan Santos e Augusto Cury tecnicamente empatados, sem que nenhum ultrapassasse 5% das intenções de voto nos dois cenários de primeiro turno apresentados.
Na dianteira permanecem Lula e Flávio Bolsonaro, justamente os dois ausentes do encontro deste domingo.
A ausência dos líderes altera a dinâmica política do programa. Para os quatro participantes, o debate oferece maior espaço para apresentação de propostas e confronto direto. Ao mesmo tempo, a falta de Lula e Flávio impede que os candidatos presentes confrontem pessoalmente os dois adversários que atualmente polarizam a corrida presidencial.
O debate começa às 20h deste domingo (23) e será mais um teste para Caiado, Zema, Renan Santos e Augusto Cury na tentativa de ampliar suas intenções de voto e reduzir a distância em relação aos líderes da disputa pelo Palácio do Planalto.
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