Política / Internacional
Reeleição de Lula recebe cumprimentos de líderes mundiais e abre expectativas de novas parcerias
Representantes da França, Espanha, Rússia, China, Índia, Canadá e União Europeia destacam cooperação econômica, relações diplomáticas e compromissos ambientais.
26/10/2026
07:15
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
A reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), confirmada no domingo (25 de outubro), provocou manifestações de líderes internacionais que parabenizaram o brasileiro pela vitória sobre Flávio Bolsonaro (PL). Entre os governos e instituições que se pronunciaram estão França, Espanha, Rússia, China, Índia, Canadá e União Europeia, com mensagens voltadas ao fortalecimento das relações diplomáticas, do comércio e da cooperação internacional.
A vitória de Lula começou a ser confirmada matematicamente às 20h08, quando aproximadamente 97% das urnas haviam sido apuradas. Naquele momento, o presidente aparecia com 51,74% dos votos válidos, contra 48,26% de Flávio Bolsonaro.
Com o encerramento da totalização, Lula conquistou seu quarto mandato presidencial, tornando-se o primeiro político brasileiro eleito quatro vezes para a Presidência pelo voto popular.
O resultado também marcou uma recuperação inédita na disputa presidencial desde a redemocratização, com a reversão da desvantagem registrada no primeiro turno.
As mensagens internacionais ressaltaram principalmente a continuidade das relações bilaterais e a disposição para ampliar acordos comerciais, investimentos e iniciativas conjuntas.
O presidente francês, Emmanuel Macron, utilizou a rede social X para cumprimentar Lula e reafirmar o interesse de seu governo em aprofundar a cooperação entre os dois países.
“Meus parabéns, @LulaOficial, pela sua reeleição. A França e o Brasil têm muito a construir juntos”, escreveu.
Macron também mencionou os desafios internacionais e a importância de manter uma relação próxima entre Brasília e Paris.
“Diante dos grandes desafios do nosso tempo, vamos fortalecer nossa parceria estratégica e dar vida à amizade entre nossos dois países, a serviço de um mundo mais justo”, acrescentou.
A manifestação indica a intenção do governo francês de manter a aproximação diplomática com o Brasil durante o próximo mandato presidencial.
O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, também se manifestou sobre o resultado da eleição brasileira.
Em publicação nas redes sociais, o dirigente comemorou a reeleição de Lula e relacionou o resultado à disputa política em seu próprio país.
“Uma grande vitória para Lula! O que aconteceu no Brasil acontecerá na Espanha. A retomada progressista global acaba de começar”, declarou.
A manifestação ocorre em um momento de preparação para as eleições espanholas, previstas no material divulgado para 29 de novembro de 2026.
Diferentemente de outras mensagens, concentradas em relações diplomáticas e econômicas, a declaração de Sánchez apresentou uma interpretação política sobre o significado da vitória brasileira.
O governo russo também cumprimentou Lula pela reeleição.
Nesta segunda-feira (26), o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, comentou o resultado durante uma entrevista coletiva.
“Saudamos a vitória do senhor Lula”, afirmou.
Peskov destacou os esforços do presidente brasileiro para preservar as relações bilaterais e manter a cooperação entre os dois países no cenário internacional.
A manifestação sinaliza o interesse de Moscou em dar continuidade aos contatos diplomáticos com Brasília durante o próximo mandato.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, parabenizou Lula e destacou a importância da parceria entre o Brasil e a Europa.
“Parabéns ao meu amigo @LulaOficial pela sua vitória eleitoral. A democracia e o multilateralismo venceram no Brasil”, escreveu na rede social X.
Na mesma publicação, Ursula afirmou que pretende manter a cooperação com o governo brasileiro nos próximos anos.
“A parceria da Europa com o Brasil está florescendo. Permaneceremos ao seu lado nos anos vindouros”, declarou.
A dirigente também apontou como prioridades o comércio livre e aberto, a defesa de uma ordem internacional baseada em regras e a cooperação para enfrentar as mudanças climáticas.
As declarações reforçam a importância das negociações comerciais e ambientais nas relações entre o Brasil e o bloco europeu.
O governo da China também reconheceu o resultado anunciado pela Justiça Eleitoral brasileira.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Guo Jiakun, afirmou que Pequim tomou conhecimento da vitória de Lula e transmitiu cumprimentos ao presidente reeleito.
“A China tomou conhecimento de que o Tribunal Superior Eleitoral do Brasil anunciou que o presidente Lula venceu o segundo turno das eleições gerais brasileiras e expressa suas felicitações”, declarou.
O representante chinês também manifestou disposição para ampliar a cooperação bilateral.
“A China está disposta a trabalhar com o Brasil para continuar avançando na construção de uma comunidade de futuro compartilhado entre China e Brasil”, acrescentou.
A iniciativa mencionada pelo porta-voz foi anunciada em novembro de 2024, durante a visita do presidente chinês Xi Jinping a Brasília.
Na ocasião, os governos brasileiro e chinês assinaram 37 acordos de cooperação, envolvendo diferentes áreas de interesse econômico e institucional.
A China mantém posição relevante nas relações comerciais brasileiras, o que torna a continuidade do diálogo bilateral um dos temas importantes da política externa do próximo mandato.
O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, também enviou uma mensagem de felicitações ao presidente brasileiro.
“Minhas mais calorosas felicitações ao meu caro amigo, Presidente Lula, pela sua notável vitória na reeleição”, declarou.
Modi afirmou que espera trabalhar com Lula para ampliar a parceria estratégica entre os dois países.
Segundo o dirigente indiano, a cooperação deverá envolver diferentes setores, além de iniciativas relacionadas às prioridades compartilhadas pelos países do chamado Sul Global.
O primeiro-ministro também defendeu a atuação conjunta em favor de um cenário internacional mais inclusivo, equilibrado e sustentável.
A manifestação indica interesse na continuidade das relações diplomáticas e econômicas entre Brasília e Nova Délhi.
O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, cumprimentou Lula pela reeleição e destacou os avanços nas relações entre os dois países.
“Parabéns pela reeleição no Brasil, presidente Lula”, escreveu na rede social X.
Carney afirmou que a parceria entre Brasil e Canadá criou condições para ampliar a cooperação bilateral.
“Vamos aproveitar esta oportunidade para fortalecê-las ainda mais, juntos, criando novas oportunidades comerciais promissoras, protegendo o meio ambiente e garantindo maior prosperidade para nossas duas populações”, declarou.
A mensagem apresentou o comércio e a proteção ambiental como áreas de interesse comum para os próximos anos.
Até o momento considerado pelo levantamento divulgado, os presidentes Donald Trump, dos Estados Unidos, e Javier Milei, da Argentina, não haviam publicado manifestações sobre a reeleição de Lula.
A ausência de pronunciamento naquele período não permite concluir que os governos deixarão de reconhecer o resultado ou de manter relações diplomáticas com o Brasil.
Eventuais manifestações posteriores deverão ser acompanhadas pelos canais oficiais das respectivas administrações.
As mensagens enviadas ao presidente brasileiro apresentam prioridades distintas, mas têm como ponto comum o interesse declarado na continuidade das relações com o Brasil.
Enquanto França, Canadá e União Europeia destacaram comércio e meio ambiente, China, Índia e Rússia enfatizaram a cooperação bilateral e a atuação conjunta em assuntos internacionais.
O próximo mandato de Lula começa em 1º de janeiro de 2027 e se estende até 31 de dezembro de 2030.
Nesse período, as relações diplomáticas poderão influenciar negociações comerciais, investimentos, cooperação tecnológica e iniciativas ambientais com reflexos também sobre a economia dos estados brasileiros, incluindo Mato Grosso do Sul, cuja produção agropecuária mantém vínculos com o mercado internacional.
As manifestações representam sinais de disposição para o diálogo, mas a concretização de novos acordos dependerá de negociações entre os governos e das condições políticas e econômicas de cada país.
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