Eleições / Exterior
Lula recebe 95,6% dos votos na Palestina, enquanto Flávio Bolsonaro alcança 80,8% em Israel
Resultados do segundo turno mostram diferenças expressivas entre os votos de brasileiros nas duas localidades; Netanyahu declarou apoio ao candidato do PL
25/10/2026
17:00
DA REDAÇÃO
©REPRODUÇÃO
A votação de brasileiros residentes em Israel e na Palestina apresentou resultados distintos no segundo turno das eleições presidenciais, realizado neste domingo (25 de outubro). Enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu 95,60% dos votos válidos na Palestina, o senador Flávio Bolsonaro (PL) alcançou 80,81% em Israel, segundo os números divulgados na apuração do exterior.
Em Israel, Flávio Bolsonaro recebeu 699 votos, contra 166 de Lula. A diferença foi de 533 votos, equivalente a aproximadamente 61,62 pontos percentuais.
Na Palestina, o resultado foi inverso. Lula obteve 1.000 votos, enquanto Flávio recebeu 46. A vantagem do presidente foi de 954 votos, com diferença de aproximadamente 91,20 pontos percentuais.
Os resultados refletem exclusivamente os votos válidos registrados nas respectivas localidades e não permitem estabelecer o posicionamento político da população israelense ou palestina como um todo.
Entre os brasileiros que votaram em Israel, Flávio Bolsonaro recebeu a maior parte dos votos válidos.
Flávio Bolsonaro (PL): 699 votos, ou 80,81%.
Lula (PT): 166 votos, ou 19,19%.
Total de votos válidos: 865.
Diferença: 533 votos a favor de Flávio Bolsonaro.
A votação ocorreu entre brasileiros habilitados pela Justiça Eleitoral para participar do segundo turno no exterior.
Na Palestina, Lula recebeu a maioria dos votos válidos contabilizados.
Lula (PT): 1.000 votos, ou 95,60%.
Flávio Bolsonaro (PL): 46 votos, ou 4,40%.
Total de votos válidos: 1.046.
Diferença: 954 votos a favor de Lula.
O resultado apresentou uma diferença percentual superior à registrada em Israel, embora o número de eleitores participantes seja relativamente pequeno em comparação com os maiores colégios eleitorais brasileiros no exterior.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, manifestou apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro durante o primeiro turno das eleições presidenciais brasileiras.
Na ocasião, Netanyahu desejou uma "grande vitória" ao senador, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Em outubro, o primeiro-ministro israelense também afirmou que poderia viajar ao Brasil para acompanhar a posse de Flávio Bolsonaro, caso o candidato fosse eleito presidente.
As manifestações representam posicionamentos políticos do chefe do governo israelense, mas não permitem estabelecer uma relação direta de causa e efeito com o resultado registrado entre os eleitores brasileiros residentes em Israel.
A relação política entre a família Bolsonaro e o governo israelense ganhou destaque durante a Presidência de Jair Bolsonaro, entre 2019 e 2022.
O ex-presidente manifestou apoio a Israel e chegou a defender a transferência da Embaixada do Brasil em Israel, atualmente localizada em Tel Aviv, para Jerusalém.
A proposta seguia uma decisão adotada pelos Estados Unidos, durante o primeiro mandato de Donald Trump, que transferiu sua embaixada para Jerusalém em 2018.
A mudança brasileira, entretanto, não foi concretizada.
A localização das representações diplomáticas em Jerusalém envolve uma questão internacional sensível, relacionada às reivindicações territoriais israelenses e palestinas e ao reconhecimento do status da cidade.
Somadas as votações apresentadas em Israel e na Palestina, foram registrados 1.911 votos válidos.
Desse total:
Lula: 1.166 votos.
Flávio Bolsonaro: 745 votos.
Diferença conjunta: 421 votos a favor de Lula.
Os números demonstram que, embora os resultados tenham apresentado vantagens expressivas para candidatos diferentes em cada localidade, o conjunto de eleitores participantes ainda representa uma parcela pequena do eleitorado brasileiro residente fora do país.
No segundo turno, os brasileiros com domicílio eleitoral no exterior votam exclusivamente para os cargos de presidente e vice-presidente da República.
A votação em Israel e na Palestina integra a apuração internacional das Eleições 2026, cujo resultado será incorporado à totalização nacional realizada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
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