Política / Justiça
Michelle Bolsonaro chama Alexandre de Moraes de “irmão em Cristo” ao comentar autorização para cabeleireiro de Bolsonaro
Ex-primeira-dama fez a declaração em tom de brincadeira durante evento político no DF e disse que não pretende se envolver na crise de Flávio Bolsonaro
20/05/2026
20:00
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro chamou, em tom de brincadeira, o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), de “irmão em Cristo” ao comentar uma autorização dada pelo magistrado ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está em prisão domiciliar.
A declaração foi feita na terça-feira (19), durante o lançamento da pré-campanha de Maria Amélia, empresária do ramo de docerias e pré-candidata a deputada federal pelo PL do Distrito Federal. Michelle é amiga da pré-candidata.
“Nosso ministro... Vou profetizar aqui, porque Deus transformou Saulo em Paulo. Nosso irmão em Cristo, Alexandre de Moraes, liberou o cabeleireiro, e ele está com aquele cabelinho cortadinho, jogadinho, aqueles olhos azuis brilhantes”, disse Michelle, em referência ao marido.
Na sequência, a ex-primeira-dama afirmou que, “brincadeiras à parte”, sua atuação política nos últimos anos não teve como objetivo principal uma candidatura nacional, mas sim o fortalecimento da participação feminina na política.
“Quero falar para vocês que aceitei um desafio muito grande de percorrer o Brasil. E não era porque eu queria uma candidatura nacional, não. Eles falam, eles nem sabem o que falam. Nós percorremos um ano para que a gente pudesse fortalecer e tivesse tempo para eleger o maior número de mulheres pelo Brasil”, afirmou.
Michelle atuou por prisão domiciliar de Bolsonaro
Michelle Bolsonaro foi uma das principais articuladoras da ofensiva pela concessão de prisão domiciliar humanitária ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Ela se reuniu em mais de uma ocasião com Alexandre de Moraes, relator da investigação sobre a trama golpista no Supremo, para pedir a transferência do marido do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha.
Em 23 de março, a ex-primeira-dama foi ao gabinete de Moraes para reforçar o pedido. Um dia depois, o ministro autorizou a medida. Na época, Bolsonaro estava internado em recuperação de uma broncopneumonia nos dois pulmões.
A prisão domiciliar foi autorizada inicialmente por 90 dias, até a recuperação completa do ex-presidente.
Depois de receber o marido em casa, Michelle afirmou que a decisão foi resultado de uma mobilização coletiva.
“O bônus é de todos aqueles que foram até o STF, até o ministro Alexandre de Moraes, interceder por essa prisão domiciliar. Não tem uma pessoa que tirou o Bolsonaro do batalhão. São várias. Todos aqueles que intercederam em oração e pessoalmente junto ao ministro”, declarou na ocasião.
Naquele momento, Michelle afirmou que ainda não havia necessidade de procurar novamente o ministro para pedir a extensão do prazo.
Encontros com Moraes e agenda política
Michelle e Alexandre de Moraes voltaram a se encontrar pessoalmente durante a posse do ministro Kassio Nunes Marques na presidência do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), em 12 de maio. No evento, a ex-primeira-dama se sentou ao lado de Viviane Barci, advogada e esposa de Moraes.
A relação institucional entre Michelle e o ministro passou a chamar atenção porque ocorre em meio ao acompanhamento da situação jurídica de Jair Bolsonaro, atualmente em prisão domiciliar, e à atuação da ex-primeira-dama como presidente do PL Mulher.
Apesar das especulações sobre seu papel nas eleições, Michelle tem afirmado que sua prioridade política é fortalecer candidaturas femininas e apoiar aliadas em diferentes estados.
Ex-primeira-dama evita crise envolvendo Flávio Bolsonaro
Durante o evento, Michelle Bolsonaro também foi questionada sobre a crise enfrentada pela pré-campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), após a revelação de sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
A ex-primeira-dama disse que não está acompanhando o caso e evitou comentar a situação do enteado.
“Não estou me metendo nisso, não. Tenho que cuidar do meu marido”, respondeu.
A crise envolvendo Flávio Bolsonaro ganhou força após a divulgação de conversas sobre tratativas para financiamento do filme “Dark Horse”, produção sobre a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro. O senador afirma que as negociações envolviam investimento privado e nega qualquer irregularidade.
Nos bastidores, o nome de Michelle Bolsonaro chegou a ser citado como possível alternativa caso Flávio não consiga manter a pré-candidatura até a eleição. Até o momento, porém, o PL não cogita substituir o senador na disputa presidencial.
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