Política / Congresso
União Progressista apoia Alcolumbre e contraria planos de Tereza Cristina para presidir o Senado
Federação formada por União Brasil e PP anuncia apoio à recondução do atual presidente da Casa, reduzindo o espaço político para candidatura da senadora de MS.
27/10/2026
15:00
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
A senadora Tereza Cristina (PP-MS) sofreu um revés em suas pretensões de disputar a presidência do Senado Federal. A Federação União Progressista, formada pelo União Brasil e pelo Progressistas (PP), anunciou nesta terça-feira (27) apoio à recondução de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) ao comando do Senado e do Congresso Nacional.
A decisão contraria o interesse de Tereza Cristina, vice-presidente nacional do PP, que vinha demonstrando disposição para assumir a presidência da Casa. Com o posicionamento da federação, a parlamentar de Mato Grosso do Sul fica sem o respaldo formal de sua própria aliança partidária para uma eventual candidatura.
O apoio foi oficializado em nota assinada pelos presidentes nacionais das duas legendas, Antonio Rueda, do União Brasil, e Ciro Nogueira, do PP.
“Entendemos que a continuidade de sua liderança representa estabilidade institucional e o equilíbrio político de que o Brasil precisa para seguir avançando nas pautas de interesse da população”, afirmaram os dirigentes.
No comunicado, Rueda e Ciro Nogueira destacaram a atuação de Alcolumbre na condução do Legislativo e defenderam a manutenção de sua liderança.
“A experiência e a liderança de Davi Alcolumbre, demonstradas na condução do Senado Federal e do Congresso Nacional, especialmente em momentos de grandes desafios políticos, reafirmam sua capacidade de promover o diálogo, construir consensos e preservar a independência do Parlamento e a harmonia entre os Poderes”, diz a nota.
Os dirigentes também ressaltaram a relação política construída entre União Brasil, Progressistas e Alcolumbre, apresentada como um dos fundamentos da decisão.
“Reafirmamos nossa confiança em sua liderança e nosso compromisso com um Congresso Nacional forte, independente e capaz de transformar o diálogo em resultados concretos para os brasileiros”, conclui o documento.
O posicionamento da União Progressista representa mais um episódio de divergência entre as aspirações políticas de Tereza Cristina e as escolhas da direção da federação.
Durante as articulações para a eleição presidencial de 2026, a senadora também teve seu nome considerado para compor, como candidata a vice-presidente, a chapa encabeçada por Flávio Bolsonaro (PL).
A possibilidade, entretanto, não recebeu o apoio necessário da direção partidária.
Agora, a opção pela continuidade de Alcolumbre demonstra que a federação decidiu concentrar seu apoio no atual presidente do Senado, em vez de abrir espaço para a candidatura de Tereza Cristina.
A presidência do Senado é um dos postos mais influentes do Congresso Nacional, com atribuições que incluem a condução das sessões, a organização dos trabalhos legislativos e a participação nas articulações entre os Poderes.
Para Mato Grosso do Sul, uma eventual candidatura de Tereza Cristina representaria a possibilidade de ampliar a presença do Estado na direção do Legislativo federal.
A decisão anunciada nesta terça-feira, porém, altera o cenário das articulações internas da federação e fortalece o compromisso de seus dirigentes com Alcolumbre.
O apoio partidário não substitui a eleição realizada pelos senadores, mas constitui um elemento importante na formação das alianças para a escolha da Mesa Diretora.
Até o momento, o comunicado da União Progressista não apresenta uma alternativa de participação de Tereza Cristina na composição da futura direção do Senado.
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