Saúde / Pública
SUS amplia acesso a 23 medicamentos de alto custo para tratamento de câncer
Governo federal prevê investir R$ 2,2 bilhões na oferta de terapias oncológicas para 18 tipos de câncer na rede pública
15/05/2026
20:15
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
O Ministério da Saúde anunciou a ampliação da oferta de medicamentos de alto custo para tratamento de câncer no SUS (Sistema Único de Saúde). A medida prevê investimento de R$ 2,2 bilhões e inclui 23 medicamentos voltados ao tratamento de 18 tipos da doença.
O anúncio foi feito nesta sexta-feira, 15 de maio, pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante evento no Hospital de Amor, em Barretos (SP). Segundo o governo federal, a nova etapa de incorporação deve beneficiar cerca de 112 mil pacientes em todo o país.
A ampliação contempla tratamentos para câncer de pulmão, mama, próstata, ovário, rim, estômago e melanoma avançado, além de leucemias, linfomas e tumores neuroendócrinos. De acordo com o ministério, parte das terapias disponíveis atualmente na rede pública estava defasada em relação aos protocolos mais modernos.
Com a medida, o governo estima um aumento de 35% na oferta de medicamentos oncológicos no SUS. A implementação, no entanto, ainda dependerá da adesão de estados e municípios, responsáveis por parte da execução dos serviços na rede pública de saúde.
Entre os medicamentos incorporados estão o Abemaciclibe, indicado para casos de câncer de mama; a Abiraterona, usada no tratamento de câncer de próstata; e os medicamentos Durvalumabe, Erlotinibe e Gefitinibe, voltados a pacientes com câncer de pulmão. Também foram incluídos o Pembrolizumabe e o Nivolumabe, utilizados em casos de melanoma avançado.
Segundo o Ministério da Saúde, 10 medicamentos serão adquiridos diretamente pela União. Os demais serão comprados por hospitais e centros habilitados, com financiamento federal por meio da Apac (Autorização de Procedimento Ambulatorial) e da Ata de Negociação Nacional.
Além da ampliação dos medicamentos, o governo federal anunciou investimento de R$ 50 milhões para criar uma tabela específica de financiamento de cirurgias robóticas oncológicas no SUS. A previsão apresentada por Alexandre Padilha é de que nove robôs entrem em operação ainda neste ano em hospitais da rede pública.
A nova tabela também inclui procedimentos de reconstrução mamária para pacientes que passaram por mutilação parcial ou total das mamas em razão do tratamento contra o câncer. Para essa área, o investimento anual previsto é de R$ 27,4 milhões.
Outra frente anunciada pelo ministério é a compra de 80 aceleradores lineares, equipamentos utilizados em serviços de radioterapia. O governo também lançou a Rede Saúde Brasil, estrutura de banda larga voltada a ampliar a capacidade tecnológica do SUS, inclusive para a realização de telecirurgias.
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