Política / Eleições
Caiado evita comentar caso Flávio Bolsonaro e Vorcaro: “Cada um responde pelos seus atos”
Pré-candidato à Presidência pelo PSD cumpriu agenda em Campo Grande, defendeu debate programático e disse que cabe aos envolvidos explicar o caso Banco Master
15/05/2026
16:00
DA REDAÇÃO
Pré-candidato à presidência, Ronaldo Caiado cumpriu agenda em Campo Grande ©Gerson Oliveira / CE
O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República pelo PSD, Ronaldo Caiado, evitou fazer juízo de valor sobre a polêmica envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Durante agenda em Campo Grande, nesta sexta-feira, 15 de maio, Caiado afirmou que “cada um responde pelos seus atos” e disse que cabe aos envolvidos prestar esclarecimentos.
A declaração foi dada durante evento do partido na Capital. Questionado sobre a divulgação de conversas entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, nas quais o banqueiro teria financiado parte do filme “Dark Horse”, sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro, Caiado afirmou que não pretende transformar o episódio em pauta de sua pré-campanha.
Segundo as informações divulgadas, o projeto teria recebido cerca de R$ 61 milhões ligados ao banqueiro. O caso passou a repercutir no cenário político nacional por envolver um dos nomes cotados para disputar a Presidência pela direita nas próximas eleições.
Ao ser perguntado se a crise poderia dividir votos da direita e favorecer sua candidatura, Ronaldo Caiado rejeitou essa leitura. Para ele, a disputa presidencial deve ser definida pelo conteúdo apresentado pelos candidatos, e não por problemas enfrentados por adversários ou aliados do mesmo campo político.
“A minha candidatura é posta com as credenciais que eu tenho. O que vai se definir numa eleição não é em decorrência de um problema com um candidato, é o debate de conteúdo. Quando nós formos para o debate na eleição, ele será o momento de comparativo entre cada um dos candidatos”, afirmou.
Caiado também descartou a possibilidade de o caso respingar em sua pré-candidatura por ele estar no mesmo campo político de Flávio Bolsonaro. O ex-governador destacou sua trajetória pública e afirmou que cada liderança deve responder individualmente por suas condutas.
“Se você tem hoje problemas no Supremo, problemas no Congresso, problemas na Câmara, problemas no Senado, cada um responde pelos seus atos. Eu, Ronaldo Caiado, respondo pelos meus”, declarou.
O pré-candidato afirmou ainda que não cabe a ele explicar a conduta de outros agentes políticos. Segundo Caiado, sua agenda em Mato Grosso do Sul tem como foco discutir propostas para o país e a importância econômica e estratégica do Estado.
“Não cabe ao candidato Ronaldo Caiado ficar fazendo juízo de valor sobre o comportamento de cada uma das pessoas. Eu vim aqui para um outro debate, eu vim aqui para um debate que realmente cabe discutir a importância do Mato Grosso do Sul. Agora, este assunto que realmente está sendo hoje informado à população, cabe à pessoa que está envolvida a fazer a sua explicação, não cabe a mim, como pré-candidato, estar explicando”, acrescentou.
Apesar de evitar comentar diretamente a atuação de Flávio Bolsonaro, Caiado afirmou que a apuração do caso relacionado ao Banco Master deve ficar a cargo da Justiça e dos órgãos competentes.
Durante a agenda, o pré-candidato também criticou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para Caiado, casos como o do Banco Master ganham proporção em um ambiente em que, segundo ele, faltam comando político e mecanismos efetivos de controle contra a corrupção.
Em Campo Grande, Ronaldo Caiado participou de uma coletiva de imprensa e, na sequência, de um encontro com lideranças religiosas em um hotel na região central da Capital.
À noite, a agenda prevê participação em um evento na Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso do Sul (Fiems), com o tema “Diálogo sobre o desenvolvimento do Brasil: o fortalecimento do setor produtivo e os desafios do cenário político e econômico nacional”.
A passagem de Caiado por Mato Grosso do Sul ocorre em meio à movimentação de pré-candidatos à Presidência no Estado e ao avanço das articulações políticas para as eleições nacionais.
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