Política / Justiça
Moraes exige manifestação da defesa de Bolsonaro após vídeo gravado por Eduardo nos Estados Unidos
Ministro do STF deu prazo de 24 horas para esclarecimentos sobre possível descumprimento das regras da prisão domiciliar
30/03/2026
07:45
DA REDAÇÃO
©REPRODUÇÃO
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta segunda-feira, 30 de março de 2026, que a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresente, no prazo de 24 horas, explicações sobre um possível descumprimento das medidas impostas na prisão domiciliar. A cobrança foi motivada pela divulgação de um vídeo em que o ex-deputado Eduardo Bolsonaro afirma que gravava imagens de um evento nos Estados Unidos para mostrar ao pai.
Na decisão, Moraes menciona a circulação, na rede X, de gravação feita durante a Conservative Political Action Conference (CPAC), realizada no último sábado, 28 de março. No registro, Eduardo Bolsonaro aparece com um celular nas mãos e declara ao público que faria o vídeo para enviar ao ex-presidente, dizendo que pretendia demonstrar que o movimento conservador não poderia ser silenciado com a retirada de sua principal liderança.
O ponto central da decisão é que, ao conceder a prisão domiciliar a Jair Bolsonaro, o ministro proibiu o uso de celulares, telefones, redes sociais e qualquer outro meio de comunicação externa, inclusive por intermédio de terceiros. As restrições também alcançam a produção de vídeos e áudios, segundo o detalhamento publicado nesta segunda-feira.
Diante da declaração de Eduardo Bolsonaro, Moraes entendeu haver indício de possível violação das medidas cautelares e, por isso, exigiu manifestação formal da defesa do ex-presidente. Segundo a CNN Brasil, o descumprimento dessas condições pode levar à revisão do benefício e ao retorno de Bolsonaro ao sistema prisional.
O episódio ocorre poucos dias depois de Jair Bolsonaro deixar o Hospital DF Star, em Brasília, após quase duas semanas de internação por broncopneumonia bacteriana. A autorização para que ele retornasse para casa foi dada por Moraes em decisão anterior, que estabeleceu prisão domiciliar por 90 dias, com regras rígidas de comunicação e controle de visitas.
No fim de semana, o caso ganhou repercussão também nas redes sociais. Em publicação mencionada pela imprensa, Eduardo Bolsonaro sustentou que a gravação gerou controvérsia no Brasil e argumentou que nem sequer havia dito quando o pai veria as imagens. A manifestação ampliou o debate sobre o alcance das restrições impostas pelo STF ao ex-presidente.
Até a manhã desta segunda-feira, a defesa de Jair Bolsonaro ainda não havia tornado pública a resposta ao despacho do ministro.
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