Política / Eleições 2026
Tereza sinaliza aceite para ser vice de Flávio, mas aliança depende da federação
Senadora comunicou aliados sobre nova disposição, porém nota oficial afirma que a composição da chapa presidencial ainda não foi definida
30/07/2026
13:00
DA REDAÇÃO
©REPRODUÇÃO
A senadora Tereza Cristina (PP-MS) sinalizou a aliados nesta quinta-feira, 30 de julho, que está disposta a disputar a Vice-Presidência da República na chapa encabeçada por Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A possível composição, entretanto, ainda depende de negociações entre os partidos e da aprovação da Federação União Progressista, formada por PP e União Brasil.
A movimentação representa uma mudança na posição adotada pela parlamentar nas últimas semanas. Até então, Tereza Cristina demonstrava preferência por permanecer no Senado e disputar a presidência da Casa em 2027. No dia 21 de julho, a assessoria da senadora havia confirmado que seu projeto estava concentrado no comando do Senado.
Após o novo sinal emitido pela senadora, o presidente nacional do PP, Ciro Nogueira, iniciou consultas aos diretórios estaduais para avaliar o apoio à aliança com o PL. A articulação também envolve lideranças do agronegócio, empresários e representantes do mercado financeiro.
Apesar do avanço nas conversas, setores do PP e do União Brasil ainda resistem à formalização de uma coligação nacional. A orientação predominante na federação vinha sendo de neutralidade na eleição presidencial, permitindo que os diretórios estaduais construíssem acordos de acordo com suas realidades regionais.
Em nota, a assessoria de Tereza Cristina confirmou que a senadora se reuniu na quarta-feira, 29 de julho, com Flávio Bolsonaro. Segundo o comunicado, os dois discutiram pela primeira vez a possibilidade de composição da chapa presidencial.
“No encontro, produtivo, falou-se, pela primeira vez, sobre a Vice-Presidência, mas nada foi decidido, até porque qualquer composição de chapa depende de avaliações políticas e pessoais, além de consultas e acertos partidários”, informou a assessoria.
A manifestação oficial é mais cautelosa do que as informações divulgadas nos bastidores. Embora interlocutores afirmem que a senadora aceitou participar das negociações, o comunicado ressalta que ainda não existe uma decisão definitiva.
Tereza Cristina é o nome preferido do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, para ocupar a vaga de vice. A avaliação é de que a ex-ministra poderia fortalecer a chapa junto ao agronegócio, ao mercado financeiro e aos setores mais moderados do eleitorado.
Na semana anterior, entretanto, Valdemar Costa Neto havia afirmado que a senadora pretendia disputar a presidência do Senado e não estava disponível para integrar a chapa. A resistência inicial também havia sido confirmada pela assessoria da parlamentar.
As novas articulações teriam contado com a participação do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que procurou dirigentes do Progressistas para aproximar o partido da candidatura de Flávio Bolsonaro.
Mesmo com a disposição de Tereza Cristina, a eventual candidatura depende da convenção do PP e de um entendimento com o União Brasil. Como as duas siglas integram uma federação, precisam adotar uma posição conjunta na disputa presidencial.
A federação avalia os efeitos da aliança sobre as candidaturas aos governos estaduais, ao Senado e à Câmara dos Deputados. Em alguns estados, dirigentes do bloco mantêm acordos com outros candidatos à Presidência, o que dificulta a adesão nacional ao projeto do PL.
Nascida em Campo Grande, Tereza Cristina tem 72 anos, é empresária e produtora rural. Foi deputada federal entre 2015 e 2019 e comandou o Ministério da Agricultura durante o governo de Jair Bolsonaro, entre 2019 e 2022. Atualmente, representa Mato Grosso do Sul no Senado e lidera o PP na Casa.
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