Coluna do Simpi
MEI, sabia que você pode se aposentar com R$ 8.157,41 por mês? Veja como!
O tema de hoje é um dos que mais geram dúvidas entre os microempreendedores: a aposentadoria do MEI.
07/10/2025
19:00
SIMPI
Apesar de ser um dos benefícios mais importantes para quem empreende formalmente, ainda há muita desinformação sobre como ela funciona na prática.
Assim como os trabalhadores com carteira assinada, o MEI também tem direito à aposentadoria pelo INSS, desde que mantenha em dia o pagamento da contribuição mensal.
Essa contribuição está incluída no Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS) — aquela taxa que engloba o ICMS (imposto estadual), o ISS (imposto municipal) e o INSS, responsável por garantir os direitos previdenciários.
As modalidades disponíveis são por idade e por invalidez.
Requisitos para aposentadoria por idade:
👨 Homens: 65 anos de idade e 15 anos de contribuição;
👩 Mulheres: 62 anos de idade e 15 anos de contribuição.
O valor inicial do benefício é de um salário mínimo por mês, mas é possível aumentar esse valor, chegando ao teto do INSS, atualmente em R$ 8.157,41.
Para isso, o microempreendedor deve complementar a contribuição mensal com mais 15% sobre o salário de contribuição, pago por meio da Guia de Previdência Social (GPS), que pode ser emitida pela internet.
Essa estratégia também permite se aposentar mais cedo e com melhores benefícios no futuro.
Além da aposentadoria por idade, o MEI também tem direito a:
🧍 Aposentadoria por incapacidade permanente (invalidez);
💕 Pensão por morte para os dependentes.
Esses direitos reforçam a importância de manter o DAS sempre em dia.
E, para quem ainda tem dúvidas sobre como emitir a GPS, calcular o valor complementar ou planejar as contribuições, o SIMPI oferece suporte completo ao microempreendedor.
💡 No fim das contas, ser MEI vai muito além de empreender: é um ato de planejamento e segurança para o futuro.
🎥 Assista: https://youtu.be/nH4Gxp3CH0I
Em comemoração ao Dia Nacional da Micro e Pequena Empresa, celebrado neste domingo (5), o SIMPI Nacional anunciou a entrada em operação de 251 delegacias de atendimento presencial em todo o país.
Segundo o presidente da entidade, Joseph Couri, a iniciativa marca um novo capítulo na história do SIMPI, que passa a ser uma presença física e ativa ao lado do empreendedor brasileiro.
“As novas Delegacias SIMPI foram criadas para simplificar a vida de quem já empreende ou pretende empreender. Nessas unidades, o MEI e os gestores de micro, pequenas e médias empresas encontrarão atendimento próximo, com profissionais preparados para tirar dúvidas, oferecer condições diferenciadas e viabilizar a associação de forma simplificada”, destacou Couri.
As delegacias funcionarão com agilidade, atendimento humanizado e integração digital, conectadas a um único sistema nacional.
“O SIMPI sempre foi uma voz nacional, mas agora passa a ser também presença física, com atendimento direto em cada Estado. É um gesto de respeito e reconhecimento a quem sustenta a economia do país”, completou o presidente.
As micro e pequenas empresas representam de 97% a 99% das companhias brasileiras e respondem por 30% do PIB nacional, sendo responsáveis por grande parte dos empregos formais.
🎥 Assista: https://youtu.be/A9P7l-oCdjg
A crise financeira das empresas brasileiras atingiu novo recorde em 2025, com impacto direto sobre micro e pequenas empresas.
De acordo com o Indicador de Inadimplência das Empresas da Serasa Experian, o país registrou em maio de 2025 cerca de 7,7 milhões de empresas inadimplentes — o equivalente a 32,8% de todos os CNPJs ativos.
Em valores, as dívidas somam R$ 182,4 bilhões, o maior volume desde 2016.
Serviços (53%) – Alta dependência do consumo interno e impacto direto dos juros altos.
Comércio (34%) – Queda nas vendas e restrição de crédito.
Indústria (8%) – Enfrenta custos elevados e perda de competitividade global.
A inadimplência atinge principalmente as micro e pequenas empresas, que têm menor margem de resiliência financeira.
Economistas apontam fatores como Selic elevada, crédito restrito, inflação, custos logísticos e insegurança regulatória, que desestimulam o investimento e comprometem a geração de empregos.
Comparativamente, o Brasil apresenta índices quase duas vezes maiores que México (15%) e Colômbia (18%), e muito acima da União Europeia (8% a 12%).
“O recorde de inadimplência é um alerta. Enquanto outros países ajustaram suas políticas anticíclicas para proteger empresas e empregos, o Brasil ainda patina em decisões que penalizam quem sustenta a economia”, alertou o SIMPI em nota.
Sem reformas estruturais e políticas de crédito produtivo, o país pode ultrapassar 8 milhões de empresas inadimplentes ainda em 2025, elevando o risco de falências em cadeia e desemprego em massa.
A Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei Complementar (PLP) 67/2025, que eleva o teto de faturamento do MEI de R$ 81 mil para R$ 150 mil anuais e cria reajuste automático pela inflação.
O texto ainda precisa ser analisado pelo Senado Federal e sancionado pela Presidência da República para entrar em vigor.
Atualmente, o projeto tramita nas Comissões de Finanças e Tributação, Constituição e Justiça e Cidadania antes de seguir para votação final no plenário.
“A mudança é fundamental para adequar a legislação à realidade econômica do país. Esperamos que o Senado agilize a aprovação para garantir alívio e fôlego aos pequenos empreendedores”, reforçou o SIMPI.
Mesmo com a aprovação na Câmara, o aumento do limite deve entrar em vigor apenas em 2026.
🎥 Assista: https://youtu.be/BfqRzxnDRy8
O SIMPI segue atuando nacionalmente para orientar, representar e fortalecer os micro e pequenos empresários, com foco em educação financeira, desburocratização, crédito acessível e políticas de incentivo.
💬 “O microempreendedor é o alicerce da economia brasileira. Garantir seus direitos e apoiar seu crescimento é garantir o futuro do país”, afirma o presidente Joseph Couri.
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